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Conheça a trajetória política de Geraldo Alckmin

Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

Foi deputado federal constituinte e um dos fundadores do PSDB


Pub­li­ca­do em 01/01/2023 — 07:23 Por Andreia Verdélio – Repórter da Agên­cia Brasil — Brasíl

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Pai e avô orgul­hoso, mari­do apaixon­a­do, médi­co e homem públi­co por vocação. Qua­tro vezes gov­er­nador de São Paulo e vice-pres­i­dente eleito do Brasil. Assim se apre­sen­ta Ger­al­do Alck­min em suas redes soci­ais. Ele toma posse hoje (1°), aos 70 anos, como vice-pres­i­dente do Brasil, ao lado do pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va, e tam­bém será nomea­do min­istro de Desen­volvi­men­to, Indús­tria e Comér­cio do novo gov­er­no.

Ger­al­do José Rodrigues Alck­min Fil­ho nasceu em Pin­da­mon­hanga­ba, inte­ri­or de São Paulo, em 7 de novem­bro de 1952. É casa­do com Maria Lúcia Ribeiro Alck­min e tem três fil­hos: Sophia, Ger­al­do e Thomaz, esse últi­mo fale­ci­do em 2015. Alck­min e Lu, como é con­heci­da sua esposa, tam­bém têm qua­tro netos. Ele é torce­dor do San­tos Fute­bol Clube e teve uma sól­i­da edu­cação católi­ca.

Foi vereador e prefeito de Pin­da­mon­hanga­ba. Dep­uta­do estad­ual e fed­er­al por São Paulo, par­ticipou ati­va­mente da cri­ação da Con­sti­tu­ição Fed­er­al de 1988. Jun­to a out­ras per­son­al­i­dades políti­cas, fun­dou o Par­tido da Social Democ­ra­cia Brasileira (PSDB), no qual per­maneceu por mais de 30 anos.

Nova aliança

Adver­sário políti­co de Lula e do Par­tido dos Tra­bal­hadores (PT) em eleições pas­sadas, Alck­min se aliou ao pres­i­dente na con­strução da frente ampla de par­tidos com o obje­ti­vo de der­ro­tar o ex-pres­i­dente Jair Bol­sonaro nas urnas. Para isso, ele deixou o PSDB e fil­iou-se ao Par­tido Social­ista Brasileiro (PSB).

Alck­min seria o nome para aju­dar a atrair o eleitora­do mais con­ser­vador e abrir por­tas em seg­men­tos mais críti­cos a Lula, como setores empre­sari­ais e do agronegó­cio. Em jul­ho de 2022, PT e PSB ofi­cializaram a cha­pa Lula-Alck­min.

Após a vitória nas urnas, o vice-pres­i­dente eleito assum­iu a coor­de­nação do gabi­nete de tran­sição do gov­er­no, que foi divi­di­do em 32 gru­pos téc­ni­cos, além de um con­sel­ho políti­co. No dia 22 de dezem­bro, a equipe apre­sen­tou seu relatório final com um diag­nós­ti­co de cada área, aler­tas sobre as emergên­cias orça­men­tárias, sug­estões de revo­gações de nor­mas e pro­pos­ta de estru­tu­ra min­is­te­r­i­al.

Segun­do Alck­min, o cenário atu­al do país é de retro­ces­sos. “Infe­liz­mente, tive­mos um retro­ces­so em muitas áreas. O gov­er­no fed­er­al andou para trás. O esta­do que o pres­i­dente Lula recebe é muito mais difí­cil e mais triste do que ante­ri­or­mente”, disse, na ocasião de entre­ga do relatório.

Durante a com­posição de seu min­istério, o pres­i­dente Lula escol­heu Alck­min para ser o novo min­istro do Desen­volvi­men­to, Indús­tria e Comér­cio, for­t­ale­cen­do ain­da mais o papel do vice-pres­i­dente no novo gov­er­no.

Vida política

A vida políti­ca de Ger­al­do Alck­min teve iní­cio em 1972. Com 19 anos, ain­da no primeiro ano da fac­ul­dade de med­i­c­i­na, fil­iou-se ao Movi­men­to Democráti­co Brasileiro (MDB) e foi o vereador mais vota­do de Pin­da­mon­hanga­ba, sendo escol­hi­do pres­i­dente da Câmara Munic­i­pal. Em 1976, con­cor­reu às eleições munic­i­pais e foi eleito o prefeito mais jovem do municí­pio, exercendo manda­to de seis anos. Ao final de sua admin­is­tração, can­dida­tou-se a uma vaga para a Assem­bleia Leg­isla­ti­va paulista e foi eleito dep­uta­do estad­ual em 1982.

Em 1986, com 125 mil votos, foi o quar­to colo­ca­do entre os dep­uta­dos fed­erais eleitos em São Paulo pelo já Par­tido do Movi­men­to Democráti­co Brasileiro (PMDB). Foi vice-líder da ban­ca­da do PMDB na Assem­bleia Nacional Con­sti­tu­inte. Em 1888, foi um dos fun­dadores do PSDB, ao lado de nomes como Mario Covas, Fer­nan­do Hen­rique Car­doso, Fran­co Mon­toro e José Ser­ra.

