...
quinta-feira ,15 janeiro 2026
Home / Cultura / Balé Macunaíma estreia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Balé Macunaíma estreia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro

Repro­dução: © Fer­nan­do Frazão/Agência Brasil

Quase 50 bailarinos trabalham no espetáculo multimídia


Pub­li­ca­do em 22/09/2022 — 07:02 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro
Atu­al­iza­do em 22/09/2022 — 08:02

Ouça a matéria:

O balé Macu­naí­ma estreia hoje (22), às 19h, no The­atro Munic­i­pal do Rio de Janeiro, local­iza­do na região cen­tral da cap­i­tal flu­mi­nense. Basea­da no livro homôn­i­mo de Mário de Andrade, a obra inte­gra o cal­endário de comem­o­rações do cen­tenário da Sem­ana de Arte Mod­er­na de 1922 e tem clas­si­fi­cação de 14 anos.

A sessão de estreia é volta­da para as esco­las públi­cas. “Nós vamos levar algu­mas esco­las públi­cas para assi­s­tir, cri­anças e jovens para terem con­ta­to com o The­atro Munic­i­pal e com essa obra inédi­ta que mar­ca os 100 anos da Sem­ana de Arte Mod­er­na”, disse Tamoio Athaíde Mar­con­des, pres­i­dente da Fun­dação Nacional de Artes (Funarte). Nos dias 23 e 24, haverá sessões às 19h para o públi­co e no domin­go (25), às 17h. Os ingres­sos têm preços de R$ 20 a R$ 80 e podem ser adquiri­dos na bil­hete­ria do teatro.

Os ensaios foram ini­ci­a­dos em jun­ho. São quase 50 bailar­i­nos tra­bal­han­do no espetácu­lo mul­ti­mí­dia de uma hora de duração, com direção de imagem e fotografia de Igor Cor­rea e super­visão artís­ti­ca de Hélio Bejani e Jorge Tex­eira. A con­cepção core­ográ­fi­ca de Car­los Laerte descon­strói os cor­pos dos bailar­i­nos clás­si­cos e traz a con­tem­po­ranei­dade da dança brasileira. A tril­ha sono­ra foi espe­cial­mente com­pos­ta para a obra pelo com­pos­i­tor Ronal­do Miran­da, e será exe­cu­ta­da durante o espetácu­lo pela Orques­tra Sin­fôni­ca e pelo balé do The­atro Munic­i­pal, com core­ografia de Car­los Laerte.

Fru­to de parce­ria entre a Funarte e a Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio de Janeiro (UFRJ),  o balé foi cri­a­do den­tro do pro­gra­ma Arte de Toda Gente, com con­cepção do mae­stro André Car­doso, coor­de­nador do pro­je­to Sis­tema Nacional de Orques­tras Soci­ais (Sinos), que inte­gra o pro­gra­ma jun­to com os pro­je­tos Bossa Cria­ti­va e Um Novo Olhar (UNO).

Emancipação

Mar­con­des ressaltou que, este ano, o Brasil tem comem­o­rações muito per­ti­nentes: o bicen­tenário da Inde­pendên­cia, que mar­ca a eman­ci­pação do país, e os 100 anos da Sem­ana da Arte Mod­er­na, que comem­o­ra a eman­ci­pação artís­ti­ca, com todos os ícones que fazem parte dessa Sem­ana de 1922, como o mae­stro Vil­la-Lobos, os escritores Mário de Andrade e Manuel Ban­deira,  e o pin­tor Di Cav­al­can­ti”.

O pres­i­dente da Funarte diz tam­bém que o balé Macu­naí­ma apre­sen­ta algu­mas pecu­liari­dades em relação à enti­dade, que tra­bal­ha de maneira muito forte as artes integradas. “Esse balé, especi­fi­ca­mente, é bril­hante porque é uma junção de uma série de lin­gua­gens: a orques­tra, com a lin­guagem da músi­ca; a própria dra­matur­gia, com ence­nações da dança do cor­po de balé; as artes visuais”. Mar­con­des chamou a atenção para os efeitos visuais que o balé apre­sen­ta, com a tran­sição do que é real, que são os bailar­i­nos no pal­co, com o que está sendo trans­mi­ti­do na tela.

Além dis­so, a obra apre­sen­ta algo em que a Funarte tem tra­bal­ha­do durante os dois últi­mos anos, que é a arte urbana. A cenografia, por exem­p­lo, uti­liza espel­hos e foi desen­volvi­da por artis­tas do Museu do Grafite. Tam­bém no cenário e no fig­uri­no, desta­ca-se o padrão artís­ti­co de sus­tentabil­i­dade, no qual a Funarte tem investi­do por meio da Lei Rouanet. Com­põe ain­da o cenário mate­r­i­al reci­cla­do pelo Cole­ti­vo Troux­in­ha, da UFRJ.

O fig­uri­no é todo feito com ele­men­tos de sus­tentabil­i­dade e reaproveita­men­to de mate­r­i­al, e faz uma releitu­ra do acer­vo do TMRJ, com lin­guagem mod­er­na, cada vez mais bus­can­do o reaproveita­men­to.

O balé Macu­naí­ma preser­va as pecu­liari­dades dos tons car­ac­terís­ti­cos das obras dos grandes pin­tores da época da Sem­ana de Arte Mod­er­na. “Quem for assi­s­tir, verá o amare­lo de Ani­ta Mal­fati, o azul cobal­to de Porti­nari; o verde de Ismael Nery; o azul claro de John Graz; o laran­ja de Di Cav­al­can­ti; o rosa de Mil­ton Dacos­ta; o ver­mel­ho de Tar­si­la do Ama­r­al. Tudo isso estará pre­sente no cenário e vai ser nota­do, enal­te­cen­do os artis­tas da Sem­ana de Arte de 1922”, adi­anta Mar­con­des.

Floresta Amazônica

O balé tem um ato, qua­tro quadros e, como cenário ini­cial, traz a Flo­res­ta Amazôni­ca, na região do Rio Urari­co­era, ter­ra natal de Macu­naí­ma, onde vivem os índios Tapan­hu­mas. A nar­ra­ti­va tam­bém é con­ta­da por meio da lin­guagem audio­vi­su­al. Os bailar­i­nos con­tra­ce­nam com ima­gens e, em muitos momen­tos, “entram e saem da tela”.

A pres­i­dente da Fun­dação Teatro Munic­i­pal, Clara Pauli­no, desta­cou o ineditismo do espetácu­lo, que con­ta com o apoio da Asso­ci­ação de Ami­gos do Teatro Munic­i­pal e patrocínio da Petro­bras. “Macu­naí­ma é um dos pon­tos altos da nos­sa tem­po­ra­da artís­ti­ca de 2022 e esta­mos muito felizes com a expec­ta­ti­va de entre­gar à pop­u­lação uma obra tão impor­tante para a cul­tura nacional, fei­ta em for­ma­to jamais vis­to que, com certeza, vai ger­ar impacto no públi­co pre­sente.”

Edição: Aline Leal

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Toffoli envia material apreendido no caso Master para análise da PGR

Decisão ocorre após pedido do procurador-geral da República Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d