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MEC estuda criação da primeira universidade federal digital do país

Repro­dução:  © Roque de Sá/Agência Sena­do

O objetivo é ampliar o acesso à rede pública federal de ensino


Pub­li­ca­do em 16/09/2021 — 18:07 Por Alex Rodrigues — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

O Min­istério da Edu­cação (MEC) plane­ja cri­ar uma uni­ver­si­dade fed­er­al dig­i­tal para, segun­do o min­istro Mil­ton Ribeiro, ampli­ar o aces­so dos estu­dantes de todo o país à rede públi­ca fed­er­al de ensi­no.

“Quer­e­mos cri­ar a primeira uni­ver­si­dade fed­er­al dig­i­tal no país e ampli­ar o aces­so a todos”, disse o min­istro ao par­tic­i­par, hoje (16), de audiên­cia públi­ca na Comis­são de Edu­cação do Sena­do.

Um doc­u­men­to pre­lim­i­nar do Cen­tro de Gestão e Estu­dos Estratégi­cos (CGEE), orga­ni­za­ção social vin­cu­la­da ao Min­istério da Ciên­cia, Tec­nolo­gia e Ino­vação, de maio deste ano, cita a avali­ação de via­bil­i­dade da ini­cia­ti­va entre as metas da Sec­re­taria de Edu­cação Supe­ri­or (Sesu-MEC) para pro­mover a edu­cação à dis­tân­cia nas insti­tu­ições fed­erais de ensi­no supe­ri­or por meio do pro­gra­ma Reuni Dig­i­tal.

Hoje, no Sena­do, o min­istro Mil­ton Ribeiro disse que a ini­cia­ti­va segue o mod­e­lo já imple­men­ta­do por out­ros país­es e respei­ta as dire­trizes, metas e estraté­gias definidas no Plano Nacional de Edu­cação (PNE). De acor­do com o min­istro, o uso das mod­er­nas tec­nolo­gias de infor­mação podem baratear os cus­tos do ensi­no de qual­i­dade.

“É isso que temos vis­to em grandes país­es que estão desen­vol­ven­do essa fer­ra­men­ta. Vamos começar com alguns cur­sos e todos vão poder ter aces­so, pois com 400, 500 pro­fes­sores, eu pos­so atin­gir a mil­hões de alunos no país todo, obe­de­cen­do às pre­mis­sas do PNE”, disse o min­istro.

O min­istro lem­brou que, nos últi­mos anos, o orça­men­to das uni­ver­si­dades fed­erais foi impacta­do pela crise econômi­ca e, prin­ci­pal­mente, pela pan­demia da covid-19.

“Quan­do falam­os em diminuição das ver­bas para as uni­ver­si­dades fed­erais, eu con­cor­do ple­na­mente. Vejo que, em um pas­sa­do não tão dis­tante, o orça­men­to do ensi­no fed­er­al era muito grande, muito maior do que o que temos hoje”, disse Ribeiro

“Vale diz­er que vive­mos tem­po de guer­ra, de pan­demia”, acres­cen­tou o min­istro, enfa­ti­zan­do que, na pro­pos­ta orça­men­tária para 2022, o min­istério pede ao Con­gres­so Nacional que autor­ize um aumen­to de recur­sos para a pas­ta.

“A pro­pos­ta que o Par­la­men­to vai apre­ciar fala em um aumen­to mín­i­mo de cer­ca de 17% para as uni­ver­si­dades fed­erais, e de 28% para os insti­tu­tos fed­erais. Por que isso? Porque temos 69 uni­ver­si­dades fed­erais com 281 campi. E 38 insti­tu­tos, Cetecs [cen­tros edu­ca­cionais téc­ni­cos], além do Dom Pedro II. E ess­es, jun­tos, somam 670 campi. Então, além da visão políti­ca de dar mais opor­tu­nidade à [for­mação] de mão de obra téc­ni­ca, o número de campi [do segun­do grupo] é muito maior”, comen­tou Ribeiro.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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