Reeleito dep­uta­do fed­er­al em 1990, foi o quar­to par­la­men­tar mais vota­do pelo PSDB-SP. Nesse segun­do manda­to foi autor de um dos pro­je­tos de lei que deu origem ao Códi­go de Defe­sa do Con­sum­i­dor e rela­tor do pro­je­to que se con­ver­teu na Lei de Bene­fí­cios da Pre­v­idên­cia Social. Tam­bém foi autor de um dos pro­je­tos que se con­vert­er­am na Lei Orgâni­ca da Assistên­cia Social (LOAS) e rela­tor do pro­je­to de lei que tra­ta da doação de órgãos para trans­plantes.

Entre os anos de 1991 e 1994, como pres­i­dente do PSDB de São Paulo, Ger­al­do Alck­min orga­ni­zou o par­tido em todo o esta­do, mon­tan­do diretórios munic­i­pais e real­izan­do encon­tros e reuniões para a for­mação de uma base sól­i­da do PSDB.

Nas eleições de 1994, foi eleito vice-gov­er­nador na cha­pa de Mário Covas. Já no primeiro ano de gov­er­no, foi nomea­do pres­i­dente do Con­sel­ho Dire­tor do Pro­gra­ma Estad­ual de Par­tic­i­pação da Ini­cia­ti­va Pri­va­da na Prestação de Serviços Públi­cos e na Exe­cução de Obras de Infraestru­tu­ra. Em 1996, por des­ig­nação do gov­er­nador, pas­sou a exercer tam­bém a presidên­cia do Con­sel­ho Dire­tor do Pro­gra­ma Estad­ual de Deses­ta­ti­za­ção.

Em 1998, a dupla Covas-Alck­min foi reelei­ta para o segun­do manda­to. Em 2000, licen­ciou-se do car­go de vice-gov­er­nador para con­cor­rer à Prefeitu­ra de São Paulo, fican­do em ter­ceiro lugar na dis­pu­ta. Em 6 de março de 2001 assum­iu o gov­er­no do esta­do, após a morte de Mário Covas. Em 2002, Ger­al­do Alck­min foi reeleito gov­er­nador de São Paulo para o manda­to de 2003 a 2006.

Em 2006, dis­putou a Presidên­cia da Repúbli­ca e foi para o segun­do turno con­cor­ren­do com Luiz Iná­cio Lula da Sil­va, que pleit­ea­va a reeleição. Alck­min foi der­ro­ta­do e, em 2008, se can­dida­tou à prefeitu­ra de São Paulo. Tam­bém não foi eleito e, em 2009 foi nomea­do secretário estad­ual de desen­volvi­men­to no gov­er­no de José Ser­ra.

Em 2010 saiu vito­rioso nas urnas e voltou a ocu­par o car­go de gov­er­nador, sendo reeleito em 2014. Com o fim do manda­to, dedi­cou-se à presidên­cia nacional do PSDB entre 2017 e 2019. Dis­putou nova­mente a Presidên­cia em 2018, mas ficou em quar­to lugar. No segun­do turno, ele optou pela neu­tral­i­dade, não apoian­do Bol­sonaro, que foi eleito, nem Fer­nan­do Had­dad, can­dida­to do PT.

Em 2021, em razão de desen­tendi­men­tos inter­nos, deixou o PSDB, par­tido que aju­dou a fun­dar. Em março de 2022, fil­iou-se ao PSB, já em meio a nego­ci­ações avançadas com Lula para com­por a cha­pa para as últi­mas eleições.

Medicina

Ger­al­do Alck­min é for­ma­do pela Fac­ul­dade de Med­i­c­i­na da Uni­ver­si­dade de Taubaté, São Paulo e, ape­sar da vida políti­ca, sem­pre man­teve um pé na profis­são. Tem espe­cial­iza­ção em Aneste­si­olo­gia no Hos­pi­tal do Servi­dor Públi­co do Esta­do de São Paulo e em Acupun­tu­ra no Insti­tu­to de Orto­pe­dia e Trau­ma­tolo­gia da Uni­ver­si­dade de São Paulo. É pro­fes­sor con­vi­da­do da Fac­ul­dade de Med­i­c­i­na da Uni­ver­si­dade Nove de Jul­ho e mem­bro da Acad­e­mia de Med­i­c­i­na de São Paulo.

É doutor hon­oris causa pela Uni­ver­si­dade de Taubaté, con­ce­di­do em jul­ho de 2001; pela Fun­dação Esco­la de Comér­cio Álvares Pen­tea­do, con­ce­di­do em maio de 2002; pela Fac­ul­dade de Ciên­cias Médi­cas da San­ta Casa de São Paulo, con­ce­di­do em maio de 2003; e pelo Cen­tro Uni­ver­sitário das Fac­ul­dades Met­ro­pol­i­tanas Unidas, con­ce­di­do em maio de 2011.

Edição: Maria Clau­dia

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