...
quinta-feira ,15 janeiro 2026
Home / Entretenimento / Série Ouro abre oficialmente desfiles na Marquês de Sapucaí

Série Ouro abre oficialmente desfiles na Marquês de Sapucaí

Repro­dução: © Tânia Rêgo; Agên­cia Brasil

Apenas uma escola irá para o Grupo Especial em 2024


Pub­li­ca­do em 17/02/2023 — 08:36 Por Fran­cis­co Eduar­do Fer­reira* — Rio de Janeiro

ouvir:

O Sam­bó­dro­mo do Rio de Janeiro, na Aveni­da Mar­quês de Sapu­caí, recebe hoje (17) e aman­hã os des­files da Série Ouro, da Liga das Esco­las de Sam­ba. Pela Série Ouro — respon­sáv­el pela aber­tu­ra ofi­cial do car­naval na Mar­quês de Sapu­caí e prin­ci­pal grupo de aces­so ao des­file prin­ci­pal -, se apre­sen­tarão esco­las tradi­cionais como União da Ilha, São Clemente, Está­cio de Sá e Império da Tiju­ca. A dis­pu­ta pelo títu­lo prom­ete ser acir­ra­da: 15 esco­las vão dis­putar a taça e somente uma vai garan­tir o aces­so, em 2024, ao grupo de elite, jun­to com as agremi­ações do Grupo Espe­cial.

Ingressos

Os ingres­sos de arquiban­ca­da para os des­files da Série Ouro estão à ven­da des­de o dia 9, no estande de atendi­men­to mon­ta­do na Aveni­da Sal­vador de Sá, atrás do Setor 11 do Sam­bó­dro­mo, de segun­da à sex­ta-feira, das 10h às 16h. O val­or é de R$ 25, à exceção do Setor 9, que cus­ta R$ 50.

Público

A  Liga-RJ esti­ma um públi­co médio de 120 mil pes­soas por dia, entre espec­ta­dores nas arquiban­cadas e camarotes, inte­grantes dos des­files, profis­sion­ais do car­naval e de out­ras áreas. A Série Ouro era con­heci­da como Grupo de Aces­so. A nova nomen­clatu­ra pas­sou a valer em 2021, após mudança pro­movi­da pela Liga Inde­pen­dente das Esco­las de Sam­ba do Rio de Janeiro (Lierj).

Ordem dos desfiles

Sex­ta (17)

Arran­co do Engen­ho de Den­tro

Enre­do: Esp­inguela, chão do meu ter­reiro

Na figu­ra do líder reli­gioso, com­pos­i­tor, jor­nal­ista, arengueiro e um dos fun­dadores da Mangueira, Zé Esp­inguela, a agremi­ação que fes­te­ja 50 anos de fun­dação, vai mostrar o nasci­men­to dos des­files das esco­las de sam­ba. Even­to que começou em seu ter­reiro, no Engen­ho de Den­tro, onde hoje está a quadra da esco­la. O enre­do é de auto­ria do car­navale­sco Antônio Gon­za­ga.

Lins Impe­r­i­al

Enre­do: Madame Satã, resi­s­tir para exi­s­tir

A agremi­ação vai levar para a Sapu­caí a história de João Fran­cis­co dos San­tos, o Madame Satã, car­i­o­ca icôni­co da primeira metade do sécu­lo 20, em for­ma de man­i­festo. Nordes­ti­no, pre­to e homos­sex­u­al, o “bicha malan­dro” fez da Lapa, no cen­tro do Rio, o seu mun­do. Na visão dos car­navale­scos Edu Gonçalves e Ray Menezes, ele é sím­bo­lo de “reex­istên­cia” e vai ao encon­tro de enre­dos que cel­e­bram per­son­al­i­dades negras.

Acadêmi­cos de Vigário Ger­al

Enre­do: A fan­tás­ti­ca fábri­ca da ale­gria

O enre­do dos car­navale­scos Alexan­dre Cos­ta, Lino Sales e Mar­cus do Val con­ta a vida do meni­no Samir, cria da comu­nidade, que sem­pre son­hou em encon­trar o bil­hete pre­mi­a­do e realizar todas as suas fan­tasias. A ideia é con­duzir o públi­co numa viagem a momen­tos de ale­gria, pelo sim­ples praz­er de ser feliz, despre­ocu­pa­do como uma cri­ança.

