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Áreas de conservação de espécies somam 62 milhões de hectares no país

© Repro­dução Min­istério do Meio Ambiente/Luiz Fil­ipe Varel­la (Aech­mea win­k­leri) ; Matheus Vol­can (Aus­trolebias uni­ven­trip­in­nis); Rodri­go Lopes Fer­reira (Spin­opi­lar moria); Rodri­go B. Singer (Codonorchis can­i­sioi)

Dimensão é seis vezes maior que prevista no projeto inicial


Pub­li­ca­do em 10/12/2022 — 10:01 Por Agên­cia Brasil — Brasília

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As áreas para a con­ser­vação de espé­cies ameaçadas de extinção total­izam 62 mil­hões de hectares em 2022. O número é mais de seis vezes supe­ri­or à pro­jeção ini­cial da Estraté­gia Nacional para Con­ser­vação de Espé­cies Ameaçadas de Extinção (Pró-Espé­cies), do Min­istério do Meio Ambi­ente (MMA).

No lança­men­to do pro­gra­ma, em 2018, o pro­je­to pre­via a atu­ação em 9 mil­hões de hectares. Segun­do o min­istério, a ampli­ação da área foi pos­sív­el graças à con­clusão de 11 Planos de Ação Ter­ri­to­ri­ais para Con­ser­vação de Espé­cies Ameaçadas de Extinção (PAT), o que detal­hou os lim­ites de cada um dos 24 ter­ritórios con­tem­pla­dos na ini­cia­ti­va.

De acor­do com o MMA, a meta de avali­ação do sta­tus de con­ser­vação das espé­cies tam­bém foi super­a­da. Ini­cial­mente, o min­istério pre­via avaliar 7 mil espé­cies da fau­na e da flo­ra. Até jun­ho deste ano, foram anal­isadas 8.761 espé­cies, sendo 5.511 de fau­na e 3.250 de flo­ra.

O novo cál­cu­lo – das áreas de con­ser­vação e do sta­tus das espé­cies – foi feito com a aju­da de um soft­ware de geo­proces­sa­men­to e lev­ou em con­sid­er­ação cada PAT. O tra­bal­ho tam­bém teve expe­dições de cam­po, que der­am pri­or­i­dade às espé­cies con­sid­er­adas em peri­go críti­co e com foco naque­las que não pos­suem estraté­gia de con­ser­vação. Nesse caso, são 173 espé­cies, sendo 43% de fau­na e 47% de flo­ra.

Participação popular

Segun­do o MMA, os doc­u­men­tos com as estraté­gias de con­ser­vação de espé­cies estão sendo con­struí­dos de for­ma par­tic­i­pa­ti­va, con­sideran­do os aspec­tos socioe­conômi­cos da região e o habi­tat dos ani­mais e dos veg­e­tais.

Os pesquisadores iden­ti­fi­cam as espé­cies-alvo definidas pelo pro­je­to para mapear e sub­sidiar as pesquisas, avaliar o sta­tus de sua existên­cia e as ações de con­ser­vação. Esse é o pon­to de par­ti­da para reduzir o risco de extinção e garan­tir a sobre­vivên­cia das espé­cies.

Os planos tam­bém iden­ti­fi­cam os prin­ci­pais movi­men­tos de pressão em cada um dos ter­ritórios para con­stru­ir ações mais efe­ti­vas e que pro­movam o enga­ja­men­to de toda a sociedade.

Para o próx­i­mo ano, o Pró-Espé­cies pre­tende mel­ho­rar a imple­men­tação das ações de con­t­role e de sen­si­bi­liza­ção do com­bate aos crimes con­tra a fau­na e flo­ra. O pro­gra­ma tam­bém bus­ca con­sol­i­dar as medi­das esta­b­ele­ci­das na Estraté­gia Nacional de Espé­cies Exóti­cas Inva­so­ras (Eneei), para reduzir o impacto dessas espé­cies na diver­si­dade biológ­i­ca e nos serviços ecos­sistêmi­cos.

Prioridades

A escol­ha das áreas inseri­das no Pró-Espé­cies lev­ou em con­sid­er­ação fatores como a pre­sença de espé­cies criti­ca­mente ameaçadas, em peri­go ou vul­neráv­el e sua local­iza­ção por bacias hidro­grá­fi­cas. Tiver­am pri­or­i­dade ter­ritórios que não tin­ham instru­men­tos de con­ser­vação ou planos de ação.

Lança­do em maio de 2018, o Pró-Espé­cies fomen­ta ações de pre­venção, con­ser­vação, mane­jo e gestão que pos­sam min­i­mizar as ameaças e o risco de extinção de espé­cies, espe­cial­mente 290 criti­ca­mente ameaçadas, que não con­tavam com políti­cas públi­cas de con­ser­vação.

O pro­je­to pri­or­iza a inte­gração da União e esta­dos na imple­men­tação de políti­cas públi­cas e ini­cia­ti­vas que busquem reduzir as ameaças e mel­ho­rar a con­ser­vação das espé­cies-alvo. Segun­do o Min­istério do Meio Ambi­ente, a ini­cia­ti­va foi estru­tu­ra­da de modo a com­bat­er as prin­ci­pais causas de extinção: per­da de habi­tat, extração ile­gal e espé­cies exóti­cas inva­so­ras.

Edição: Kle­ber Sam­paio

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