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Covid-19: 354 milhões de doses de vacinas estão garantidas para 2022

Repro­dução: © Fabio Rodrigues-Pozze­bom/Agên­cia Brasil

Ministério da Saúde planeja aplicar reforço em toda a população


Pub­li­ca­do em 08/10/2021 — 18:28 Por Marce­lo Brandão — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília
Atu­al­iza­do em 08/10/2021 — 20:53

O min­istro da Saúde, Marce­lo Queiroga, afir­mou, nes­ta sex­ta-feira (8), que o Brasil já tem 354 mil­hões de dos­es de vaci­nas con­tra a covid-19 garan­ti­das para 2022. Queiroga incluiu na con­ta os acor­dos fecha­dos para a aquisição de dois imu­nizantes, dos lab­o­ratórios Pfiz­er e AstraZeneca.

“Esta­mos ain­da mais fortes para, no ano de 2022, faz­er uma cam­pan­ha ain­da mais bem con­sol­i­da­da. Nós já temos adquiri­das para o ano de 2022, adquiri­das ou em trata­ti­vas avançadas, 354 mil­hões de dos­es de vaci­na con­tra a covid-19”, disse Queiroga, em pro­nun­ci­a­men­to no fim da tarde.

O gov­er­no fechou um acor­do para com­pra de 100 mil­hões de dos­es da vaci­na da Pfiz­er e 120 mil­hões de dos­es do imu­nizante da AstraZeneca. Com os 134 mil­hões de dos­es adquiri­dos neste ano, chega-se às 354 mil­hões de dos­es anun­ci­adas por Queiroga. Além dis­so, existe a pos­si­bil­i­dade de com­pra de 50 mil­hões de dos­es adi­cionais da vaci­na da Pfiz­er, caso seja necessário, e 60 mil­hões de dos­es da Cov­ishield, da AstraZeneca.

O min­istro, que se recu­per­ou recen­te­mente de covid-19, diag­nos­ti­ca­da durante viagem ofi­cial aos Esta­dos Unidos, afir­mou que 90% da pop­u­lação adul­ta do país já tomou a primeira dose de vaci­nas con­tra a doença  e 60%, as duas dos­es, ou  dose úni­ca. “E já ini­ci­amos [a apli­cação de] uma dose adi­cional para idosos aci­ma de 60 anos e uma dose de reforço para os profis­sion­ais de saúde. Isso é a pro­va conc­re­ta da força do SUS [Sis­tema Úni­co de Saúde] e do nos­so pro­gra­ma de imu­niza­ção”, acres­cen­tou Queiroga.

A Coro­n­aVac, vaci­na desen­volvi­da na Chi­na e pro­duzi­da no Brasil pelo Insti­tu­to Butan­tan, de São Paulo, não entrou no plane­ja­men­to de novas aquisições do gov­er­no. O secretário exec­u­ti­vo do Min­istério da Saúde, Rodri­go Cruz, lem­brou que a Coro­n­aVac, assim como a Janssen, ain­da é usa­da no Brasil com autor­iza­ção da Agên­cia Nacional de Vig­ilân­cia San­itária (Anvisa) para uso emer­gen­cial. Dessa for­ma, esclare­ceu Cruz, assim que a pan­demia for declar­a­da encer­ra­da, essa autor­iza­ção deixa de exi­s­tir. A Coro­n­aVac foi o segun­do imu­nizante mais apli­ca­do no braço dos brasileiros, com 75,1 mil­hões de dos­es.

Sobre o reg­istro defin­i­ti­vo da Coro­n­aVac, o Insti­tu­to Butan­tan divul­gou nota afir­man­do que a Anvisa rece­beu, no dia 20 de novem­bro de 2020, a primeira parte da doc­u­men­tação necessária para ofi­cializar o pedi­do de reg­istro defin­i­ti­vo de sua vaci­na.

“A par­tir dessa data, ini­ciou-se a dis­cussão sobre as metodolo­gias uti­lizadas, o que fez com que hou­vesse esse atra­so nos resul­ta­dos dos testes de imuno­geni­ci­dade. Se tivesse havi­do con­sen­so nos méto­dos pro­pos­tos pelo insti­tu­to, o proces­so já estaria con­cluí­do, e o reg­istro defin­i­ti­vo da Coro­n­aVac já teria sido con­ce­di­do. No momen­to, com o obje­ti­vo de sanar a questão, o Butan­tan fechou um acor­do com a Sino­vac para que as anális­es com­ple­mentares de imuno­geni­ci­dade sejam real­izadas em parce­ria com o lab­o­ratório. As amostras já foram envi­adas para análise no padrão requeri­do pela Anvisa”, acres­cen­tou.

Planejamento

Para o ano que vem, o min­istério plane­ja vaci­nar a pop­u­lação com dos­es de reforço para a pop­u­lação. De acor­do com o plane­ja­men­to da pas­ta, todos os maiores de 18 anos serão vaci­na­dos nova­mente. Pes­soas entre 18 e 60 anos rece­berão uma dose e maiores de 60 anos e imunos­suprim­i­dos (aque­les cujos mecan­is­mos nor­mais de defe­sa con­tra infecção estão com­pro­meti­dos), duas dos­es.

A vaci­nação será fei­ta por idade, em escala decres­cente.

As dos­es de reforço serão dadas em um pra­zo de seis meses após a imu­niza­ção com­ple­ta, ou a apli­cação da dose adi­cional, caso ten­ha ocor­ri­do. Além dis­so, se a Anvisa aprovar a imu­niza­ção de menores de 12 anos, esta será fei­ta com a apli­cação de duas dos­es.

Matéria atu­al­iza­da às 20h53 para acrésci­mo de infor­mações.

Assista na íntegra

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*Matéria em atu­al­iza­ção.

Edição: Nadia Fran­co

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