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Sambistas e agremiações cariocas lamentam morte de Arlindo Cruz

Zeca Pagodinho e Cacique de Ramos publicam homenagens ao músico

Rafael Car­doso — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 08/08/2025 — 17:47
Rio de Janeiro
Arlindo Cruz
Repro­dução: © Sil­vio Tanaka/Wikimedia Com­mons

O mun­do do sam­ba cho­ra nes­ta sex­ta-feira (8) a morte do músi­co Arlin­do Cruz, que esta­va com a saúde debil­i­ta­da des­de 2017, quan­do sofreu um aci­dente vas­cu­lar cere­bral (AVC). Ele esta­va com 66 anos e deixou um lega­do de mais de 700 músi­cas.

Uma parte impor­tante da história de Arlin­do pas­sa pelo tradi­cional blo­co car­navale­sco Cacique de Ramos, onde fre­quen­tou rodas de sam­ba e tocou ao lado de out­ro grandes nomes do gênero.

Nas redes soci­ais, o Cacique de Ramos emi­tiu uma nota em que diz ter reg­istra­do, “com pro­fun­do respeito”, a par­ti­da de Arlin­do Cruz: “Sua tra­jetória per­manece inscri­ta na história do sam­ba e na memória da nos­sa insti­tu­ição, como autor e intér­prete que, com tal­en­to sin­gu­lar, inte­grou capí­tu­los essen­ci­ais da nos­sa cam­in­ha­da.”

Entre os com­pan­heiros de lon­ga data estão Zeca Pagod­in­ho, que tam­bém se man­i­festou nas redes soci­ais. “Morre hoje o meu com­padre, meu par­ceiro e meu ami­go Arlin­do Cruz! Que Deus te rece­ba de braços aber­tos! Sofreu muito e ago­ra merece des­cansar um pouco! Vá com Deus, meu com­padre!”, disse Zeca Pagod­in­ho.

Par­ceiros des­de o grupo Fun­do de Quin­tal, Som­brin­ha e Arlin­do gravaram álbuns e várias com­posições jun­tos. Som­brin­ha disse ter sido um priv­ilé­gio a história que con­stru­iu com o ami­go.

“Hoje… o sam­ba entarde­ceu triste. Per­di meu com­padre. Meu par­ceiro. Meu irmão de tan­tas histórias, uma amizade de lon­ga data. Foi-se um dos maiores poet­as do sam­ba. Um gênio da músi­ca brasileira. Um instru­men­tista úni­co, que trans­for­ma­va notas em emoção. O seu lega­do é imen­so… e eter­no. Que Deus con­forte os famil­iares, os ami­gos, e todos que tiver­am o priv­ilé­gio de con­viv­er com você. Nós vamos seguir… can­tan­do seus sam­bas… Eter­na­mente, Arlindão. O nos­so caso é exceção, é sim!”, disse Som­brin­ha.

O per­fil da sam­bista Beth Car­val­ho nas redes soci­ais tam­bém pub­li­cou uma hom­e­nagem a Arlin­do Cruz. “Parte hoje a mão que deu for­ma ao coração do Brasil. Fica para nós a mis­são de faz­er com que fique bom out­ra vez o nos­so can­tar. Mas hoje não. Hoje silên­cio, o sam­bista per­feito está dor­min­do”, diz a postagem, que foi pub­li­ca­da tam­bém no per­fil de Lua­na Car­val­ho, fil­ha de Beth.

Sam­bista de uma ger­ação mais recente, Mumuz­in­ho lamen­tou a per­da de quem con­sid­er­a­va como um “pai na músi­ca”. “Hoje o sam­ba cho­ra, e meu coração cho­ra jun­to. É difí­cil encon­trar palavras para descr­ev­er a dor de perder um mestre, um ami­go, um pai na músi­ca e na vida como o Arlin­do Cruz. Ele não foi só um artista gigante, ele foi uma enti­dade, um cara que que­brou bar­reiras e me ensi­nou a can­tar tudo o que eu gos­to, sem medo de exper­i­men­tar”, disse.

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A esco­la de sam­ba car­i­o­ca Império Ser­ra­no tam­bém teve papel de destaque na car­reira de Arlin­do. Ele com­pôs 12 sam­bas-enre­do para os des­files na aveni­da. E foi hom­e­nagea­do pela agremi­ação com um enre­do em 2023.

“O Império Ser­ra­no lamen­ta, com imen­so pesar e pro­fun­da dor, o falec­i­men­to de Arlin­do Cruz, aos 66 anos, um dos maiores nomes da história do sam­ba e fil­ho ilus­tre da nos­sa coroa impe­r­i­al”, diz a nota da esco­la.

“Arlin­do Cruz é parte da alma do Império Ser­ra­no. Com­pos­i­tor genial, can­tor de voz mar­cante e sam­bista de coração inteiro, ele escreveu pági­nas inesquecíveis da nos­sa história. Ao lado de grandes par­ceiros, Arlin­do assi­nou obras-pri­mas que ecoam nos corações impe­ri­anos até hoje, como o inesquecív­el “O Império do Divi­no”, de 2006. Ao todo, foram 12 sam­bas vito­riosos, com inúmeros prêmios”, com­ple­men­ta a esco­la de sam­ba.

O Clube de Regatas do Fla­men­go, time de coração de Arlin­do Cruz, tam­bém pub­li­cou nota em hom­e­nagem ao sam­bista. “Ícone do sam­ba, mul­ti-instru­men­tista, com­pos­i­tor genial e voz mar­cante da cul­tura brasileira, Arlin­do sem­pre lev­ou o nome do Fla­men­go com orgul­ho, emba­lan­do ger­ações com seu tal­en­to e sua paixão pelo Mais Queri­do. Nos­sos sen­ti­men­tos aos famil­iares, ami­gos, fãs e a toda a nação do sam­ba. Seu lega­do per­manecerá vivo nas arquiban­cadas, nas rodas de sam­ba e no coração da Nação Rubro-Negra”, diz a nota.

* Matéria alter­a­da às 18h30 para com­ple­men­tação de infor­mações.

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