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TJRJ faz segunda audiência de instrução do caso João Pedro

Repro­dução: © Divulgação/TJRJ

Adolescente foi morto em operação policial em São Gonçalo em 2020


Pub­li­ca­do em 16/11/2022 — 09:26 Por Ake­mi Nita­hara – Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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A segun­da audiên­cia de instrução na 4ª Vara Crim­i­nal de São Gonça­lo do proces­so judi­cial que apu­ra as cir­cun­stân­cias da morte de João Pedro Mat­tos Pin­to será real­iza­da na tarde de hoje (16). O ado­les­cente de 14 anos foi balea­do com um tiro de fuzil durante uma oper­ação das polí­cias Civ­il e Fed­er­al no Com­plexo do Salgueiro, em São Gonça­lo, na região met­ro­pol­i­tana do Rio de Janeiro, no dia 18 de maio de 2020, durante a pan­demia de covid-19.

A primeira audiên­cia ocor­reu no dia 5 de setem­bro, na qual foram ouvi­das oito das 26 teste­munhas de acusação indi­cadas pelo Min­istério Públi­co do Esta­do do Rio de Janeiro (MPRJ). Três poli­ci­ais civis são acu­sa­dos no proces­so, todos lota­dos na Coor­de­nado­ria de Recur­sos Espe­ci­ais (Core). São eles Mau­ro José Gonçalves, Maxwell Gomes Pereira e Fer­nan­do de Brito Meis­ter.

Eles foram indi­ci­a­dos pela Polí­cia Civ­il em jun­ho do ano pas­sa­do e em fevereiro a Justiça aceitou a denún­cia apre­sen­ta­da pelo MPRJ e os tornou réus por homicí­dio dupla­mente qual­i­fi­ca­do.

A impren­sa poderá acom­pan­har a audiên­cia e faz­er imagem, com exceção da imagem dos réus.

Relembre o caso

A casa onde João Pedro brin­ca­va com pri­mos e ami­gos foi inva­di­da por poli­ci­ais, que entraram ati­ran­do, e ficou mar­ca­da com 72 tiros após a oper­ação. Feri­do, João Pedro foi lev­a­do de helicóptero pelos poli­ci­ais e a família só teve notí­cias sobre o paradeiro do cor­po no dia seguinte. Os agentes cumpri­am man­da­dos de prisão e de bus­ca e apreen­são con­tra inte­grantes de uma facção crim­i­nosa.

O pai de João Pedro, Neil­ton da Cos­ta Pin­to, rela­tou na audiên­cia de setem­bro que esta­va no tra­bal­ho, em um quiosque, quan­do soube do tiroteio.

“Cheguei no local e encon­trei cin­co jovens na calça­da. Per­gun­tei onde esta­va o João Pedro e meu sobrin­ho respon­deu que ele tin­ha sido balea­do pela polí­cia. Só fui saber o que tin­ha acon­te­ci­do com meu fil­ho no dia seguinte, quan­do soube que o cor­po dele esta­va no IML [Insti­tu­to Médi­co Legal]”, con­tou.

Edição: Valéria Aguiar

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