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Madeira ilegal apreendida pela PRF este ano supera em 95% a de 2019

Apreensão de madeira nativa da história do Brasil, feita pela Polícia Federal na divisa do Pará com o Amazonas
Apreen­são de madeira nati­va da história do Brasil, fei­ta pela Polí­cia Fed­er­al na divisa do Pará com o Ama­zonas © Divulgação/ Exérci­to Brasileiro (Repro­dução)

Balanço de apreensões foi divulgado pelo Ministério da Justiça


Publicado em 22/12/2020 — 16:06 Por Alex Rodrigues — Repórter da Agência Brasil — Brasília

Este ano, a Polí­cia Rodoviária Fed­er­al (PRF) apreen­deu quase o dobro de madeira ile­gal do que em 2019. Já a Polí­cia Fed­er­al (PF) con­fis­cou o equiv­a­lente a R$ 427,7 mil­hões de gru­pos ou pes­soas flagradas come­tendo algum tipo de crime ambi­en­tal — cifra 81% supe­ri­or à que foi recol­hi­da pelos mes­mos motivos em 2019.  

As infor­mações foram divul­gadas hoje (22), em Brasília, durante a apre­sen­tação dos resul­ta­dos das ações que o Min­istério da Justiça e Segu­rança Públi­ca e as insti­tu­ições vin­cu­ladas à pas­ta realizaram ao lon­go deste ano.

Segun­do o dire­tor-ger­al da PRF, Eduar­do Aggio, mais de 36,997 mil met­ros cúbi­cos de madeira ile­gal foram apreen­di­dos em rodovias fed­erais de janeiro a novem­bro deste ano. O resul­ta­do é 95% supe­ri­or aos 18,945 mil met­ros cúbi­cos apreen­di­dos em 2019. Em 2018, foram apreen­di­dos 13,904 mil met­ros cúbi­cos.

“Isso mostra que a atu­ação do gov­er­no fed­er­al no com­bate aos crimes ambi­en­tais tem sido ampli­a­da, e os resul­ta­dos têm sido bas­tante profícu­os”, disse Eduar­do Aggio, frisan­do que o resul­ta­do não nec­es­sari­a­mente apon­ta para um aumen­to do des­mata­men­to. “O aumen­to expres­si­vo da apreen­são de madeira ile­gal não nec­es­sari­a­mente retra­ta um aumen­to do des­mata­men­to, mas sim o aumen­to da nos­sa capaci­dade de atu­ar”.

Além do maior vol­ume de madeira ile­gal, os poli­ci­ais rodoviários fed­erais tam­bém res­gataram um número maior de ani­mais sil­vestres. Foram 34 mil espécimes este ano, con­tra 11 mil no ano pas­sa­do e 18.897 em 2018.

“Tam­bém temos foca­do na deses­tru­tu­ração da logís­ti­ca do trá­fi­co de ani­mais”, disse o dire­tor-ger­al da PRF, atribuin­do os resul­ta­dos, em parte, à refor­mu­lação da atu­ação das áreas de tec­nolo­gia e de inteligên­cia lev­a­da à cabo em 2019, bus­can­do maior efe­tivi­dade e eficá­cia nas ações da insti­tu­ição.

“Essa reestru­tu­ração do poli­ci­a­men­to trouxe gan­hos sig­ni­fica­tivos em todas as áreas de atu­ação da PRF, inclu­sive no aspec­to ambi­en­tal. Quer­e­mos que aque­les que forem delin­quir saibam que as rodovias fed­erais não serão usadas para qual­quer tipo de ilíc­i­to”, disse o dire­tor.

De acor­do com Eduar­do Aggio, a maior parte da madeira apreen­di­da é entregue ao Insti­tu­to Brasileiro do Meio Ambi­ente e dos Recur­sos Nat­u­rais Ren­ováveis (Iba­ma).

Crimes ambientais

O dire­tor-exec­u­ti­vo da PF, Car­los Hen­rique Oliveira de Souza, tam­bém desta­cou os resul­ta­dos obti­dos pela cor­po­ração no com­bate a crimes ambi­en­tais. De acor­do com Souza, agentes fed­erais apreen­der­am o equiv­a­lente a R$ 427,7 mil­hões em oper­ações deflagradas para reprim­ir ilíc­i­tos ambi­en­tais, val­or 81% supe­ri­or aos R$ 235,3 mil­hões recol­hi­dos no ano pas­sa­do.

Já o secretário Nacional de Segu­rança Públi­ca, Car­los Rena­to Macha­do Paim, lem­brou que, den­tre as 57 oper­ações, em 44 cidades de 19 unidades da fed­er­ação, que a Força Nacional de Segu­rança Públi­ca par­ticipou este ano, algu­mas das prin­ci­pais tin­ham entre seus obje­tivos reprim­ir crimes ambi­en­tais, caso das oper­ações Verde Brasil II, Onda Verde Itin­er­ante e Pan­tanal, esta últi­ma deflagra­da con­tra queimadas no bio­ma nos esta­dos de Mato Grosso e de Mato Grosso do Sul.

Ao comen­tar os resul­ta­dos, o min­istro da Justiça e Segu­rança Públi­ca, André Men­donça, disse que o gov­er­no fed­er­al e os órgãos de Esta­do vêm atuan­do para reduzir o des­mata­men­to em todo o país. “A PF e a PRF estão agin­do mais, inde­pen­den­te­mente de haver aumen­to ou diminuição [do des­mata­men­to]”, disse o min­istro, desta­can­do os inves­ti­men­tos fed­erais em sis­temas de mon­i­tora­men­to por satélite que, segun­do ele, per­mitem iden­ti­ficar áreas de queimadas e des­mata­men­to ile­gal com maior pre­cisão e veloci­dade.

“Procu­ramos trans­for­mar aqui­lo que era feito de for­ma lit­eral­mente arte­sanal, nos moldes do padrão do sécu­lo pas­sa­do, para inserir­mos em um tipo de inves­ti­gação padrão sécu­lo XXI. Nos­sa expec­ta­ti­va é avançar­mos ain­da mais, inten­si­f­i­can­do a repressão a esse tipo de crime, focan­do [na atu­ação] em orga­ni­za­ções crim­i­nosas”.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

Agên­cia Brasil / EBC


 

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