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EBC inaugura banda estendida FM e estreia programação em 5 capitais

Glen Valente, diretor-presidente da EBC (Empresa Brasil de Comunicação)
Repro­dução: © Mar­cel­lo Casal jr/Agência Brasil

Empresa recebeu certificado de pioneirismo em radiodifusão


Pub­li­ca­do em 07/05/2021 — 13:07 Por Pedro Ivo de Oliveira — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

Empre­sa Brasil de Comu­ni­cação (EBC) estreia hoje (7), em cin­co cap­i­tais brasileiras, na chama­da ban­da esten­di­da FM. A nova fre­quên­cia de trans­mis­são é a 87.1 FM. Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Belo Hor­i­zonte e Recife já podem sin­tonizar na nova fre­quên­cia.

No even­to de inau­gu­ração da ban­da esten­di­da, o secretário de Radiod­i­fusão do Min­istério das Comu­ni­cações, Max­i­m­il­iano Mar­t­in­hão, cele­brou “o tra­bal­ho coop­er­a­ti­vo e o empen­ho dos agentes públi­cos que demon­stra resul­ta­do efe­ti­vo”. O pres­i­dente da EBC, Glen Valente, rece­beu um cer­ti­fi­ca­do de pio­neiris­mo con­ce­di­do pelo gov­er­no fed­er­al em recon­hec­i­men­to aos serviços de radiod­i­fusão da empre­sa.

“Hoje é um dia históri­co que reforça nos­so com­pro­mis­so com as platafor­mas. Muito tra­bal­ho, mui­ta ded­i­cação para con­seguir esse momen­to históri­co da Sem­ana das Comu­ni­cações”, afir­mou o pres­i­dente.

“Com essa ampli­ação, ter­e­mos mais 60 canais de rádio [de todo o país] — aten­den­do a uma deman­da anti­ga do setor. Tudo isso só foi pos­sív­el graças aos esforços da equipe de radiod­i­fusão do Min­istério das Comu­ni­cações e da Agên­cia Nacional de Tele­co­mu­ni­cações (Ana­tel). Mais uma vez, o gov­er­no demon­stra sen­si­bil­i­dade com o setor, garan­ti­n­do a con­tinuidade das trans­mis­sões de rádio”, afir­mou o min­istro das Comu­ni­cações, Fábio Faria, por meio de men­sagem divul­ga­da por ocasião da inau­gu­ração das trans­mis­sões.

No Rio de Janeiro, a 87.1 FM veic­u­lará a tradi­cional Rádio Nacional — que man­tém tam­bém a pro­gra­mação em AM. Nas out­ras cidades, a grade será com­pos­ta por pro­duções das três emis­so­ras: Rádio Nacional AMRádio Nacional FM e Rádio MEC. “Ter­e­mos uma mostra bem vari­a­da do poten­cial do que é feito nas emis­so­ras de rádio da EBC”, afir­mou o ger­ente exec­u­ti­vo da Rádio Nacional, Luciano Seixas.

Glen Valente, diretor-presidente da EBC (Empresa Brasil de Comunicação)
Repro­dução:  EBC inau­gu­ra ban­da esten­di­da FM — Mar­cel­lo Casal Jr/Agência Brasil                                                                                            

Excep­cional­mente em Brasília, que já pos­sui a trans­mis­são da Rádio Nacional na fre­quên­cia 96.1 FM, o con­teú­do que será veic­u­la­do na faixa esten­di­da será o mes­mo da Rádio MEC do Rio de Janeiro — tam­bém veícu­lo da EBC.

Luciano Seixas expli­ca que o impacto da tran­sição de AM para a ban­da esten­di­da FM pode ser sen­ti­do dos dois lados: tan­to para os ouvintes, que gan­ham mais qual­i­dade sono­ra, quan­to do lado opera­cional, que diminui cus­tos. “O som de FM é recon­heci­da­mente de mel­hor qual­i­dade. É um som estéreo com qual­i­dade dig­i­tal. Oper­ar uma rádio AM é uma despe­sa muito maior, inclu­sive do pon­to de vista elétri­co, de trans­mis­sores e de manutenção”, expli­cou.

Para o pres­i­dente da empre­sa, Glen Valente, ape­sar de ser o mais anti­go dos meios de comu­ni­cação, o rádio con­tin­ua ten­do papel efi­caz na for­mação da cidada­nia e na edu­cação dos brasileiros. “Temos uma visão de que rádio é um veícu­lo impor­tante den­tro de todas as platafor­mas que temos na EBC. Fize­mos inves­ti­men­tos colo­can­do a Rádio Nacional na TV Brasil, mel­ho­ramos A Voz do Brasil, temos ondas cur­tas para a Amazô­nia. Faz parte dos obje­tivos estratégi­cos da EBC”, infor­mou.

