...
quinta-feira ,15 janeiro 2026
Home / Educação / Segundo dia de Enem aborda questões cotidianas e pandemia

Segundo dia de Enem aborda questões cotidianas e pandemia

Repro­dução: © Val­ter Campanato/Agência Brasil

Prova teve cinco horas de duração


Pub­li­ca­do em 20/11/2022 — 19:29 Por Mar­i­ana Tokar­nia — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

ouvir:

O segun­do dia de pro­va do Exame Nacional do Ensi­no Médio (Enem) con­tou com questões que envolvi­am inter­pre­tação de tex­to, que abor­davam situ­ações cotid­i­anas e atu­al­i­dades, como a pan­demia. Hoje (20), os par­tic­i­pantes fiz­er­am as provas de matemáti­ca e de ciên­cia da natureza, que englo­ba quími­ca, físi­ca e biolo­gia. Cada uma das duas provas tem 45 questões, total­izan­do 90 questões obje­ti­vas. 

A apli­cação teve cin­co horas de duração, começan­do às 13h30 e ter­mi­nan­do às 18h30, no horário de Brasília. Des­de as 15h30, os estu­dantes pud­er­am deixar os locais de pro­va, mas sem levar o Cader­no de Questões. Somente quem saiu do exame a par­tir das 18h pode levar o cader­no.

Para a estu­dante Sab­ri­na Lau­renti­no, 17 anos, as provas de hoje estavam mais fáceis que as do primeiro dia. “Achei bem mais fácil, as per­gun­tas estavam bem mais resum­i­das e os tex­tos menores. Me sai bem mel­hor que sem­ana pas­sa­da”, diz. Ela pre­tende usar o Enem para cur­sar edu­cação físi­ca.

Ela con­ta que esta­va muito inse­gu­ra. “A pan­demia prej­u­di­cou muito a gente, não só a gente como todo mun­do. A gente teve que se virar para apren­der tudo e nem tudo a gente con­seguiu pegar. Tam­bém por morar­mos em comu­nidade. Toda sem­ana tin­ha oper­ação, então, toda sem­ana era menos um dia de aula e isso prej­u­di­cou mais ain­da.”

Sab­ri­na diz que não chegou a estu­dar na esco­la muito do que foi cobra­do no Enem. “Tin­ha coisas que nun­ca tin­ha ouvi­do falar, foi mais com­pli­ca­do ain­da porque não tin­ha noção como respon­der, de como faz­er ou de como cal­cula­va. Mas, só o fato da gente ter ido, de ter feito a pro­va já é grat­i­f­i­cante demais, pelo menos pra mim, porque é muito desafi­ador.  Muitas vezes fal­tou incen­ti­vo, eu não me sen­tia prepara­da em nen­hum momen­to, muitas vezes me achei inca­paz de faz­er a pro­va e só de ter feito, ter con­si­go respon­der tudo para mim já é sufi­ciente.”

O estu­dante Arthur Rangel Hen­riques, 18 anos, fez o Enem pela primeira vez, tam­bém na Uni­ver­si­dade Estad­ual do Rio de Janeiro (Uerj). Assim como Sab­ri­na, ele achou o primeiro dia de pro­va cansati­vo, com muitos tex­tos. No primeiro dia, os estu­dantes fiz­er­am as questões de lin­gua­gens, ciên­cias humanas e a redação. Para ele, a pro­va deste domin­go teve o mes­mo grau de difi­cul­dade, mas foi mais ráp­i­da de ser resolvi­da. “A pro­va esta­va tran­quila, havia bas­tante questões grandes mas esta­va tran­quila no total. Acho que esta­va mais ráp­i­da mas em questão de difi­cul­dade está no mes­mo grau”, diz.

Natália Bertol­do, 21 anos, fez a pro­va em São Paulo. Ela é estu­dante de grad­u­ação em ciên­cias con­tábeis na Uni­ver­si­dade Fed­er­al de São Paulo e fez o Enem este ano para ten­tar entrar no cur­so de design. “A pro­va de matemáti­ca não esta­va tão com­pli­ca­da, em vista que muitas são respon­di­das se tiv­er uma boa inter­pre­tação. De ciên­cias da natureza já esta­va mais difí­cil, na min­ha opinião, mas pra quem estu­dou o bási­co acho que pode dar um bom resul­ta­do”, diz. “O primeiro dia foi bem cansati­vo, por ter que respon­der a 90 questões e faz­er a redação. Além dis­so, a car­ga de tex­tos para ler é muito exager­a­da. Em ger­al, as questões abranger­am muito dos assun­tos que esta­mos viven­cian­do, mas tam­bém dos con­teú­dos dados em esco­las e cursin­hos e que são de mui­ta importân­cia para avaliar o con­hec­i­men­to, como a pro­va de humanas, por exem­p­lo”, com­ple­men­ta.

