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Lula: é preciso evitar que conflito entre Israel e Hamas se alastre

Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Presidente falou na Cúpula Virtual Extraordinária do Brics


Pub­li­ca­do em 21/11/2023 — 11:11 Por Andreia Verdélio e Paula Labois­sière – Repórteres da Agên­cia Brasil  — Brasília

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O pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va disse nes­ta terça-feira (21) que é pre­ciso evi­tar que o con­fli­to entre Israel e o grupo palesti­no Hamas se alas­tre para os país­es viz­in­hos. Ao par­tic­i­par da Cúpu­la Vir­tu­al Extra­ordinária do Brics, ele afir­mou que é pre­ciso acom­pan­har com atenção a situ­ação na Cisjordâ­nia ocu­pa­da. 

“Deve­mos atu­ar para evi­tar que a guer­ra se alas­tre para os país­es viz­in­hos. É valiosa e impre­scindív­el a con­tribuição do Brics, em sua nova con­fig­u­ração, jun­to a todos os atores em favor da auto­con­tenção e da desescal­a­da”, disse.

“Temos lon­ga exper­iên­cia nacional que reforça nos­sa fé na paz cri­a­da por jus­ta nego­ci­ação diplomáti­ca. Em segun­do lugar, não podemos esque­cer que a guer­ra atu­al tam­bém decorre de décadas de frus­tração e injustiça, rep­re­sen­ta­da pela ausên­cia de um lar seguro para o povo palesti­no”, acres­cen­tou.

Para o pres­i­dente, os assen­ta­men­tos ile­gais israe­lens­es na Cisjordâ­nia con­tin­u­am a ameaçar a via­bil­i­dade de um Esta­do palesti­no. “O recon­hec­i­men­to de um Esta­do palesti­no viáv­el, viven­do lado a lado com Israel, com fron­teiras seguras e mutu­a­mente recon­heci­das, é a úni­ca solução pos­sív­el. Pre­cisamos retomar com a maior bre­v­i­dade pos­sív­el o proces­so de paz entre Israel e a Palesti­na”.

Em agos­to deste ano, na Cúpu­la do Brics, o blo­co aprovou a entra­da de seis novos país­es-mem­bros: Argenti­na, Egi­to, Etiópia, Irã, Arábia Sau­di­ta e Emi­ra­dos Árabes, alguns deles dire­ta­mente envolvi­dos no con­fli­to no Ori­ente Médio. A nova con­fig­u­ração pas­sa a valer a par­tir de janeiro de 2024.

Resolução da ONU

Para Lula, neste momen­to o desafio é faz­er com que a trégua human­itária deter­mi­na­da por uma res­olução da Orga­ni­za­ção das Nações Unidas (ONU) seja imple­men­ta­do ime­di­ata­mente. No últi­mo dia 15, o Con­sel­ho de Segu­rança da ONU aprovou a primeira res­olução rel­a­ti­va à atu­al crise human­itária na Faixa de Gaza. O tex­to foi apoia­do pelo Brasil.

“Em várias ocasiões, reit­er­amos o chama­do pela lib­er­ação ime­di­a­ta e incondi­cional de todos os reféns. No entan­to, tais atos bár­baros não jus­ti­fi­cam o uso de força indis­crim­i­na­da e despro­por­cional con­tra civis. Esta­mos diante de uma catástrofe human­itária. Os inocentes pagam o preço pela insanidade da guer­ra, sobre­tu­do mul­heres, cri­anças e idosos”, disse Lula, man­i­fe­s­tando grande con­ster­nação diante do ele­va­do número de mor­tos.

Após pouco mais de um mês de con­fli­to, mais de 12 mil pes­soas mor­reram, sendo 5 mil cri­anças. Há ain­da 29 mil feri­dos e 3.750 desa­pare­ci­dos. “Como bem disse o secretário-ger­al da ONU, Gaza está se tor­nan­do um cemitério de cri­anças”, acres­cen­tou o pres­i­dente.

A res­olução, com foco na pro­teção de cri­anças, foi pro­pos­ta por Mal­ta e aprova­da com 12 votos a favor. Esta­dos Unidos, Reino Unido e Rús­sia optaram pela abstenção. O tex­to pede a imple­men­tação de pausas e corre­dores human­itários urgentes e pro­lon­ga­dos em toda a Faixa de Gaza por um número sufi­ciente de dias, para que aju­da human­itária de emergên­cia pos­sa ser presta­da à pop­u­lação civ­il por agên­cias espe­cial­izadas da ONU, pela Cruz Ver­mel­ha Inter­na­cional e por out­ras insti­tu­ições human­itárias impar­ci­ais.

O conflito

No dia 7 de out­ubro, o Hamas, que con­tro­la a Faixa de Gaza, lançou um ataque sur­pre­sa de mís­seis con­tra Israel, com incursão de com­bat­entes arma­dos por ter­ra, matan­do civis e mil­itares e fazen­do cen­te­nas de reféns israe­lens­es e estrangeiros. Em respos­ta, Israel bom­bardeou várias infraestru­turas do Hamas, em Gaza, e impôs cer­co total ao ter­ritório, com o corte do abastec­i­men­to de água, com­bustív­el e ener­gia elétri­ca.

A guer­ra entre Israel e Hamas tem origem na dis­pu­ta por ter­ritórios que já foram ocu­pa­dos por diver­sos povos, como hebreus e fil­is­teus, dos quais descen­dem israe­lens­es e palesti­nos.

 

Edição: Graça Adju­to

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