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Caso Henry: avó admite que menino pode ter sido agredido

Repro­dução: © Brun­no Dantas/TJRJ

Interrogatório dos acusados da morte do menino será em 9 de fevereiro


Pub­li­ca­do em 15/12/2021 — 21:34 Por Vladimir Platonow — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

A pro­fes­so­ra aposen­ta­da Rosan­gela Medeiros da Cos­ta e Sil­va, mãe de Monique Medeiros e avó do meni­no Hen­ry Borel, admi­tiu que a cri­ança pode ter sido agre­di­da. O depoi­men­to dela, nes­ta quar­ta-feira (15), durou aprox­i­mada­mente 1 hora e 50 min­u­tos, per­ante a juíza Eliz­a­beth Macha­do Louro, da 2ª Vara Crim­i­nal da Cap­i­tal, que tam­bém ouviu out­ras teste­munhas de defe­sa de Monique. A mag­istra­da mar­cou para o dia 9 de fevereiro os inter­ro­gatórios de Jairo Souza dos San­tos Júnior, o Dr. Jair­in­ho, e de Monique.

Ao final do depoi­men­to, Rosan­gela — que havia nega­do o tem­po todo a pos­si­bil­i­dade do neto Hen­ry ter sido agre­di­do, pois jamais apare­cera em sua casa com mar­cas de vio­lên­cia ou falan­do sobre o assun­to — foi dire­ta­mente inquiri­da pela juíza, que per­gun­tou se ela acred­i­ta­va que o neto pode­ria ter sido agre­di­do, pois lesões inter­nas não apare­cem a olho nu, ao que respon­deu: “Acred­i­to que sim”.

Durante seu inter­ro­gatório, Rosân­gela definiu Monique como uma boa fil­ha e mãe ded­i­ca­da ao pequeno Hen­ry. Sus­ten­tou que a cri­ança jamais havia sido mal­trata­da e que era bem cuida­do, tan­to pela mãe quan­to pelos avós, na casa dos quais per­mane­cia por lon­gos perío­dos.

Pre­sos des­de abril, os réus foram denun­ci­a­dos pelo Min­istério Públi­co pela práti­ca de homicí­dio qual­i­fi­ca­do (por moti­vo tor­pe, com recur­so que difi­cul­tou a defe­sa da víti­ma e impingiu inten­so sofri­men­to, além de ter sido prat­i­ca­do con­tra menor de 14 anos), tor­tu­ra, coação de teste­munha, fraude proces­su­al e fal­si­dade ide­ológ­i­ca.

Hen­ry Borel Medeiros, fil­ho de Monique e entea­do de Jair­in­ho, mor­reu no dia 8 de março. De acor­do com infor­mações da denún­cia, o meni­no, de 4 anos de idade, teria sido víti­ma de tor­turas real­izadas no aparta­men­to do casal, na Bar­ra da Tiju­ca. O garo­to foi lev­a­do ao Hos­pi­tal Bar­ra D’Or, mas já chegou ao local mor­to. À época, Monique disse acred­i­tar que o meni­no tivesse caí­do da cama. Jair­in­ho ale­gou que esta­va dor­min­do, sob efeito de seda­tivos.

Edição: Fábio Mas­sal­li

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