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Vacina brasileira contra a covid-19 deve estar pronta em 9 meses

Repro­dução: © Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

A informação foi dada hoje pelo ministro Marcos Pontes


Pub­li­ca­do em 01/03/2022 — 18:20 Por Luciano Nasci­men­to — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

O min­istro da Ciên­cia, Tec­nolo­gia e Ino­vações, Mar­cos Pontes, disse hoje (1°) que a vaci­na brasileira con­tra o novo coro­n­avírus deve estar disponív­el para uso na pop­u­lação em nove meses. Chama­do de RNA MCTI CIMATEC HDT, o imu­nizante con­tra a covid-19, começou a fase 1 de teste em pacientes em janeiro.

O imu­nizante, desen­volvi­do por pesquisadores brasileiros da Rede Vírus MCTI em parce­ria com a amer­i­cana HDT Bio Corp, é finan­cia­do pelo Gov­er­no Fed­er­al, por meio do Min­istério da Ciên­cia, Tec­nolo­gia e Ino­vações (MCTI), e é pro­duzi­do no SENAI CIMATEC de Sal­vador (BA).

Os testes de fase 1, autor­iza­dos pela Agên­cia Nacional de Vig­ilân­cia San­itária (Anvisa) e pela Comis­são Nacional de Éti­ca em Pesquisa (Conep) tam­bém estão sendo em Sal­vador.

“Nós inves­ti­mos em 16 tec­nolo­gias de vaci­nas no Brasil. Dessas 16, cin­co entraram na Anvisa para ini­ciar os teste clíni­cos. Uma dela pas­sou, foi aprova­da pela Anvisa e já começou os testes clíni­cos que deve durar nove meses”, disse o min­istro que par­ticipou da Mobile World Con­gress 2022, prin­ci­pal feira do mun­do do setor de tele­co­mu­ni­cações, real­iza­da em Barcelona.

A vaci­na uti­liza a tec­nolo­gia de RNA men­sageiro. Nesse tipo de vaci­na, o códi­go genéti­co do vírus vai para den­tro do cor­po, e, lá den­tro, fornecem instruções para que as célu­las e sis­tema imunológi­co con­stru­am uma respos­ta e gerem anti­cor­pos.

A tec­nolo­gia RepRNA per­mite que o RNA seja capaz de se autor­replicar den­tro das célu­las, o que garante uma respos­ta imune robus­ta e duradoura com uma dose menor da vaci­na. De acor­do com Pontes, o inves­ti­men­to apli­ca­do pelo gov­er­no para a elab­o­ração do imu­nizante será de R$ 350 mil­hões.

O teste de fase 1 pre­vê a par­tic­i­pação de 90 adul­tos saudáveis, com idades entre 18 e 55 anos e visa avaliar a segu­rança, imuno­geni­ci­dade (capaci­dade de ger­ar respos­ta imune), e a reato­geni­ci­dade (pos­sív­el reação adver­sa no organ­is­mo) da vaci­na.

O crono­gra­ma de teste pre­vê a apli­cação do imu­nizante em duas dos­es em difer­entes inter­va­l­os. O primeiro grupo rece­berá duas dos­es com inter­va­lo de 29 dias; o segun­do grupo rece­berá duas dos­es com inter­va­lo de 57 dias. Um ter­ceiro grupo de vol­un­tários rece­berá uma dose úni­ca da vaci­na. Além dis­so, tam­bém serão avali­a­dos três níveis de dose de 1 μg (micro­gra­ma), 5 μg ou 25 μg.

Os testes com vol­un­tários devem acon­te­cer tam­bém nos EUA e na Índia.

Edição: Valéria Aguiar

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