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Carnaval é uma brincadeira levada a sério, diz diretor da Aruc

Repro­dução: © Val­ter Campanato/Agência Brasil

Escola de samba é a mais tradicional de Brasília


Pub­li­ca­do em 19/02/2023 — 19:32 Por Pedro Peduzzi — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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Car­naval é brin­cadeira. Mas é tam­bém coisa séria. Afi­nal, não é fácil orga­ni­zar a bagunça que, ao mes­mo tem­po, é a tradição e a essên­cia lib­ertária do car­naval. Em ter­mos de tradição, nen­hu­ma esco­la de sam­ba da cap­i­tal fed­er­al se iguala à Asso­ci­ação Recre­ati­va Cul­tur­al Unidos do Cruzeiro, a Aruc. A esco­la detém mais de 30 títu­los, sendo oito con­sec­u­tivos de 1986 a 1993.

E hoje (19) é dia de mais um even­to que mar­ca a tradição da Aruc, o des­file que, his­tori­ca­mente, a esco­la faz todo domin­go de car­naval para a sua comu­nidade, antes do des­file prin­ci­pal com as demais esco­las de sam­ba na aveni­da.

“É nele que apre­sen­ta­mos enre­do, ale­go­rias, bate­ria, mestre-sala e por­ta-ban­deira, além de pas­sis­tas, destaques e alas para as pes­soas que nem sem­pre podem acom­pan­har o nos­so des­file na aveni­da”, expli­cou à Agên­cia Brasil o dire­tor de car­naval da Aruc, Cleu­ber Oliveira.

Brasília (DF) - 19-02-2023 - Foliões no Carnaval de rua animados pela escola de samba ARUC. Foto Valter Campanato/ Agência Brasil.
Repro­dução: Foliões aguardam des­file da Aruc — Val­ter Campanato/Agência Brasil

Nes­ta edição de 2023, os des­files das esco­las de sam­ba não serão em fevereiro, mas entre os dias 20 e 21 de abril, data em que Brasília comem­o­ra seu aniver­sário.

A mudança de datas, no entan­to, não vale para o tradi­cional des­file que é feito para a comu­nidade do Cruzeiro, bair­ro local­iza­do nas prox­im­i­dades do Plano Pilo­to. Tudo já esta­va a pos­tos no iní­cio da tarde para o tra­je­to de poucos quilômet­ros até a Feira do Cruzeiro, onde a esco­la de sam­ba sem­pre encon­tra o tam­bém tradi­cional blo­co Gagá…Vião.

Samba, cerveja e futebol

Blo­co e esco­la de sam­ba têm uma história con­jun­ta de ami­gos que amam fute­bol, cerve­ja e, como não podia deixar de ser, sam­ba.

Os primeiros pas­sos do dire­tor Cleu­ber Oliveira na Aruc não foram exata­mente de sam­ba. “Foram nas ativi­dades esporti­vas pro­movi­das na asso­ci­ação”, lem­bra o dire­tor que, na sequên­cia, inte­grou a bate­ria da esco­la.

Essa paixão pelos três ele­men­tos (sam­ba, cerve­ja e fute­bol) é quase una­n­im­i­dade entre a “vel­ha guar­da” do Cruzeiro, con­forme expli­ca o pres­i­dente do blo­co Gagá…Vião, Gildo Seixas, 59 anos.

“Nos­so blo­co preza por man­ter a tradição com o pes­soal das anti­gas aqui do Cruzeiro, que, todos sabem, é o bair­ro mais car­i­o­ca de Brasília. Nós man­te­mos a tur­ma anti­ga sem­pre jun­ta neste e em out­ros even­tos. Os encon­tros sem­pre envolvem sam­ba, fute­bol e cerve­ja”, diz o pres­i­dente do blo­co, que é tam­bém pro­fes­sor de fute­bol e ex-jogador de fut­sal.

Segun­do ele, a Aruc é “a vida do car­naval e do fute­bol da cidade”, uma vez que foi ali que muitos dos craques do bair­ro foram for­ma­dos. “Um dos inte­grantes do nos­so grupo foi, inclu­sive, goleiro do Flu­mi­nense e da seleção brasileira”, disse ele referindo-se ao arqueiro Paulo Vic­tor.

Eterna fantasia

Brasília (DF) - 19/02/2023 - Carnaval de rua animados pela ARUC, Zeca Pagodinho de Brasília, durante entrevista para Agência Brasil. Foto Valter Campanato/ Agência Brasil.
Repro­dução: Zeca Pagod­in­ho de Brasília — Val­ter Campanato/Agência Brasil

Out­ra per­son­al­i­dade do bair­ro, que inte­gra este sele­to grupo de ami­gos, é o servi­dor da Sec­re­taria de Saúde, músi­co e pro­du­tor de even­tos Gilber­to Gril­lo, um folião que pas­sa o ano inteiro viven­do a fan­ta­sia do per­son­agem “Zeca Pagod­in­ho de Brasília”.

O apeli­do, ele car­rega des­de a infân­cia, quan­do já se pare­cia com o ído­lo. “Eu tin­ha aque­le cabelin­ho Chitãoz­in­ho & Chororó que o Zeca usa­va na época”, lem­bra o cri­ador da ver­são brasiliense do pagodeiro car­i­o­ca.

“Pas­so o ano inteiro fan­tasi­a­do de Zeca Pagod­in­ho. E, no car­naval, me fan­ta­sio do que sou o ano inteiro, na vida real”, diz o músi­co, que toca pan­deiro no grupo Força Maior Bsb. Em meio à entre­vista con­ce­di­da à Agên­cia Brasil, alguns ami­gos do Zeca de Brasília con­fir­maram que todas as roupas usadas por ele no dia a dia são escol­hi­das ten­do, como refer­ên­cia, o orig­i­nal car­i­o­ca.

O per­son­agem brasiliense, no entan­to, faz questão de apon­tar uma difer­ença: “O out­ro é botafoguense e gos­ta de Brah­ma. Eu sou tri­col­or e bebo Skol”, brin­ca.

Dobro do amor

Vestin­do uma camisa da Aruc, enquan­to aguar­da­va a chega­da da esco­la de sam­ba Aruc no espaço mon­ta­do pelo blo­co Gagá…Vião, a babá Célia Regi­na Fer­nan­des disse que a mis­tu­ra dessas duas enti­dades car­navalesca do Cruzeiro a aju­dam a poten­cializar ain­da mais suas grandes paixões.

“Essa camisa que estou usan­do rep­re­sen­ta a min­ha iden­ti­dade. Sam­ba e car­naval são ele­men­tos muito impor­tante em min­ha vida. O sam­ba é o ano inteiro, e o car­naval é o clí­max de tudo. E essa mis­tu­ra do blo­co Gagá…Vião com a Aruc rep­re­sen­ta, para mim, o dobro do amor”, expli­cou a babá.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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