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Mulheres quilombolas debatem pautas rurais e antirracistas em Brasília

Repro­dução: © Wev­er­son Pauli­no

Encontro nacional deve reunir cerca de 300 lideranças


Pub­li­ca­do em 13/06/2023 — 08:32 Por Andreia Verdélio – Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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Mul­heres quilom­bo­las se reúnem em Brasília a par­tir da próx­i­ma quar­ta-feira (14) para debater políti­cas públi­cas e questões rel­e­vantes à qual­i­dade de vida e ao enfrenta­men­to às desigual­dades raci­ais, soci­ais e de gênero. O 2° Encon­tro Nacional de Mul­heres Quilom­bo­las será real­iza­do até 18 de jun­ho na cap­i­tal fed­er­al, quan­do um doc­u­men­to será divul­ga­do a par­tir das pro­postas apre­sen­tadas nas dis­cussões.

O even­to é orga­ni­za­do pelo Cole­ti­vo de Mul­heres Quilom­bo­las, da Coor­de­nação Nacional de Artic­u­lação de Comu­nidades Negras Rurais Quilom­bo­las (Conaq), e são esper­adas cer­ca de 300 lid­er­anças de comu­nidades quilom­bo­las de todo o país e da Améri­ca Lati­na. Sob o tema Resi­s­tir para Exi­s­tir, a pro­gra­mação inclui debates sobre ren­da, bioe­cono­mia, racis­mo ambi­en­tal, ali­men­tação, aces­so à edu­cação, comu­ni­cação e dire­itos humanos, além de ofic­i­nas, ativi­dades cul­tur­ais e mostra de arte­sanatos de mul­heres quilom­bo­las.

“Das mul­heres assas­si­nadas no Brasil em 2019, 66% eram negras. O risco rel­a­ti­vo de uma mul­her negra ser víti­ma de homicí­dio é 1,7 vez maior do que o de uma mul­her não negra. Em out­ras palavras, para cada mul­her não negra mor­ta, mor­rem quase duas mul­heres negras”, infor­mou a Conaq, citan­do dados do Atlas da Vio­lên­cia.

Por isso, a enti­dade jus­ti­fi­ca o pro­tag­o­nis­mo das mul­heres negras na pro­dução e pro­moção de pro­je­tos que car­regam as pau­tas fem­i­nistas cam­pone­sas e antir­racis­tas.

“Não há como pen­sar ter­ritório quilom­bo­la sem pen­sar nas mul­heres”, obser­va Givâ­nia Maria, edu­cado­ra e mem­bro do Cole­ti­vo Nacional de Edu­cação da Conaq. O primeiro encon­tro foi real­iza­do em 2014. O segun­do acon­te­ceria em 2020, mas foi can­ce­la­do em razão da pan­demia de covid-19.

“Não era a pre­visão demor­ar­mos tan­to para faz­er uma avali­ação, uma leitu­ra políti­ca sobre a óti­ca das mul­heres quilom­bo­las do cenário que vive­mos. Foram seis anos de trevas, soman­do dois anos do golpe mais o gov­er­no [Jair] Bol­sonaro que retro­cedeu em todas as políti­cas soci­ais, prin­ci­pal­mente as de gênero e raça”, disse a Givâ­nia à Agên­cia Brasil.

“O encon­tro coin­cide com o iní­cio de um novo gov­er­no em que a gente tem per­spec­ti­va de que as coisas não serão os fáceis, mas pelo menos não ter­e­mos a insti­tu­ição gov­er­no tra­bal­han­do para aumen­tar ain­da mais a vio­lação do dire­ito das mul­heres quilom­bo­las”, acres­cen­tou a edu­cado­ra, citan­do que, na aber­tu­ra do even­to, são esper­a­dos min­istros de Esta­do, par­la­mentares e out­ras autori­dades.

O 2° Encon­tro Nacional de Mul­heres Quilom­bo­las será real­iza­do na sede da Con­fed­er­ação Nacional dos Tra­bal­hadores na Agri­cul­tura (Con­tag), em Brasília.

Edição: Juliana Andrade

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