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Pesquisadores desenvolvem testes rápidos para diagnóstico de covid-19

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Repro­dução: © Fiocruz/Arquivo

Exames tem a mesma confiabilidade do RT-PC, com custo menor


Pub­li­ca­do em 24/06/2021 — 09:58 Por Nel­son Lin – Repórter da Rádio Nacional — São Paulo

Pesquisadores da Uni­ver­si­dade Fed­er­al de São Car­los (UFS­Car), com apoio da Fun­dação de Amparo à Pesquisa do Esta­do de São Paulo (Fape­sp), desen­volver­am dois novos méto­dos para iden­ti­ficar casos de covid-19, com poten­cial para acel­er­ar a testagem em mas­sa no país.

Os dois testes uti­lizam a sali­va para detec­tar o vírus e têm alta sen­si­bil­i­dade, a exem­p­lo do teste padrão ouro RT-PCR; e ain­da com a van­tagem de cus­tar ao menos um terço do preço do RT-PCR, que atual­mente cus­ta entre R$ 300 e R$ 450.

De acor­do com o coor­de­nador da pesquisa, Ronal­do Cen­si Faria, o primeiro teste desen­volvi­do por eles uti­liza um dis­pos­i­ti­vo com o mes­mo princí­pio de fun­ciona­men­to do medi­dor de gli­cose. O resul­ta­do sai rap­i­da­mente, é con­fiáv­el e pode ser encam­in­hado pelo celu­lar. “Vai dar o resul­ta­do aí em torno de 30 a 60 min­u­tos. No entan­to, vai dar um resul­ta­do que tem a mes­ma con­fi­a­bil­i­dade do RT-PCR, então ele difere [na con­fi­a­bil­i­dade] dos testes rápi­dos; e a um cus­to muito baixo”, disse o pesquisador.

Além dis­so, Ronal­do Cen­si tam­bém falou que por meio desse méto­do, há pos­si­bil­i­dade de se detec­tar out­ras doenças ou condições como alzheimer, leich­man­iose, câncer e hanseníase.

Em out­ro teste desen­volvi­do por ele, os pesquisadores uti­lizam uma platafor­ma já ampla­mente con­heci­da pelos lab­o­ratórios, chama­da Elisa, que faz a leitu­ra de enz­i­mas, e que per­mite a análise de 96 amostras de sali­va a cada meia hora. “Depois de meia hora, você pode avaliar um novo con­jun­to de amostras. A cada meia hora você está avalian­do 96 amostras. Então, em um dia você vai poder faz­er mil­hares de testes”, con­ta Cen­si.

Ain­da de acor­do com os pesquisadores, por uti­lizar uma tec­nolo­gia já con­heci­da por lab­o­ratórios, esse tipo de teste pode­ria ser rap­i­da­mente ado­ta­do por empre­sas inter­es­sadas e resolver dois gar­ga­los da testagem em mas­sa no país: o cus­to dos testes e o tem­po de diag­nós­ti­co.

Ouça a Radioagência Nacional

Edição: Denise Griesinger

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