“Quan­do apare­ceu a opor­tu­nidade de a EBC par­tic­i­par da expan­são via ban­da esten­di­da, nos pron­tif­i­camos a faz­er parte dessa ino­vação cap­i­tanea­da pelo Min­istério das Comu­ni­cações. Expandir nos­so alcance é estratégi­co e impor­tante”, com­ple­men­tou.

A logís­ti­ca para trans­mis­são e pro­dução de con­teú­do para a ban­da esten­di­da — além da cer­ti­fi­cação de pio­neiris­mo — con­taram com a coop­er­ação da Empre­sa Mineira de Comu­ni­cação (EMC) e a Empre­sa Per­nam­bu­co de Comu­ni­cação (EPC), par­tic­i­pantes da Rede Nacional de Comu­ni­cação Públi­ca (RNCP), que via­bi­lizaram o lança­men­to em cidades que não con­tam com estru­tu­ra físi­ca da EBC.

A ação faz parte da Sem­ana Nacional das Comu­ni­cações, ini­cia­ti­va do Min­istério das Comu­ni­cações que visa mostrar para a sociedade brasileira os pro­je­tos que vão acel­er­ar os proces­sos tec­nológi­cos de dig­i­tal­iza­ção de todos os meios: rádio, com a ban­da esten­di­da FM;  tele­visão, com a dig­i­tal­iza­ção do sinal em áreas remo­tas em todo o ter­ritório nacional; e na inter­net, com o leilão do 5G e ampli­ação do 4G para áreas do chama­do deser­to dig­i­tal. “São muitas ações, que têm como obje­ti­vo prin­ci­pal mel­ho­rar nos­sa capaci­dade e alcance de comu­ni­cação. Foi um dese­jo soman­do as neces­si­dades da ini­cia­ti­va pri­va­da com as neces­si­dades de ativi­dades públi­cas. Essa com­bi­nação é um mod­e­lo de amp­lo gan­ho”, expli­cou Glen Valente sobre a Sem­ana das Comu­ni­cações.

Histórico das frequências

Ini­ci­adas em 1923 no Brasil, as trans­mis­sões na fre­quên­cia de AM enfrentam há anos um prob­le­ma: em grandes cen­tros urbanos, a recepção AM sofre inter­fer­ên­cias diver­sas que dimin­uem a qual­i­dade das trans­mis­sões.

Para resolver a questão, o gov­er­no ten­ta, des­de 2013, aumen­tar a ban­da de fre­quên­cia mod­u­la­da FM — que atual­mente está total­mente ocu­pa­da por canais de rádio — para com­por­tar parte das trans­mis­sões AM, que dev­e­ri­am ser usadas ape­nas em regiões de menor den­si­dade pop­u­la­cional, como regiões rurais e fron­teir­iças.

Com a tran­sição do sinal analógi­co para o sinal dig­i­tal de tele­visão, parte da fre­quên­cia analóg­i­ca ficou disponív­el. O que, segun­do o secretário de radiod­i­fusão do Min­istério das Comu­ni­cações, Max­i­m­il­iano Mar­t­in­hão, resolveu o prob­le­ma.

Segun­do Mar­t­in­hão, dez emis­so­ras em sete cap­i­tais já estão prontas para migrar para a ban­da esten­di­da FM e ini­cia­rão os trans­mis­sores nas novas fre­quên­cias já no começo deste mês. São Paulo, Por­to Ale­gre, Belo Hor­i­zonte, Curiti­ba, Rio de Janeiro, Sal­vador e Recife serão as primeiras a tes­tar as novas vari­ações de espec­tro da ban­da esten­di­da.

“As rádios que oper­am em AM em áreas urbanas poderão migrar para FM. Isso é impor­tante porque há muitas inter­fer­ên­cias na AM, o que prej­u­di­ca a exper­iên­cia do usuário. Cai a audiên­cia, cai o inter­esse na ativi­dade econômi­ca na AM. Com essa tran­sição para a FM, mais rádios e empre­sas entram no mer­ca­do com qual­i­dade e ofer­e­cem mel­hores serviços para o cidadão”, infor­mou.

Monitor de volume, Loudness Monitor
Repro­dução

Segun­do Mar­t­in­hão, o Min­istério das Comu­ni­cações tem mais de 1,6 mil req­ui­sições de tran­sição de AM para FM. A pas­ta espera avaliar todas e entre­gar os lau­dos de via­bil­i­dade até dezem­bro de 2022.

