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Pilotos e comissários de voo decretam greve para próxima segunda-feira

Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Paralisação ocorrerá nos principais aeroportos por tempo indeterminado


Pub­li­ca­do em 15/12/2022 — 21:05 Por Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília
Atu­al­iza­do em 15/12/2022 — 22:49

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Pilo­tos e comis­sários de voo que atu­am nas prin­ci­pais com­pan­hias aéreas do país aprovaram a defla­gração de uma greve nacional, com iní­cio na próx­i­ma segun­da-feira (19). A decisão de cruzar os braços foi toma­da em assem­bleia ger­al da cat­e­go­ria nes­ta quin­ta-feira (15), segun­do infor­mou o Sindi­ca­to Nacional dos Aero­nau­tas (SNA). 

A par­al­isação, que será por tem­po inde­ter­mi­na­do, ocor­rerá sem­pre das 6h às 8h, nos aero­por­tos de São Paulo, Rio de Janeiro, Camp­inas, Por­to Ale­gre, Brasília, Belo Hor­i­zonte e For­t­aleza, os maiores do país. A medi­da deve ger­ar um efeito cas­ca­ta de atra­sos e pos­síveis can­ce­la­men­tos de voos.

O moti­vo para a greve, segun­do a cat­e­go­ria, é a “frus­tração das nego­ci­ações da ren­o­vação da Con­venção Cole­ti­va de Tra­bal­ho”. O acor­do ain­da está em dis­cussão entre os sindi­catos dos tra­bal­hadores do setor e das empre­sas aéreas. A greve não atin­girá voos com órgãos para trans­plante, vaci­nas ou pacientes em atendi­men­to médi­co, asse­gurou o SNA.

Os aero­nau­tas reivin­dicam recom­posição das per­das infla­cionárias, além de um gan­ho real nos salários e bene­fí­cios. O sindi­ca­to da cat­e­go­ria argu­men­ta que os altos preços das pas­sagens aéreas têm ger­a­do cres­centes lucros para as empre­sas. De janeiro a out­ubro deste ano, por exem­p­lo, o preço médio das pas­sagens subiu 35%, segun­do dados do Índice Nacional de Preços ao Con­sum­i­dor Amp­lo (IPCA). Os profis­sion­ais do setor aéreo reivin­dicam ain­da mel­ho­rias nas condições de tra­bal­ho para ren­o­vação da Con­venção Cole­ti­va de Tra­bal­ho, como a definição dos horários de iní­cio de fol­gas e proibição de alter­ações nas mes­mas, além do cumpri­men­to dos lim­ites já exis­tentes do tem­po em solo entre eta­pas de voos.

“É impor­tante destacar que as próprias empre­sas apon­tam em seus informes ao mer­ca­do, assim como tam­bém demon­stram notí­cias pub­li­cadas na impren­sa, que o setor aéreo vem se recu­peran­do acel­er­ada­mente, com lucros maiores do que os do perío­do pré-pan­demia. Além dis­so, a procu­ra por pas­sagens aéreas aumen­tou e os preços impos­tos aos pas­sageiros subi­ram dras­ti­ca­mente. No entan­to, as empre­sas con­tin­u­am intran­si­gentes, se recu­san­do a con­ced­er uma remu­ner­ação mais digna aos trip­u­lantes, além de pro­por que pilo­tos e comis­sários tra­bal­hem mais horas. Os pilo­tos e comis­sários de voo do Brasil con­tam com a com­preen­são da sociedade e com o bom sen­so das com­pan­hias aéreas para evi­tar transtornos”, infor­mou o sindi­ca­to, em nota.

Agên­cia Brasil procurou o Sindi­ca­to Nacional das Empre­sas Aeroviárias (SNEA), que envi­ou uma nota ofi­cial na noite des­ta quin­ta, em nome das aéreas. No tex­to, a enti­dade afir­ma que ofer­e­ceu rea­juste de 100% do Índice Nacional de Preço ao Con­sum­i­dor (INPC) para o piso salar­i­al, mes­ma cor­reção para as diárias nacionais, seguro de vida e vale ali­men­tação, além da garan­tia da data base de 1º de dezem­bro e todas as cláusu­las finan­ceiras e soci­ais da Con­venção Cole­ti­va enquan­to as nego­ci­ações estivessem em cur­so. Até o momen­to, no entan­to, o sindi­ca­to patronal infor­mou não ter rece­bido con­trapro­pos­ta dos tra­bal­hadores.

Sobre o aumen­to das pas­sagens aéreas, a enti­dade argu­men­tou o preço “foi forte­mente afe­ta­do nos últi­mos anos por con­ta de pan­demia, con­fli­tos na Europa, desval­oriza­ção do real frente ao dólar e aumen­to do preço do petróleo”. Além dis­so, o SNEA enfa­ti­zou que o querosene de avi­ação (QAV) aumen­tou 118% na com­para­ção com o ano de 2019 e hoje rep­re­sen­ta mais de 50% dos cus­tos.

Matéria alter­a­da às 22h48 para acrésci­mo da posição do Sindi­ca­to Nacional das Empre­sas Aeroviárias.

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Edição: Aline Leal

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