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Sistema de esgoto adequado é acessado por 3 em cada 4 brasileiros

Repro­dução: © TV Brasil

Coleta adequada cresceu de 59,2% em 2000 para 75,7% em 2022


Pub­li­ca­do em 23/02/2024 — 10:00 Por Vitor Abdala — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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Dados do Cen­so 2022 divul­ga­dos nes­ta sex­ta-feira (23) pelo Insti­tu­to Brasileiro de Geografia e Estatís­ti­ca (IBGE) mostram que 75,7% dos brasileiros tin­ham, na época da pesquisa, aces­so a sis­tema de esgo­ta­men­to san­itário ade­qua­do, ou seja, lig­a­do à rede cole­to­ra ou à fos­sa sép­ti­ca, um avanço des­de o Cen­so de 2000.

Em 2000, os brasileiros com aces­so a sis­tema de esgo­to ade­qua­do somavam 59,2%. Na pesquisa de 2010, eram 64,5%. De acor­do com o Cen­so 2022, os 75,7% são divi­di­dos em 62,5% que têm aces­so à rede ger­al, rede plu­vial ou fos­sa lig­a­da à rede e em 13,2% que con­tam com fos­sa sép­ti­ca ou fos­sa fil­tro não lig­a­da à rede.

De acor­do com o Plano Nacional de Sanea­men­to Bási­co, as duas modal­i­dades são con­sid­er­adas ade­quadas.

“Isso é [cal­cu­la­do com base em] toda a pop­u­lação nacional, o que inclui a pop­u­lação em área rur­al. O cen­so ain­da não divul­gou a situ­ação do domicílio, se ele se local­iza em área rur­al ou urbana, mas a gente sabe que a rede ger­al não é exten­sív­el à área rur­al, então esse é um dos motivos pelos quais o Plano Nacional de Sanea­men­to con­sid­era ade­quadas out­ras soluções como a fos­sa sép­ti­ca”, expli­ca o pesquisador do IBGE Bruno Perez.

De acor­do com o Cen­so 2022, a pro­porção de pes­soas com aces­so a sis­tema de esgo­to ade­qua­do cresce de acor­do com o taman­ho da pop­u­lação do municí­pio. Aque­les com até 5 mil habi­tantes, por exem­p­lo, têm ape­nas 49,2% de seus moradores com aces­so a esgo­ta­men­to ade­qua­do, enquan­to os que têm mais de 500 mil somam 91,3% de seus moradores com esgo­to ade­qua­do. “A gente percebe a pre­sença mais ele­va­da de infraestru­tu­ra nos municí­pios de maior pop­u­lação”, disse Perez.

Ape­sar de todas as regiões terem apre­sen­ta­do cresci­men­to de 2010 a 2022, ain­da per­siste a desigual­dade entre elas. No Sud­este, a pro­porção de esgo­to ade­qua­do pas­sou de 81% para 90,7% e, no Sul, subiu de 62,2% para 83,9%.

No Nordeste, a pro­porção cresceu de 43,2% para 58,1%, já o Norte pas­sou de 31,1% para 46,4%. O Cen­tro-Oeste foi a região que apre­sen­tou o cresci­men­to mais inten­so, ao subir de 50,7% para 73,4%.

Os out­ros 24,3% dos brasileiros que ain­da não têm aces­so a sis­tema ade­qua­do se divi­dem entre fos­sa rudi­men­tar ou bura­co (19,4%), vala (1,5%), despe­jo em rio, lago, cór­rego ou mar (2%), out­ra for­ma (0,7%) ou não tin­ham ban­heiro nem san­itário (0,6%).

Banheiro

O Cen­so 2022 tam­bém pesquisou o aces­so da pop­u­lação a ban­heiros. Segun­do o lev­an­ta­men­to, 97,8% tin­ham ban­heiro de uso exclu­si­vo, ou seja, um cômo­do com chu­veiro e vaso san­itário que é usa­do ape­nas pelos que vivem na residên­cia. Em 2010, o per­centu­al era de 92,3%.

Em 2022, os 2,2% que não tin­ham ban­heiro de uso exclu­si­vo se dividi­am entre aque­les que tin­ham ban­heiro de uso com­par­til­ha­do com out­ras residên­cias (0,5%), que tin­ham ape­nas san­itário ou bura­co para dejeções (1,2%) ou que não tin­ham ban­heiro nem san­itário (0,6%).

Entre as regiões, o aces­so a ban­heiros de uso exclu­si­vo é maior nas regiões Sud­este (99,8%), Sul (99,7%) e Cen­tro-Oeste (99,3%). No Norte e Nordeste, os per­centu­ais são de 90,5% e 95,3%, respec­ti­va­mente.

Ape­sar de ain­da terem as menores cober­turas, o Norte e Nordeste tiver­am grande avanço nos últi­mos 12 anos, já que, em 2010, eles tin­ham 75,5% e 83,4% de cober­tu­ra de ban­heiros exclu­sivos, respec­ti­va­mente.

O número de residên­cias com dois ou mais ban­heiros tam­bém aumen­tou no país, ao pas­sar de 28,5% para 33,7% de 2010 para 2022.

Ouça na Radioagên­cia Nacional:

 

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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