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Amor e tecnologia: aplicativos têm ajudado a formar casais

Repro­dução: © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Muitos vão comemorar o Dia dos Namorados graças a essas ferramentas


Pub­li­ca­do em 12/06/2022 — 08:24 Por Lucas Pordeus Leon — Repórter da Rádio Nacional — Brasília

O mais pop­u­lar aplica­ti­vo de paque­ra chegou ao Brasil em 2013. De lá para cá, cen­te­nas de casais foram for­ma­dos e, neste Dia dos Namora­dos, muitos deles vão comem­o­rar a data, graças a essas fer­ra­men­tas tec­nológ­i­cas.

É o caso da fonoaudiólo­ga Michele Fer­reira, 45 anos, que usou a tec­nolo­gia para fil­trar o per­fil do futuro par­ceiro. “Eu entrei nele [no aplica­ti­vo] na intenção de poder sele­cionar, um pouco mais, pes­soas que eu tivesse afinidade no pon­to de vista de como que eu vejo o mun­do, de que for­ma eu respeito as pes­soas, que isso coin­cidisse um pouco mais e eu tivesse a opor­tu­nidade de con­ver­sar muito antes de con­hecer pes­soal­mente.”

Os usuários dess­es aplica­tivos podem sele­cionar os per­fis tan­to pelas fotos como por infor­mações que fornecem a platafor­ma, aju­dan­do o algo­rit­mo a faz­er a curado­ria do par­ceiro ou par­ceira ide­al, como expli­ca a pesquisado­ra do Insti­tu­to Tec­nolo­gia e Sociedade Nina Des­granges. “O históri­co de uso da platafor­ma vai faz­er com que deter­mi­na­dos per­fis sejam mostra­dos pra ela ou não. Os recur­sos da platafor­ma fazem muito mais do que ori­en­tar e facil­i­tar inter­ações social. Mas ele vai pro­mover algo­rit­mi­ca­mente alguns per­fis em detri­men­to de out­ros.”

Já para o doutor em psi­colo­gia Marce­lo San­tos, ess­es aplica­tivos de rela­ciona­men­tos der­am uma respos­ta tec­nológ­i­ca a uma trans­for­mação que a sociedade já vin­ha pas­san­do. “Eu con­si­go, de repente, ter a pos­si­bil­i­dade de, vir­tual­mente, con­hecer dez pes­soas, quan­do eu con­hecia uma só. A prob­a­bil­i­dade den­tre essas séries de eu ter uma aprox­i­mação maior com uma é maior do que antes, quan­do tin­ha que con­hecer uma por uma. Então eu diria que é uma respos­ta tec­nológ­i­ca a um movi­men­to den­tro da trans­for­mação dessas relações.”

Para Ramon*, usuário dess­es aplica­tivos, a fer­ra­men­ta tem um lado pos­i­ti­vo que é a facil­i­dade para se rela­cionar e con­hecer pes­soas fora do cír­cu­lo social mais ime­di­a­to. Por out­ro lado, segun­do ele, tor­na os encon­tros menos espon­tâ­neos: “De cer­ta for­ma parece que no meio vir­tu­al ela é uma coisa mais obje­ti­va. Acho que perdeu uma cer­ta magia dos encon­tros. Antiga­mente, a coisa era mais espon­tânea. Era algo que acon­te­cia sem mui­ta pre­visão, era menos obje­ti­vo.”

De toda for­ma, foi graças ao aplica­ti­vo de paque­ra que Ramon* encon­trou a atu­al namora­da. Toman­do os dev­i­dos cuida­dos de segu­rança para evi­tar golpes, o impor­tante é namorar.

Ouça na Radioagência Nacional:

*Nome fic­tí­cio a pedi­do do entre­vis­ta­do

Edição: Lílian Beral­do

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