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Lula vai propor que a COP30 seja na Amazônia

 

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Presidente eleito recebeu carta dos governadores da região


Pub­li­ca­do em 16/11/2022 — 11:41 Por Andreia Verdélio e Pedro Peduzzi – Repórteres da Agên­cia Brasil — Brasília

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O pres­i­dente eleito, Luiz Iná­cio Lula da Sil­va, vai pro­por que a 30º edição da Con­fer­ên­cia das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáti­cas (COP30), em 2025, seja na Amazô­nia. “Vamos falar com o secretário-ger­al da ONU [Orga­ni­za­ção das Nações Unidas, António Guter­res] e vamos pedir que a COP de 2025 seja fei­ta no Brasil, na Amazô­nia”, disse, hoje (16), durante par­tic­i­pação na COP27, no Egi­to.

“Acho muito impor­tante que as pes­soas que defen­d­em a Amazô­nia, que defen­d­em o cli­ma, con­heçam de per­to o que é aque­la região, para que as pes­soas pos­sam dis­cu­tir a Amazô­nia a par­tir de uma real­i­dade conc­re­ta e não ape­nas a par­tir de uma cul­tura através de leitu­ra”, disse. Para Lula, tan­to o esta­do do Pará quan­to o do Ama­zonas estão aptos a rece­ber a con­fer­ên­cia inter­na­cional.

Nes­ta quar­ta-feira (16), na COP27, Lula rece­beu uma car­ta de com­pro­mis­sos comuns do con­sór­cio de gov­er­nadores dos nove esta­dos da Amazô­nia Legal. Durante a entre­ga do doc­u­men­to, foi o gov­er­nador do Pará, Helder Bar­balho, que pediu ao pres­i­dente eleito que fizesse a pro­pos­ta de real­iza­ção da COP30 no Brasil à cúpu­la da Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU).

“Faço um pedi­do em nome do Con­sór­cio de Gov­er­nadores e dos povos da flo­res­ta. Peço que ofer­eça a Amazô­nia para sedi­ar a COP30, para que pos­samos levar o plan­e­ta a debater a Amazô­nia con­hecen­do a Amazô­nia. Para que, mais do que con­hecê-la pelas redes soci­ais, pela dis­tân­cia dos livros ou do aces­so à infor­mação pelas redes, con­heçam a Amazô­nia e o seu povo, com o pé no chão, olhan­do para nós, de frente, e con­stru­in­do conosco uma Amazô­nia viva com sus­tentabil­i­dade e com justiça social aos povos da Amazô­nia”, disse Bar­balho.

O gov­er­nador desta­cou que o com­pro­mis­so do pres­i­dente eleito com a questão ambi­en­tal ficou evi­dente com o fato de sua primeira agen­da públi­ca inter­na­cional envolver dire­ta­mente o tema. “Sua pre­sença aqui é um gesto que leva o Brasil nova­mente ao pata­mar do pro­tag­o­nis­mo da agen­da ambi­en­tal e da agen­da climáti­ca. Aci­ma de tudo, ele­va o Brasil nova­mente à capaci­dade de ter inter­locução e falar ao mun­do. Esse é um ati­vo que colab­o­rará para que o Brasil encon­tre soluções e encon­tre uma sociedade mel­hor e mais jus­ta”, acres­cen­tou.

Convívio democrático

Lula disse que con­ver­sará com gov­er­nadores e prefeitos para que gov­ernem em comum acor­do. Segun­do ele, o Brasil voltará a con­viv­er demo­c­ra­ti­ca­mente com seus rep­re­sen­tantes, inde­pen­den­te­mente de par­tidos políti­cos e visões reli­giosas.

“Para acabar com a fome, com a mis­éria, com o proces­so de degradação que as flo­restas estão viven­do, com o sofri­men­to dos nos­sos indí­ge­nas, nós vamos ter de con­ver­sar muito e tra­bal­har jun­tos para que o Brasil seja moti­vo de orgul­ho ao mun­do e não moti­vo de deses­pero como é hoje”, aler­tou o pres­i­dente eleito.

O com­bate ao des­mata­men­to ile­gal e o cuida­do aos povos indí­ge­nas serão muito fortes durante seu gov­er­no, anun­ciou o pres­i­dente eleito. Para Lula, as riquezas da Amazô­nia devem ser explo­radas, mas man­ten­do a flo­res­ta de pé.

“Se a Amazô­nia tem a importân­cia que todos vocês e os cien­tis­tas dizem ter, nós não temos de medir nen­hum esforço para que a gente con­si­ga con­vencer as pes­soas de que uma árvore em pé, uma árvore viva, serve mais do que uma árvore der­ruba­da sem nen­hum critério, sem nen­hu­ma neces­si­dade”, disse.

Para Lula, é pre­cisa garan­tir recur­sos, de for­ma a aju­dar as prefeituras a mel­hor desen­volverem um tra­bal­ho de base. “A gente não vai evi­tar queima­da se a gente não tiv­er o com­pro­mis­so dos prefeitos. É o prefeito que está na cidade; que sabe de quem é a ter­ra; e que sabe onde começou [o fogo]. Não adi­anta ficar dis­cutin­do de Brasília. É impor­tante pactu­ar e saber que os prefeitos vão ter recur­sos para que a gente pos­sa cobrar deles algu­ma coisa”, com­ple­tou.

O pres­i­dente eleito via­jou para a COP27 a con­vite do pres­i­dente do Egi­to, Abdel Fat­tah al-Sis­si. Foi tam­bém con­vi­da­do para inte­grar a comi­ti­va do con­sór­cio de gov­er­nadores da Amazô­nia Legal. “Não pode­ria ter sido con­vite mais rep­re­sen­ta­ti­vo do que um con­vite feito pelos gov­er­nadores da Amazô­nia”, disse Lula.

Aman­hã (17), Lula tem encon­tros com rep­re­sen­tantes da sociedade civ­il, gru­pos indí­ge­nas e com o secretário-ger­al das Nações Unidas, António Guter­res. Na sex­ta-feira (18), via­ja para Por­tu­gal, já no retorno ao Brasil.

A ínte­gra da Car­ta dos Gov­er­nadores da Amazô­nia Legal.

Ouça na Radioagên­cia Nacional:

 

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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