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Ministro diz que agressão da Rússia à Ucrânia é inadmissível

Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Carlos França diz que posição do Brasil sobre a guerra é clara


Pub­li­ca­do em 06/04/2022 — 14:57 Por Karine Melo – Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

O min­istro das Relações Exte­ri­ores, Car­los França, clas­si­fi­cou, nes­ta quar­ta-feira (6), como inad­mis­sív­el a agressão da Rús­sia à Ucrâ­nia. Cobra­do sobre uma posição clara do Brasil em relação ao con­fli­to em audiên­cia públi­ca na Comis­são de Relações Exte­ri­ores (CRE) do Sena­do, França rechaçou críti­cas de que o Brasil ten­ha uma posição dúbia sobre o tema.

“No caso desse con­fli­to, nós temos um lado claro, que é a paz mundi­al. A agressão é inad­mis­sív­el. No momen­to em que há um con­fli­to arma­do e a invasão de ter­ritório, nós enten­demos que a Rús­sia cru­zou uma lin­ha ver­mel­ha. Quan­to a isso não há dúvi­da em relação à posição do Brasil. O lado do Brasil está muito claro. É a defe­sa do inter­esse nacional e a bus­ca pela paz. E essa posição é respeita­da aí fora”, afir­mou.

Ain­da segun­do o chancel­er, o gov­er­no brasileiro defende o “ime­di­a­to ces­sar fogo” e “a pro­teção de civis e a garan­tia de aces­so à assistên­cia human­itária” às víti­mas da guer­ra.

Abstenção

Sobre a decisão do gov­er­no brasileiro de se abster em uma res­olução con­tra a Rús­sia, anal­isa­da pela Orga­ni­za­ção das Nações Unidas para a Edu­cação, a Ciên­cia e a Cul­tura (Unesco) no mês pas­sa­do, Car­los França disse que a posição foi toma­da pelo fato do gov­er­no brasileiro acred­i­tar que o úni­co foro ade­qua­do para essas dis­cussões é o Con­sel­ho de Segu­rança da ONU.

“É perigoso para o sis­tema mul­ti­lat­er­al que orga­ni­za­ções passem a tratar e a leg­is­lar sobre matérias que são estra­nhas à sua com­petên­cia. Senão aman­hã, talvez, a Orga­ni­za­ção Inter­na­cional do Tra­bal­ho [OIT] e a Orga­ni­za­ção Mundi­al de Pro­priedade Int­elec­tu­al podem quer­er faz­er uma res­olução con­de­nan­do o Brasil em questões de meio ambi­ente”, defend­eu, lem­bran­do que o doc­u­men­to foi aprova­do por 33 votos e com um alto número abstenções, 24.

A res­olução, pro­pos­ta pelos país­es oci­den­tais, denun­cia que “vários edifí­cios edu­ca­cionais já foram destruí­dos ou dan­i­fi­ca­dos [na Ucrâ­nia], como o edifí­cio da Uni­ver­si­dade Nacional Karazin, em Kharkiv”.

Sanções econômicas

O min­istro Car­los França voltou a criticar sanções econômi­cas que país­es do Oci­dente impuser­am à Rús­sia como for­ma de pres­sion­ar por um ces­sar-fogo.

“Eu enten­do o uso de sanções pela Europa e pelos Esta­dos Unidos. Era a arma que eles tin­ham naque­le momen­to para se con­tra­por ao con­fli­to. No entan­to, não pos­so deixar de estran­har o fato da sele­tivi­dade das sanções”, disse. França dis­cor­dou de comen­tários vin­dos de embaix­adores europeus de que se Brasil aderir logo às sanções, como os out­ros país­es, o mun­do teria o fim mais rápi­do do con­fli­to.

“A própria Ale­man­ha sofre com a pos­si­bil­i­dade de deixar de con­tar com ener­gia do com­bustív­el rus­so para sua indús­tria, para aque­c­i­men­to de sua pop­u­lação, para ger­ação de ener­gia. Se até ess­es país­es têm difi­cul­dade, que dirá o Brasil que depende dos fer­til­izantes para man­ter giran­do o motor muito pujante que é o do agronegó­cio”, disse.

Ain­da segun­do o min­istro, as sanções ten­dem a aten­der os inter­ess­es de um grupo pequeno de país­es, prej­u­di­can­do a larga maio­r­ia, que depende de insumos bási­cos. Do pon­to de vista econômi­co, França admi­tiu que a prin­ci­pal pre­ocu­pação do gov­er­no brasileiro está lig­a­da ao fornec­i­men­to de fer­til­izantes. “São indis­pen­sáveis para agri­cul­tura e para segu­rança ali­men­tar do mun­do”, ressaltou.

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Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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