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Cassação de Arthur do Val é publicada no Diário Oficial de São Paulo

Repro­dução: © Ale­sp

Assembleia Legislativa decidiu pela cassação por unanimidade


Pub­li­ca­do em 21/05/2022 — 15:01 Por Cami­la Maciel — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

Foi pub­li­ca­do no Diário Ofi­cial de São Paulo de hoje (21), a per­da do manda­to do dep­uta­do Arthur do Val (União Brasil). Ele foi cas­sa­do na últi­ma terça-feira (17) em decisão unân­ime toma­da pelo plenário da Assem­bleia Leg­isla­ti­va do esta­do. Arthur do Val, con­heci­do como Mamãe Falei, fica inelegív­el pelo perío­do de oito anos. 

Em abril deste ano, Arthur do Val renun­ciou ao car­go após o Con­sel­ho de Éti­ca e Deco­ro Par­la­men­tar da assem­bleia ter aprova­do o relatório que pedia sua cas­sação. Ape­sar da renún­cia, ele ain­da teve que enfrentar o proces­so que o tornou inelegív­el. Pelas regras do leg­isla­ti­vo paulista, a renún­cia ao manda­to não inter­rompe o proces­so de cas­sação.

Entenda o caso

O então dep­uta­do Arthur do Val foi à fron­teira entre a Eslováquia e a Ucrâ­nia, país em situ­ação de guer­ra, para, segun­do ele, aju­dar os ucra­ni­anos con­tra a Rús­sia. Ele envi­ou áudios a ami­gos, divul­ga­dos pos­te­ri­or­mente pela impren­sa, em que elo­gia­va a beleza das refu­giadas ucra­ni­anas e dizia que as mul­heres de lá são “fáceis” por serem pobres.

“Assim que essa guer­ra pas­sar, eu vou voltar pra cá. Detal­he: elas olham. E são fáceis, porque elas são pobres. E aqui min­ha car­ta do Insta­gram, cheia de inscritos, fun­ciona demais. Não peguei ninguém, a gente não tin­ha tem­po, mas colei em dois gru­pos de minas, e é ina­cred­itáv­el a facil­i­dade”, disse Arthur do Val em um tre­cho do áudio envi­a­do em um grupo pri­va­do no What­sApp.

Após os áudios terem gan­hado enorme reper­cussão nas redes soci­ais e na impren­sa, o Con­sel­ho de Éti­ca começou a rece­ber dezenas de rep­re­sen­tações de par­la­mentares pedin­do a cas­sação do manda­to do dep­uta­do.

Defesa

Ontem (20), antes da votação e das man­i­fes­tações dos par­la­mentares na Assem­bleia Leg­isla­ti­va, o advo­ga­do Paulo Hen­rique Fran­co Bueno subiu ao plenário para a defe­sa do cliente. O advo­ga­do reclam­ou que as for­mal­i­dades legais não foram cumpri­das durante o proces­so de cas­sação. O advo­ga­do disse ain­da que os atos de Arthur do Val foram prat­i­ca­dos fora do país e criti­cou o fato de ele estar sendo jul­ga­do mes­mo já ten­do renun­ci­a­do ao car­go.

Edição: Kel­ly Oliveira

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