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Pesquisa mostra preocupação de estudantes com mercado de trabalho

Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Alunos avaliam o modelo do novo ensino médio como positivo


Pub­li­ca­do em 26/10/2021 — 05:51 Por Agên­cia Brasil  — Brasília

Pesquisa inédi­ta do Serviço Social da Indús­tria (Sesi) e do Serviço Nacional de Apren­diza­gem Indus­tri­al (Senai) divul­ga­da nes­ta terça-feira (26) apon­ta que a grande maio­r­ia dos estu­dantes do ensi­no médio (91%) têm inter­esse em cur­sar ensi­no supe­ri­or e (84%) têm inter­esse na edu­cação profis­sion­al. O lev­an­ta­men­to ouviu mil alunos de esco­las da rede públi­ca de São Paulo e do Mato Grosso do Sul e da rede Sesi, que já estão inseri­dos no cur­rícu­lo do novo ensi­no médio. Tam­bém foram ouvi­dos mil estu­dantes do cur­rícu­lo tradi­cional. 

“Os jovens que estão no novo ensi­no médio têm uma relação mais pos­i­ti­va, mais favoráv­el com a esco­la. Eles têm um maior otimis­mo com o futuro profis­sion­al. Nos dois gru­pos de estu­dantes, sejam os que estão no ensi­no médio tradi­cional ou no novo ensi­no médio o dese­jo de cur­sar o itin­erário téc­ni­co profis­sion­al é dom­i­nante para ess­es dois gru­pos, demon­stran­do clara­mente que os jovens têm uma pre­ocu­pação sig­ni­fica­ti­va sobre alcançar o primeiro emprego e a sua inserção profis­sion­al”, avaliou o dire­tor-ger­al do Senai e dire­tor-super­in­ten­dente do Sesi, Rafael Luc­ch­esi.

A pesquisa mostrou ain­da que estu­dantes do novo ensi­no médio avaliam o mod­e­lo como pos­i­ti­vo, estão mais sat­is­feitos com a esco­la e otimis­tas com o futuro profis­sion­al.

“Essa pesquisa é inter­es­sante e inédi­ta porque ela vai con­ver­sar com jovens, os estu­dantes que estão no ensi­no médio, seja ele tradi­cional ou o novo ensi­no médio. A avali­ação desse novo ensi­no médio, qual a relação que eles têm com a esco­la e como eles enx­ergam o seu futuro profis­sion­al”, expli­cou Luc­ch­esi. A pesquisa foi real­iza­da pelo Insti­tu­to FSB Pesquisa.

Entre as mudanças esta­b­ele­ci­das na refor­ma, a inte­gração da For­mação Téc­ni­ca e Profis­sion­al (FTP) e a inclusão de ativi­dades voltadas para o pro­je­to de vida do estu­dante são as mais bem avali­adas. Para 73% dess­es estu­dantes, o poten­cial do novo ensi­no médio para mel­ho­rar a qual­i­fi­cação profis­sion­al do Brasil é grande ou muito grande.

Mercado de trabalho

O lev­an­ta­men­to mostrou ain­da que a pre­ocu­pação dos estu­dantes com a neces­si­dade de tra­bal­har e a fal­ta de inter­esse ameaçam a con­tinuidade dos estu­dos. Para boa parte dos entre­vis­ta­dos, o tra­bal­ho infor­mal é real­i­dade. Por out­ro lado, os estu­dantes do ensi­no médio tradi­cional, a insat­is­fação com a metodolo­gia de ensi­no seria um moti­vo para sair da esco­la, prob­le­ma que não foi repor­ta­do pelos estu­dantes do novo ensi­no médio.

“Hoje a esco­la prepara exclu­si­va­mente para os exam­es de ingres­so na uni­ver­si­dade, sendo que o aces­so dos jovens de 18 a 24 anos ao ensi­no supe­ri­or ain­da é muito restri­to, ape­nas 23,8% dessa faixa etária. O novo ensi­no médio e a for­mação profis­sion­al surgem nesse con­tex­to para dar iden­ti­dade social e opor­tu­nidades ao estu­dante que não ingres­sa dire­to no ensi­no supe­ri­or, dese­ja ou pre­cisa entrar no mer­ca­do de tra­bal­ho e não con­segue por não ter qual­i­fi­cação”, apon­tou Luc­ch­esi.

Pre­cis­ar tra­bal­har é o prin­ci­pal moti­vo para cer­ca de um terço dos estu­dantes cog­itarem deixar a esco­la. A insat­is­fação com a metodolo­gia de ensi­no (6%), aparece ape­nas para os estu­dantes do mod­e­lo tradi­cional. Dos estu­dantes ouvi­dos, 17% dos alunos do mod­e­lo tradi­cional já con­sid­er­aram deixar a esco­la, enquan­to, entre os estu­dantes do novo ensi­no médio, o per­centu­al é de 13%.

Para 35% dos estu­dantes ouvi­dos empreen­der será mais atraente no mer­ca­do de tra­bal­ho no Brasil. Metade dos alunos (50%) indi­ca que ter emprego for­mal reg­istra­do em carteira é out­ro pon­to rel­e­vante. Segun­do 28% dos alunos entre­vis­ta­dos, a fal­ta de exper­iên­cia, a  fal­ta  de qual­i­fi­cação (17%)  e a fal­ta de opor­tu­nidade (12%) são os prin­ci­pais obstácu­los para um jovem con­seguir emprego no Brasil.

Edição: Aline Leal

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