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Defesa de Bolsonaro critica denúncia da PGR

Advogado nega que ex-presidente compactuou com movimento golpista

Pedro Peduzzi — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 19/02/2025 — 10:42
Brasília
Brasília (DF), 22/02/2024, Os advogados, Paulo Bueno e Fabio Wajngarten, durante entrevista coletiva após depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro, na Polícia Federal. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Repro­dução: © Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Denun­ci­a­do pela Procu­rado­ria-Ger­al da Repúbli­ca (PGR) por uma série de crimes visan­do sua manutenção no poder, o ex-pres­i­dente Jair Bol­sonaro divul­gou, por meio de seu advo­ga­do de defe­sa, uma nota na qual se diz estar­reci­do e indig­na­do com a denún­cia apre­sen­ta­da na noite des­ta terça-feira (18).

Assi­na­da pelo advo­ga­do Paulo Cun­ha Bueno, a nota afir­ma que Bol­sonaro “jamais com­pactu­ou com qual­quer movi­men­to que visas­se a descon­strução do Esta­do Democráti­co de Dire­ito ou as insti­tu­ições que o pavi­men­tam”.

De acor­do com a denún­cia apre­sen­ta­da pela PGR ao Supre­mo Tri­bunal Fed­er­al (STF), Bol­sonaro não ape­nas sabia como con­cor­dou com o plane­ja­men­to e a exe­cução de ações para assas­si­nar o pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va, o vice pres­i­dente Ger­al­do Alck­min e o min­istro do STF Alexan­dre de Moraes.

De acor­do com procu­rador-ger­al da Repúbli­ca, Paulo Gonet, o plano inti­t­u­la­do “Pun­hal Verde Amare­lo” foi arquite­ta­do e lev­a­do ao con­hec­i­men­to do então pres­i­dente da Repúbli­ca, “que a ele anuiu, ao tem­po em que era divul­ga­do relatório em que o Min­istério da Defe­sa se via na con­tingên­cia de recon­hecer a inex­istên­cia de detecção de fraude nas eleições”.

Além do ex-pres­i­dente, a denún­cia da PGR inclui mais 33 pes­soas pelos crimes de golpe de Esta­do, abolição vio­len­ta do Esta­do Democráti­co de Dire­ito e orga­ni­za­ção crim­i­nosa. As acusações envolvem mil­itares, entre eles Wal­ter Bra­ga Net­to, ex-min­istro da Casa Civ­il e da Defe­sa, e Mau­ro Cid, aju­dante de ordens de entre pres­i­dente Jair Bol­sonaro.

A denún­cia da PGR ressalta ain­da que out­ros planos foram encon­tra­dos em posse dos denun­ci­a­dos. Um deles se encer­ra­va com a frase: “Lula não sobe a ram­pa”.

Defesa

De acor­do com a defe­sa de Jair Bol­sonaro, nen­hum ele­men­to que conec­tasse min­i­ma­mente o pres­i­dente à nar­ra­ti­va con­struí­da na denún­cia foi encon­tra­do. “Não há qual­quer men­sagem do então pres­i­dente da Repúbli­ca que embase a acusação, ape­sar de uma ver­dadeira devas­sa que foi fei­ta em seus tele­fones pes­soais”, argu­men­ta o advo­ga­do ao clas­si­ficar a denún­cia como “inep­ta” por se basear “numa úni­ca delação pre­mi­a­da, diver­sas vezes alter­a­da”.

A defe­sa ale­ga que o dela­tor, Mau­ro Cid, ex-aju­dante de ordens de Bol­sonaro, teria muda­do sua ver­são “por inúmeras vezes para con­stru­ir uma nar­ra­ti­va fan­ta­siosa”. Por fim, diz que Bol­sonaro con­fia na Justiça e, por­tan­to, “acred­i­ta que essa denún­cia não prevale­cerá por sua pre­cariedade, inco­erên­cia e ausên­cia de fatos verídi­cos”.

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