Heloísa Lara, 25 anos, tam­bém já está no ensi­no supe­ri­or. Ela cur­sa engen­haria na Uni­ver­si­dade Fed­er­al de Uber­lân­dia, em Minas Gerais. Este é o oita­vo Enem dela. “Não sei se era porque não tin­ha a pressão de pas­sar dessa vez, mas achei tran­quila a pro­va de matemáti­ca, até porque ten­ho um pouco de base, achei mais fácil. Já a pro­va de ciên­cias da natureza, achei mais com­plexa. Achei que aumen­tou a difi­cul­dade em relação aos anos ante­ri­ores”, diz. A estu­dante, que já cur­sou enfer­magem, pre­tende ago­ra usar o Enem para realizar o son­ho de cur­sar med­i­c­i­na.

Avaliação de professores

As questões das provas abor­daram situ­ações usuais do dia a dia, per­mitin­do que o aluno pudesse rela­cionar seus con­hec­i­men­tos e con­ceitos a essas real­i­dades, de acor­do com a asses­so­ra de Biolo­gia do Sis­tema Pos­i­ti­vo de Ensi­no, Saman­tha Fechio, que fez a pro­va neste domin­go. “A pro­va de matemáti­ca e ciên­cias da natureza trouxe, assim como acon­te­ceu no últi­mo domin­go, algu­mas questões muito atu­ais, como a pan­demia, mas não deixou de lado os assun­tos mais recor­rentes. Foi uma boa sur­pre­sa ver, tam­bém, o equi­líbrio entre questões que envolvem cál­cu­lo e questões inter­pre­ta­ti­vas, porque, quan­do tem que faz­er muitos cál­cu­los, o estu­dante leva muito mais tem­po, o que faz com que ele erre algu­mas per­gun­tas mais sim­ples, prej­u­di­can­do sua nota ger­al”, com­ple­men­ta a coor­de­nado­ra do Ensi­no Médio do Sis­tema Pos­i­ti­vo de Ensi­no, Mile­na Lima.

Segun­do o pro­fes­sor e autor do Colé­gio e Sis­tema PH Luís Felipe Abad, a pro­va deste domin­go cobrou temas que tradi­cional­mente caem no exame. “A pro­va do segun­do dia do Enem teve um nív­el de difi­cul­dade den­tro do esper­a­do, sendo que ciên­cias da natureza foi um pouco mais difí­cil que matemáti­ca. Os temas cobra­dos foram temas tradi­cionais. A pro­va de ciên­cias da natureza foi bas­tante con­teud­ista, mas temas como botâni­ca e polímeros, que são comuns não apare­ce­r­am e, em matemáti­ca, apare­ce­r­am muitos itens sobre geome­tria, plano espa­cial e muitos deles avali­avam a habil­i­dade de aluno que tem boa visão geométri­ca”, diz.

Gabarito

O Insti­tu­to Nacional de Estu­dos e Pesquisas Edu­ca­cionais Aní­sio Teix­eira (Inep) divul­gará aman­hã (21) pela man­hã o bal­anço final do exame, em cole­ti­va de impren­sa.

Os gabar­i­tos das provas serão divul­ga­dos até o dia 23, online. A data da divul­gação dos resul­ta­dos finais ain­da será divul­ga­da.

O Enem sele­ciona estu­dantes para vagas do ensi­no supe­ri­or públi­cas, pelo Sis­tema de Seleção Unifi­ca­da (Sisu), para bol­sas em insti­tu­ições pri­vadas, pelo Pro­gra­ma Uni­ver­si­dade para Todos (Prouni), e serve de parâmetro para o Fun­do de Finan­cia­men­to Estu­dan­til (Fies). Os resul­ta­dos tam­bém podem ser usa­dos para ingres­sar em insti­tu­ições de ensi­no por­tugue­sas que têm con­vênio com o Inep

Correção ao vivo

Pelo oita­vo ano con­sec­u­ti­vo, os veícu­los públi­cos da Empre­sa Brasil de Comu­ni­cação (EBC) trans­mitem a cor­reção das prin­ci­pais questões do Exame Nacional do Ensi­no Médio logo após o tér­mi­no das provas. Neste domin­go, o espe­cial Caiu no Enem comen­ta os temas apre­sen­ta­dos aos can­didatos no segun­do dia de provas. O pro­gra­ma é ao vivo e entra no ar às 19h30

Edição: Clau­dia Fel­czak

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Toffoli envia material apreendido no caso Master para análise da PGR

Decisão ocorre após pedido do procurador-geral da República Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d