Está­cio de Sá

Enre­do: São João, São Luís, Maran­hão! Acende a fogueira do meu coração

Em uma fábu­la, o car­navale­sco Mau­ro Leite vai mesclar o pagão e o reli­gioso no encon­tro entre São João e São Luiz, por meio de uma fábu­la. Eles se encon­tram no céu e deci­dem vir à Ter­ra na com­pan­hia de out­ros san­tos, com a mis­são de abençoar o fes­te­jo juni­no do Maran­hão.

Unidos de Padre Miguel

Enre­do: Baião de mouros

A esco­la fará um para­le­lo entre o deser­to e o sertão, a músi­ca, o chapéu do can­ga­ceiro, leques e guar­da-sóis, o uso de tapetes e as janelas quadric­u­ladas e os azule­jos, do comér­cio do mas­cate ao gibão que cobre um cabra, fazen­do um pas­seio pela Penín­su­la Ibéri­ca con­quis­ta­da por árabes do Norte da África e o domínio mouro no Nordeste. Os car­navale­scos Edson Pereira e Wag­n­er Gonçalves pre­ten­dem retratar a influência/interferência árabe, moura e muçul­mana na região.

Acadêmi­cos de Niterói

Enre­do: Car­naval da vitória

A agremi­ação vai apre­sen­tar o enre­do desen­volvi­do pelo car­navale­sco André Rodrigues, usan­do como fio con­du­tor a comem­o­ração dos 450 anos da cidade de Niterói. Assim como o Car­naval da vitória, de 1946, que mar­cou o retorno dos fes­te­jos após o fim da II Guer­ra Mundi­al e foi um momen­to de rev­olução e de esta­b­elec­i­men­to de par­a­dig­mas para o car­naval niteroiense, o enre­do tam­bém tem a força de ser uma pedra base, sobre a qual irá se edi­ficar a fun­dação da esco­la.

São Clemente

Enre­do: O achamen­to do vel­ho mun­do

De retorno à São Clemente, o car­navale­sco Jorge Sil­veira propõe uma viagem no tem­po, de um jeito diver­tido e irrev­er­ente. Na visão da esco­la, os povos orig­inários do país vão faz­er o cam­in­ho inver­so dos desco­bri­dores, da Pra­ia de Botafo­go, na zona sul do Rio, dire­to para a Europa.

Sába­do (18)

União de Jacarepaguá

Enre­do: Manuel Con­go, Mar­i­ana Crioula, os heróis da liber­dade no Vale do Café

Os car­navale­scos Lucas Lopes e Rodri­go Mein­ers vão con­tar a história de Manuel Con­go, que lid­er­ou a maior rebe­lião de escrav­iza­dos no Vale do Paraí­ba, em Paty do Alferes, e Mar­i­ana Crioula, que par­ticipou do mes­mo movi­men­to, sendo acla­ma­da a rain­ha do quilom­bo for­ma­do pelos negros fugi­tivos “per­ten­centes” ao capitão-mor de orde­nanças Manuel Fran­cis­co Xavier.

Unidos da Ponte

Enre­do: Lib­erte nos­so sagra­do: o lega­do ances­tral de Mãe Meni­naz­in­ha de Oxum

Os car­navale­scos Rodri­go Mar­ques e Guil­herme Diniz vão abor­dar a saga con­tra o racis­mo reli­gioso de uma das mais impor­tantes yalorixás do Brasil: Mãe Meni­naz­in­ha de Oxum. O enre­do cel­e­bra tam­bém a lig­ação da mãe de san­to com a cidade de São João do Mer­i­ti, sede da agremi­ação.

Unidos de Ban­gu

Enre­do: Agan­jú, a visão do fogo, a voz do tro­vão no Reino de Oyo

O car­navale­sco Rob­son Goulart vai con­tar a história do quin­to alafim (rei) no Império de Oyó, fil­ho de Ajacá, neto de Oraniã e sobrin­ho de Xangô. Rep­re­sen­tação máx­i­ma do poder de Olo­rum. No Brasil, o orixá car­rega algu­mas car­ac­terís­ti­cas de Xangô e rep­re­sen­ta tudo que é explo­si­vo, que não tem con­t­role, sendo a per­son­ifi­cação dos vul­cões.

Em Cima da Hora

Enre­do: Esper­ança, pre­sente!

O enre­do desen­volvi­do pelos car­navale­scos Mar­co Anto­nio Fall­eiros e Car­los Eduar­do vai con­tar a história de Esper­ança Gar­cia, mul­her negra escrav­iza­da que, no sécu­lo 18, no Piauí col­o­niza­do, ergueu-se como voz da resistên­cia e lutou con­tra os ter­rores da escrav­iza­ção. Esper­ança apren­deu a ler e a escr­ev­er, e usou o saber como arma de enfrenta­men­to: redigiu uma car­ta denun­cian­do os hor­rores do Piauí escrav­ocra­ta e as vio­lên­cias que sofria, doc­u­men­to hoje con­sid­er­a­do uma das primeiras car­tas de Dire­ito.

