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Enem terá regras para evitar contágio pelo novo coronavírus

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© Agên­cia Brasil (Repro­dução)

Descumprimento poderá levar à eliminação dos candidatos


Pub­li­ca­do em 11/01/2021 — 05:45 Por Mar­i­ana Tokar­nia — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Os par­tic­i­pantes do Exame Nacional do Ensi­no Médio (Enem) 2020 devem estar aten­tos às regras para evi­tar o con­tá­gio pelo novo coro­n­avírus. As medi­das que devem ser ado­tadas tan­to na apli­cação do Enem impres­so quan­to do Enem dig­i­tal estão pre­vis­tas nos edi­tais dos exam­es, e o des­cumpri­men­to poderá levar inclu­sive à elim­i­nação dos can­didatos.

A más­cara de pro­teção facial será item obri­gatório nes­ta edição do Enem. Além de pre­cis­ar apre­sen­tar um doc­u­men­to ofi­cial orig­i­nal com foto e de ter uma cane­ta esfer­o­grá­fi­ca de tin­ta pre­ta, fab­ri­ca­da em mate­r­i­al trans­par­ente, quem não estiv­er de más­cara não poderá faz­er a pro­va.

Den­tro de sala, os estu­dantes dev­erão per­manecer com a más­cara durante toda a real­iza­ção do exame. O edi­tal pre­vê que a más­cara deve ser usa­da da maneira cor­re­ta, cobrindo o nar­iz e a boca. Caso isso não seja feito, o par­tic­i­pante será elim­i­na­do. Os can­didatos poderão levar más­caras para tro­car durante a apli­cação, seguin­do a recomen­dação de espe­cial­is­tas da área de saúde.

O equipa­men­to de pro­teção poderá ser reti­ra­do ape­nas para a iden­ti­fi­cação dos par­tic­i­pantes, para com­er e beber. Toda vez que reti­rarem a más­cara, os par­tic­i­pantes não devem tocar na parte frontal dela, e devem, em segui­da, higi­en­izar as mãos com álcool em gel próprio ou forneci­do pelo apli­cador. As mãos devem ser higi­en­izadas tam­bém quan­do os par­tic­i­pantes forem ao ban­heiro e no decor­rer do exame.

Out­ra regra é o dis­tan­ci­a­men­to social. As salas, de acor­do com o Insti­tu­to Nacional de Estu­dos e Pesquisas Edu­ca­cionais Aní­sio Teix­eira (Inep), estarão dis­postas de for­ma a asse­gu­rar a dis­tân­cia entre os par­tic­i­pantes.

Quem for diag­nos­ti­ca­do com covid-19 ou apre­sen­tar sin­tomas da doença, ou de out­ra infec­to­con­ta­giosa até a real­iza­ção do exame deve comu­nicar o Inep pela Pági­na do Par­tic­i­pante e pelo tele­fone 0800 616161. Ess­es can­didatos terão dire­ito de par­tic­i­par da reapli­cação do Enem nos dias 23 e 24 de fevereiro.

Pandemia

A real­iza­ção das provas em um momen­to de aumen­to de dos casos e das mortes por covid-19 em todo o país pre­ocu­pa pro­fes­sores, estu­dantes, autori­dades e espe­cial­is­tas. “É um risco grande mobi­lizar mil­hões de pes­soas em um momen­to dess­es”, diz o pro­fes­sor tit­u­lar de epi­demi­olo­gia da Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio de Janeiro, Rober­to Medron­ho. Em todo o país, cer­ca de 5,8 mil­hões de estu­dantes estão inscritos para faz­er o Enem, de acor­do com o Inep.

Segun­do Medron­ho, as medi­das anun­ci­adas aju­dam a con­tro­lar a trans­mis­são, mas não há um cenário com­ple­ta­mente seguro. “Garan­tia não há. O ide­al é sus­pender o exame. Mas, pos­so diz­er que vai min­i­mizar de for­ma razoáv­el o risco”, diz.

De acor­do com Medron­ho, os par­tic­i­pantes podem tam­bém se pro­te­ger evi­tan­do aglom­er­ações nos portões do local exame, man­ten­do um dis­tan­ci­a­men­to de pelo menos 1,5 metro das pes­soas ao redor, mes­mo antes de entrar na pro­va. Devem tam­bém, mes­mo que não seja obri­gatório, levar más­caras para tro­car ao lon­go do exame. “Recomen­do que lev­em duas más­caras e que na metade da pro­va troque pela más­cara nova. Com isso, estarão pro­te­gen­do a si mes­mos e pro­te­gen­do os cole­gas”, ori­en­ta.

Pedidos de adiamento

Com o agrava­men­to da pan­demia, surgiu nas redes soci­ais um novo movi­men­to pedin­do o adi­a­men­to do Enem. O Brasil bateu a mar­ca de 200 mil pes­soas mor­tas pela covid-19. O número diário de óbitos ultra­pas­sou a mar­ca de 1 mil por dia.

Na sex­ta-feira (8), a Defen­so­ria Públi­ca da União apre­sen­tou novo pedi­do de tutela de urgên­cia para o adi­a­men­to das provas do Enem. As provas, de acor­do com o pedi­do, devem ser adi­adas “até que pos­sa ser feito de maneira segu­ra, ou ao menos enquan­to a situ­ação não este­ja tão per­i­cli­tante quan­to ago­ra”.

Mais de 40 enti­dades cien­tí­fi­cas, entre elas a Sociedade Brasileira para o Pro­gres­so da Ciên­cia (SBPC), Asso­ci­ação Nacional de Pós-Grad­u­ação e Pesquisa em Edu­cação (Anped) e Asso­ci­ação Brasileira de Saúde Cole­ti­va (Abras­co), assi­naram nota con­jun­ta pedin­do tam­bém o adi­a­men­to das provas. “É necessário adi­ar o Enem e é urgente que sec­re­tarias estad­u­ais de Edu­cação coor­den­em plane­ja­men­tos para garan­tir as condições pedagóg­i­cas e san­itárias para que todos os estu­dantes par­ticipem do Enem. Esse exame existe para incidir na redução das desigual­dades do aces­so ao ensi­no supe­ri­or e não pode servir para ampli­ar desigual­dades ou, o que é ina­ceitáv­el, se tornar espaço vetor de uma pan­demia”, diz a nota.

Inep

Inep decid­iu man­ter o exame, para garan­tir que os estu­dantes ten­ham aces­so ao ensi­no supe­ri­or e pos­sam con­tin­uar a for­mação. Em entre­vista à Agên­cia Brasil, o pres­i­dente do Inep, Alexan­dre Lopes, afir­mou que a autar­quia preparou-se para faz­er o exame em um con­tex­to de pan­demia. “Temos a segu­rança [de] que a pro­va deve ser fei­ta e que as condições de apli­cação são ade­quadas, são as que pre­cisam ser tomadas.”

O Enem 2020 será apli­ca­do na ver­são impres­sa nos dias 17 e 24 de janeiro e, na ver­são dig­i­tal, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro.

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Info­grá­fi­co medi­das de segu­rança Enem — Arte/EBC (Repro­dução)

Edição: Graça Adju­to

Agên­cia Brasil / EBC


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