“Esse é um proces­so que corre des­de 2013. Coube ao gov­er­no fed­er­al con­cluir este proces­so. Tive­mos que preparar todos os canais, pro­mover ajustes de con­tratos com emis­so­ras e, jun­to com políti­cas indus­tri­ais, plane­jar [recep­tores para] car­ros e equipa­men­tos domi­cil­iares que já sejam com­patíveis à faixa esten­di­da”, disse Mar­t­in­hão.

Banda de TV e rádio

Segun­do o secretário de Radiod­i­fusão, a fre­quên­cia dos anti­gos canais 5 e 6 de tele­visão aber­ta coin­cide com o espec­tro necessário para as rádios. A ban­da FM atual­mente fun­ciona de 88 a 108 mega­hertz (MHz). Com o desliga­men­to analógi­co, a ban­da pas­sará a ser de 76 a 108 MHz — exata­mente os 12 MHz que ante­ri­or­mente eram ocu­pa­dos pelos canais desati­va­dos. Esse proces­so de ampli­ação é chama­do de ban­da esten­di­da FM.

Os apar­el­hos de rádio mais mod­er­nos já pegam a faixa esten­di­da a par­tir de 76.1 MHz. E toda a pro­gra­mação das Rádios EBC ain­da pode ser acom­pan­ha­da pelo siteradios.ebc.com.br e pelo aplica­ti­vo Rádios EBC, disponív­el nas lojas vir­tu­ais (Apple Store e Google Play).

Fim da AM?

Mar­t­in­hão argu­men­ta que a ação, ao con­trário do que pos­sa pare­cer, não sig­nifi­ca a extinção das rádios que oper­am em AM, mas a ade­quação às funções orig­i­nal­mente pen­sadas para a fre­quên­cia. “Em um país com dimen­sões con­ti­nen­tais, eu ouso diz­er que a AM tem uma função impor­tan­tís­si­ma — de levar infor­mação aos rincões brasileiros. O que esta­mos fazen­do é aju­s­tan­do o uso das fre­quên­cias de acor­do com suas funções, algo que vem sendo pedi­do pela sociedade há muito tem­po”, expli­cou.

Rádios comunitárias

De acor­do com o Min­istério das Comu­ni­cações, o proces­so de migração de faixas não vai afe­tar as trans­mis­sões das rádios comu­nitárias, sem fins lucra­tivos. O órgão está receben­do pedi­dos de out­or­gas tan­to para atu­ação em AM quan­to FM. “As rádios comu­nitárias têm pre­visão em lei e não sofr­erão nen­hum tipo de alter­ação. Exis­tem questões téc­ni­cas que estão sendo resolvi­das para essa modal­i­dade de radiod­i­fusão, mas nada que trate sobre a ban­da esten­di­da FM alter­ará as rádios comu­nitárias.”

Todas as empre­sas que atu­am no ramo de radiod­i­fusão poderão pedir a tran­sição de suas fre­quên­cias de AM para FM. O proces­so — total­mente feito por meios eletrôni­cos — deve ser solic­i­ta­do dire­ta­mente ao Min­istério das Comu­ni­cações. A lista de doc­u­men­tos necessários pode ser encon­tra­da na Por­taria nº 1.898 de 2021. Não há site especí­fi­co para o cadas­tro.

“Basi­ca­mente, a enti­dade deve entrar com um proces­so de cadas­tro de demon­stração de inter­esse. Tudo eletrôni­co. A par­tir dis­so, entramos com um proces­so de out­or­ga. Existe um padrão para cada tipo de rádio: comu­nitária, educa­ti­va e com­er­cial. Cada uma com um proces­so difer­ente”, infor­mou.

Semana Nacional das Comunicações

Des­de a últi­ma segun­da-feira (3), até o próx­i­mo domin­go (9), os veícu­los da Empre­sa Brasil de Comu­ni­cação (EBC) pub­li­cam o Espe­cial Conec­ta, com con­teú­dos sobre a Sem­ana Nacional das Comu­ni­cações. O espe­cial reúne reporta­gens sobre história das tele­co­mu­ni­cações, 5G, Inter­net das Coisas, o impacto das novas tec­nolo­gias na edu­cação e no agronegó­cio, entre out­ros temas.

> Con­fi­ra todo o con­teú­do no   hot­site.                       

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Assista na TV Brasil:

Edição: Denise Griesinger e Juliana Andrade

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