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Empresários são alvos de ação que busca financiadores do 8 de janeiro

Repro­dução: © Poli­cia Federal/divulgação

São eles Joveci Xavier de Andrade e Adauto Lúcio de Mesquita


Pub­li­ca­do em 29/02/2024 — 11:14 Por Paula Labois­sière — Repórter da Agên­cia Brasil — unde­fined

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Dois empresários foram pre­sos nes­ta quin­ta-feira (25), na 25º fase da Oper­ação Lesa Pátria, deflagra­da pela Polí­cia Fed­er­al (PF). O obje­ti­vo é iden­ti­ficar pes­soas que finan­cia­ram e fomen­taram os fatos ocor­ri­dos em 8 de janeiro de 2023 em Brasília, quan­do o Palá­cio do Planal­to, o Con­gres­so Nacional e o Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF) foram inva­di­dos.

Os alvos são Jove­ci Xavier de Andrade e Adau­to Lúcio de Mesqui­ta, ambos sócios do grupo Mel­hor Ata­cadista. Em nota, a defe­sa dos empresários infor­mou que não teve aces­so à decisão emi­ti­da pelo STF. “Ressalta-se que, des­de o iní­cio, hou­ve esforços para esclare­cer todos os fatos, com­pro­mis­so que será man­ti­do per­ante o Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al”.

“A real­iza­ção de apu­rações pelo Esta­do é con­sid­er­a­da vál­i­da, e os inves­ti­ga­dos veem ago­ra a opor­tu­nidade de elu­ci­dar com­ple­ta­mente as questões em aber­to”, desta­cou a nota. “Eles reit­er­am seu com­pro­mis­so com a democ­ra­cia, o Esta­do de Dire­ito, o respeito às Insti­tu­ições, ao proces­so eleitoral, ao Min­istério Públi­co e ao Judi­ciário, com espe­cial ênfase na sua instân­cia máx­i­ma, o Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al.”

“O grupo do qual Jove­ci e Adau­to são acionistas reit­era que é con­tra o van­dal­is­mo e a intol­erân­cia políti­ca e acred­i­ta que a democ­ra­cia é fei­ta com pen­sa­men­tos difer­entes, mas jamais com vio­lên­cia. A dire­to­ria do grupo respei­ta as Insti­tu­ições brasileiras, a democ­ra­cia e o Esta­do de Dire­ito.”, con­cluiu a nota.

CPI

Ouvi­do na Comis­são Par­la­men­tar de Inquéri­to (CPI) dos Atos Anti­democráti­cos da Câmara Leg­isla­ti­va do Dis­tri­to Fed­er­al, Jove­ci Xavier de Andrade negou ter par­tic­i­pa­do dos atos de 8 de janeiro em Brasília – mas admi­tiu ter esta­do no local no momen­to em que as invasões acon­te­ce­r­am.

Em seu depoi­men­to, o empresário disse não ter patroci­na­do ali­men­tação, trio elétri­co, out­doors ou faixas de protesto uti­lizadas nos atos. “Não ten­ho con­hec­i­men­to de como eles se sus­ten­tavam. Min­ha empre­sa não com­pactua. Lá, só sai mer­cado­ria paga”, afir­mou.

Ques­tion­a­do sobre pos­síveis ações do seu sócio, disse: “Não pos­so respon­der por meu sócio, Adau­to, enquan­to pes­soa físi­ca”.

A operação

Estão sendo cumpri­dos 34 man­da­dos judi­ci­ais, sendo 24 de bus­ca e apreen­são, três de prisão pre­ven­ti­va e sete de mon­i­tora­men­to eletrôni­co – todos expe­di­dos pelo STF. As ações ocor­rem no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais, no Tocan­tins, no Paraná, em Mato Grosso do Sul, São Paulo, no Espíri­to San­to e Dis­tri­to Fed­er­al.

Ain­da de acor­do com a PF, foi deter­mi­na­da a indisponi­bil­i­dade de bens, ativos e val­ores dos inves­ti­ga­dos. A esti­ma­ti­va é que os danos cau­sa­dos ao patrimônio públi­co pos­sam chegar à cifra de R$ 40 mil­hões.

“Os fatos inves­ti­ga­dos con­stituem, em tese, crimes de abolição vio­len­ta do Esta­do Democráti­co de Dire­ito, golpe de Esta­do, dano qual­i­fi­ca­do, asso­ci­ação crim­i­nosa, inci­tação ao crime, destru­ição e dete­ri­o­ração ou inuti­liza­ção de bem espe­cial­mente pro­te­gi­do”, desta­cou a cor­po­ração.

Edição: Graça Adju­to

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