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Theatro Municipal do Rio comemora 114 anos com ópera Carmen

Repro­dução: © Sheila Guimarães, Divulgação/TMRJ

Programação gratuita ocupa o espaço ao longo de todo o dia 14


Pub­li­ca­do em 09/07/2023 — 12:30 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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O The­atro Munic­i­pal do Rio de Janeiro (TMRJ) man­terá as por­tas aber­tas no próx­i­mo dia 14, data em que comem­o­ra 114 anos, ofer­e­cen­do ao públi­co, gra­tuita­mente, diver­sas ativi­dades, além da pré-estreia da ópera Car­men, de Bizet.

Um dos pré­dios mais impo­nentes do cen­tro do Rio de Janeiro, o The­atro Munic­i­pal foi inau­gu­ra­do em 1909 e recebe os maiores artis­tas nacionais e inter­na­cionais, em vari­a­dos espetácu­los de dança, músi­ca e ópera. Resul­ta­do do son­ho de muitos, como o ator João Cae­tano (1808–1863) e o dra­matur­go Arthur Azeve­do (1855–1908), a obra só foi con­cretiza­da na gestão do prefeito Pereira Pas­sos, com a refor­ma urbana ini­ci­a­da em 1902 que “mod­ern­i­zou” o cen­tro do Rio de Janeiro, de inspi­ração france­sa, assim como o pro­je­to do próprio The­atro, que é a Ópera de Paris.

Com capaci­dade ini­cial para 1.739 espec­ta­dores, o The­atro rece­bia, nos primeiros anos, com­pan­hias de ópera e dança europeias. O cor­po artís­ti­co próprio só foi insti­tuí­do na déca­da de 1930, com Orques­tra Sin­fôni­ca, Coro e Bal­let. Após qua­tro refor­mas, o espaço tem atual­mente 2.252 lugares, divi­di­dos entre plateia, três andares de bal­cão, camarotes e frisas, sendo uma das prin­ci­pais casas de espetácu­lo do país e da Améri­ca Lati­na.

Programação

Em entre­vista à Agên­cia Brasil, a pres­i­dente da Fun­dação Teatro Munic­i­pal, Clara Pauli­no, desta­cou que, “mais uma vez, a gente abre a casa para o nos­so públi­co, com uma pro­gra­mação diver­sa que se ini­cia às 9h, com a apre­sen­tação da Ban­da dos Fuzileiros Navais, na escadaria exter­na do teatro, na Cinelân­dia, e vai até as 17h, com pro­gra­mação de hora em hora”. Haverá um inter­va­lo pequeno, anteceden­do, às 19h, a pré-estreia da ópera Car­men, de Bizet, tam­bém gra­tui­ta, fechan­do o dia de comem­o­rações.

Clara Pauli­no enfa­ti­zou que toda a pro­gra­mação do aniver­sário do teatro, no dia 14, será gra­tui­ta. As sen­has começarão a ser dis­tribuí­das uma hora antes dos even­tos. Para a ópera, a reti­ra­da dos ingres­sos será online, pelo site do The­atro Munic­i­pal, a par­tir da segun­da-feira (10), lim­i­ta­do a dois ingres­sos por pes­soa.

Para os demais dias, com seis datas entre os dias 16 e 30 de jul­ho, os ingres­sos para Car­men, de Bizet, podem ser adquiri­dos pela ven­da online ou na bil­hete­ria do teatro, com preços que vão de R$ 20 (gale­ria) até R$ 80 para plateia e camarotes.

A pres­i­dente da Fun­dação Teatro Munic­i­pal reforçou que o TMRJ é um patrimônio nacional “e um patrimônio de cada um de nós. Por isso, a gente espera rece­ber todo o nos­so públi­co para comem­o­rar mais um ano ded­i­ca­do à arte, à cul­tura, com dese­jo de que ven­ham muitos out­ros des­ta for­ma”.

Após a exibição da Ban­da dos Fuzileiros Navais, às 9h, haverá no ‘foy­er’ (saguão) do teatro, a par­tir das 10h, apre­sen­tação da Cam­er­a­ta Jovem do Rio de Janeiro. No Boule­vard da Aveni­da 13 de maio, às 11h, será a vez da Orques­tra Sin­fôni­ca Jovem do esta­do. Entre 12h e 14h, haverá demon­strações do Bal­let do The­atro Munic­i­pal, no Salão Assyrio, com par­tic­i­pação das alu­nas da Esco­la Estad­ual de Dança Maria Ole­newa.

Às 14h, o Quin­te­to Ciro Pereira fará réci­ta no saguão, no local onde fica o piano que per­tenceu à com­pos­i­to­ra Chiquin­ha Gon­za­ga. Às 15h, a Orques­tra Sin­fôni­ca Jovem Flu­mi­nense fará con­cer­to no Boule­vard de Por­tas Aber­tas. Grandes vozes do The­atro Munic­i­pal realizarão recital de can­to e piano, às 16h. Às 17h, a escadaria exter­na do Munic­i­pal servirá de pal­co para a Ban­da da Guar­da Munic­i­pal. Den­tro da pro­gra­mação, haverá ain­da duas tur­mas de vis­i­tas guiadas, às 11h e às 14h.

Carmen

Encer­ran­do a fes­ta com chave de ouro, o públi­co poderá assi­s­tir a pré-estreia de Car­men, de Bizet, às 19h, na Grande Sala, com solis­tas, coro, balé e Orques­tra Sin­fôni­ca do The­atro Munic­i­pal (OSTM). A direção cêni­ca é de Julian­na San­tos e a direção musi­cal e regên­cia estará a car­go do mae­stro Felipe Praz­eres.

A estreia da ópera está mar­ca­da para o domin­go (16), às 17h. No dia 19, haverá apre­sen­tação exclu­si­va para esco­las, às 14h. Antes de cada réci­ta, haverá uma palestra gra­tui­ta. A tem­po­ra­da seguirá até o dia 30 de jul­ho, em dias alter­na­dos, total­izan­do sete réc­i­tas.

Car­men estre­ou na Opéra Comique de Paris, em 1875, e provo­cou grande escân­da­lo na época. O moti­vo foi a escol­ha do tema e, prin­ci­pal­mente, o “caráter trans­gres­sor da pro­tag­o­nista”. A con­sagração defin­i­ti­va se deu naque­le mes­mo ano, quan­do a ópera foi apre­sen­ta­da em Viena. Em pouco tem­po, a obra de Bizet con­quis­tou o mun­do. No The­atro Munic­i­pal do Rio, a ópera estre­ou em 1913 e, des­de então, con­tabi­liza quase 100 réc­i­tas no equipa­men­to. Basea­da em obra homôn­i­ma do escritor Prop­er Mérimée, a ópera con­ta a história da sedu­to­ra cigana Car­men, que afas­ta Don José de sua noi­va Micaela, resul­tan­do em trág­i­ca tra­ma amorosa.

Edição: Ake­mi Nita­hara

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