Unidos Por­to da Pedra

Enre­do: A invenção da Amazô­nia, um delírio do imag­inário de Júlio Verne

Basea­do no livro A Jan­ga­da: 800 léguas pelo Ama­zonas, o car­navale­sco Mau­ro Quin­taes vai pro­mover uma aven­tu­ra deli­rante do escritor francês Júlio Verne — pai da ficção cien­tí­fi­ca e de fan­ta­sia. O escritor, que jamais pisou em solo brasileiro, vai, pelas mãos da Unidos do Por­to da Pedra, faz­er uma fasci­nante viagem pela Amazô­nia.

União da Ilha do Gov­er­nador

Enre­do: O encon­tro das águias no tem­p­lo de Momo

O car­navale­sco Cahê Rodrigues vai prestar uma hom­e­nagem à madrin­ha da esco­la insu­lana, a Portela, que com­ple­ta 100 anos de fun­dação em 2023. Jun­tas, as águias — sím­bo­lo da Portela e da União da Ilha do Gov­er­nador — voarão jun­tas para res­gatar a magia e a ale­gria do car­naval na Sapu­caí.

Império da Tiju­ca

Enre­do: Cores do axé

Os car­navale­scos Júnior Per­nam­bu­cano e Ricar­do Hes­sez desen­volver­am um enre­do sobre o uni­ver­so reli­gioso afro-brasileiro, basea­do nas obras do pin­tor e escul­tor Cary­bé. Para a tradição nagô-iorubá, o axé é a ener­gia vital que está pre­sente no uni­ver­so des­de sua cri­ação. E com maes­tria, entre ritos e cel­e­brações do ter­reiro, fes­tas e aglom­er­ações das ruas, vários momen­tos reple­tos de ener­gia (axé) gan­haram con­torno nas obras do artista.

Inocentes de Belford Roxo

Enre­do: Mul­heres de bar­ro

O car­navale­sco Lucas Mila­to vai con­tar na Sapu­caí a história das pan­eleiras capix­abas, da região de Goiabeiras Vel­ha, região de Vitória, no Espíri­to San­to. Donas de um saber que existe há mais de 400 anos, elas rece­ber­am das mãos das mul­heres indí­ge­nas o poder ances­tral da arte e as téc­ni­cas uti­lizadas na con­fecção de pan­elas de bar­ro vin­das dos povos Tupi-Guarani e foram pas­sadas de ger­ação em ger­ação entre as tri­bos. Defend­en­do a importân­cia dessa arte, o grupo de mul­heres lutou por espaço na sociedade e na cul­tura capix­a­ba. Hoje, o saber das pan­eleiras é recon­heci­do como patrimônio cul­tur­al ima­te­r­i­al.

Como chegar ao Sam­bó­dro­mo

Para aces­sar o Sam­bó­dro­mo é recomen­da­da a uti­liza­ção de trans­porte públi­co cole­ti­vo reg­u­la­men­ta­do:

Metrô: o públi­co des­ti­na­do aos setores pares deve uti­lizar as estações Cidade Nova, Está­cio e Praça Onze. Para os setores ímpares, deve ser uti­liza­da a estação Cen­tral do Brasil.

Trem: para ambos os lados da Sapu­caí, uti­lizar a estação Cen­tral do Brasil.

Ônibus de lin­has reg­u­lares: mais de 50 lin­has pas­sam pela área do even­to, proce­dentes de diver­sas regiões da cidade.

A prefeitu­ra tam­bém recomen­da que seja evi­ta­da a cir­cu­lação de car­ro no cen­tro da cidade e que se busque rotas alter­na­ti­vas, dev­i­do ao grande número de inter­dições na região, com espe­cial atenção nes­ta sex­ta-feira (17) e sába­do (18), dias em que ocor­rerão os deslo­ca­men­tos de car­ros alegóri­cos para os des­files na Sapu­caí. O Poder Públi­co aler­ta para os locais de proibição de esta­ciona­men­to e atenção aos horários de restrições, pois os car­ros esta­ciona­dos em locais irreg­u­lares estarão sujeitos a reboque.

*Estag­iário sob super­visão de Ake­mi Nita­hara

Edição: Graça Adju­to

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Toffoli envia material apreendido no caso Master para análise da PGR

Decisão ocorre após pedido do procurador-geral da República Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d