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Rede nacional de pesquisas sobre covid-19 apresenta balanço de ações

Repro­dução: © Fabio Rodrigues-Pozze­bom/ Agên­cia Brasil

Investimentos em projetos científicos chegaram a mais de R$ 1 bilhão


Pub­li­ca­do em 10/02/2022 — 18:48 Por Jonas Valente – Repórter Agên­cia Brasil — Brasília

A Rede­Vírus, ini­cia­ti­va vin­cu­la­da ao Min­istério da Ciên­cia, Tec­nolo­gia e Ino­vações (MCTI) e for­ma­da por diver­sas uni­ver­si­dades e cen­tros de pesquisa de todo o país, fez hoje (10) um bal­anço nes­ta quin­ta-feira (10) de seus dois anos de cri­ação.

O grupo foi cri­a­do em fevereiro de 2020 com o obje­ti­vo de bus­car con­hec­i­men­to cien­tí­fi­co sobre o novo coro­n­avírus e, ain­da, pro­je­tos de desen­volvi­men­to de insumos, medica­men­tos, vaci­nas e equipa­men­tos para serem uti­liza­dos no atendi­men­to de pacientes.

Segun­do o min­istro Mar­cos Pontes, que par­ticipou da apre­sen­tação, os inves­ti­men­tos chegaram a mais de R$ 1 bil­hão, sendo R$ 458 mil­hões em pro­je­tos de pesquisa e R$ 600 mil­hões em apoio ao desen­volvi­men­to de pro­du­tos por empre­sas, como ven­ti­ladores mecâni­cos para suporte a pacientes com a doença.

“Tudo o que foi pre­vis­to no cenário [da pan­demia] acon­te­ceu. E tive­mos capaci­dade de respon­der, e respon­der pos­i­ti­va­mente. Espero que em 20 anos ten­hamos uma série de out­ros resul­ta­dos”, disse.

A Rede­Vírus orga­ni­zou diver­sos gru­pos com final­i­dades especí­fi­cas. A Rede de Vaci­nas envolveu 15 estraté­gias e 10 pro­je­tos finan­cia­dos pelo min­istério, de insti­tu­ições como as fed­erais de San­ta Cata­ri­na, Paraná, Minas Gerais, Viçosa e da Uni­ver­si­dade de São Paulo.

No chama­men­to de ensaios clíni­cos das fas­es I e II, de pro­dução de vaci­nas con­tra covid-19 com ingre­di­entes far­ma­cêu­ti­cos ativos (IFA) fab­ri­ca­dos no Brasil ou em acor­dos de trans­fer­ên­cia de tec­nolo­gia, cin­co pro­je­tos foram qual­i­fi­ca­dos: da Uni­ver­si­dade Fed­er­al de Minas Gerais (UFMG), da Uni­ver­si­dade de São Paulo (USP), da Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Serviço Nacional de Apren­diza­gem (Senai).

Uma das vaci­nas, denom­i­na­da Coro­na-ômi­ca, reuniu 12 insti­tu­ições de pesquisa para atu­ar con­jun­ta­mente no sequen­ci­a­men­to genéti­co do vírus. Atual­mente, ela é respon­sáv­el por 60% do sequen­ci­a­men­to do novo coro­n­avírus real­iza­do no país.

Segun­do o coor­de­nador da rede, Fer­nan­do Rosa­do, da Uni­ver­si­dade Fee­vale (RS), o tra­bal­ho foi impor­tante para mon­i­torar o surg­i­men­to e a dis­sem­i­nação de vari­antes do novo coro­n­avírus, como a Delta e, mais recen­te­mente, a Ômi­cron.

“Nós vamos mon­tan­do informes sobre as vari­antes que são repas­sa­dos ao Min­istério da Saúde e às autori­dades san­itárias de out­ras esferas, municí­pios, esta­dos. É um tra­bal­ho que demon­stra que quan­do há recur­so finan­ceiro a ciên­cia brasileira responde e faz o que é necessário”, declar­ou Rosa­do.

Out­ra frente foi a rede de diag­nós­ti­cos, que envolveu a par­tic­i­pação de insti­tu­ições como a Uni­ver­si­dade de São Paulo, a Fun­dação Oswal­do Cruz, o Insti­tu­to Butan­tan e a Uni­ver­si­dade Fed­er­al de Minas Gerais.

Na avali­ação da coor­de­nado­ra da rede e pro­fes­so­ra da UFMG, Ana Paula Fer­nan­des, os inte­grantes tiver­am um “grande desafio” diante do déficit de insumos, de tec­nolo­gia e de con­hec­i­men­to cien­tí­fi­co.

A coor­de­nado­ra elen­cou como resul­ta­dos a real­iza­ção de diver­sos testes em todo o país, o reg­istro de um teste de antígeno jun­ta­mente à Agên­cia Nacional de Vig­ilân­cia San­itária pela Fun­dação Oswal­do Cruz e a cri­ação do Cen­tro Nacional de Vaci­nas na UFMG.

Ain­da na área de diag­nós­ti­cos, foi cri­a­da uma Rede de Lab­o­ratórios de Cam­pan­ha, coor­de­na­da pela UFMG. O grupo reúne 14 uni­ver­si­dades, nas cin­co regiões do país. Segun­do o coor­de­nador da rede, pro­fes­sor André Mass­esi­ni (UFMG), a mon­tagem da rede con­tribuiu para ampli­ar a capaci­dade de testagem do país.

Edição: Maria Clau­dia

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