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Opas alerta que próxima temporada de gripe pode ser mais intensa

Orgão recomenda monitorar atentamente a evolução do vírus

Ana Cristi­na Cam­pos — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 12/12/2025 — 17:38
Rio de Janeiro
São Paulo (SP), 09/06/2025 - A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo inicia ações de intensificação da vacinação contra a influenza. Posto de vacinação no Terminal Parque Dom Pedro II, no centro da capital paulista. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
Repro­dução: © Paulo Pinto/Agência Brasil

A Orga­ni­za­ção Pan-Amer­i­cana de Saúde (Opas) emi­tiu um aler­ta nes­ta quin­ta-feira (11) para que os país­es da região das Améri­c­as se prepararem para a pos­si­bil­i­dade de a tem­po­ra­da de influen­za em 2026 ser ante­ci­pa­da ou mais inten­sa. O doc­u­men­to foi divul­ga­do um dia depois de a Orga­ni­za­ção Mundi­al de Saúde (OMS) emi­tir um comu­ni­ca­do sobre o sub­cla­do K do Influen­za A (H3N2), rela­ciona­do ao aumen­to de casos no Hem­is­fério Norte, que está no inver­no, época em que há mais cir­cu­lação do vírus.

Para a região das Améri­c­as, a Opas reforça a importân­cia de mon­i­torar aten­ta­mente a evolução do vírus, man­ter uma ele­va­da cober­tu­ra vaci­nal, tratar os casos em tem­po opor­tuno e asse­gu­rar a preparação para uma pos­sív­el ativi­dade pre­coce ou mais inten­sa durante a tem­po­ra­da 2026.

“É fun­da­men­tal que a pop­u­lação, espe­cial­mente os idosos e as pes­soas com fatores de risco, rece­bam a vaci­na con­tra a influen­za, a fim de se pro­te­gerem indi­vid­ual­mente e reduzir a pressão sobre os serviços de saúde, em par­tic­u­lar os de hos­pi­tal­iza­ção”, aler­ta a orga­ni­za­ção.

A Opas desta­cou que, com o iní­cio da tem­po­ra­da de maior cir­cu­lação da influen­za e de out­ros vírus res­pi­ratórios, os Esta­dos-Mem­bros devem ajus­tar os planos de preparação e orga­ni­za­ção dos serviços para uma even­tu­al sobre­car­ga no sis­tema de saúde.

A orga­ni­za­ção recomen­da reforçar a vig­ilân­cia da influen­za, do vírus sin­ci­cial res­pi­ratório (VSR) e do SARS-CoV­‑2, ado­tar as medi­das necessárias de pre­venção e con­t­role con­tra infecções por vírus res­pi­ratórios, imple­men­tar medi­das que garan­tam o diag­nós­ti­co pre­coce e o mane­jo clíni­co ade­qua­do, espe­cial­mente entre a pop­u­lação de alto risco de apre­sen­tar doença grave.

A Opas tam­bém ori­en­ta os país­es a garan­tir a vaci­nação con­tra vírus res­pi­ratórios, asse­gu­ran­do uma ele­va­da cober­tu­ra vaci­nal em gru­pos de alto risco, realizar a pre­visão e orga­ni­za­ção ade­quadas dos serviços de saúde, para garan­tir o cumpri­men­to rig­oroso das medi­das de con­t­role e pre­venção de infecções, o fornec­i­men­to ade­qua­do de antivi­rais e equipa­men­tos de pro­teção indi­vid­ual, bem como uma comu­ni­cação ade­qua­da dos riscos à pop­u­lação e aos profis­sion­ais de saúde.

Vacinação

O vice-pres­i­dente da Sociedade Brasileira de Imu­niza­ções, Rena­to Kfouri, expli­ca que vírus com menos cir­cu­lação no país ten­dem a pro­duzir tem­po­radas mais agres­si­vas, já que a pop­u­lação brasileira tem menos imu­nidade ger­a­da pelo con­ta­to com o patógeno em anos ante­ri­ores. Mas a alta cober­tu­ra vaci­nal pode faz­er a difer­ença.

“O que a gente recomen­da sem­pre é que os gru­pos mais vul­neráveis este­jam vaci­na­dos. Cri­anças, idosos, ges­tantes, imuno­com­pro­meti­dos, por­ta­dores de doenças crôni­cas, ess­es pre­cisam ser vaci­na­dos porque rep­re­sen­tam 3/4 dos óbitos de influen­za no nos­so país”, enfa­ti­za.

Kfouri lem­bra que os país­es do Hem­is­fério Norte já estão viven­do a tem­po­ra­da de influen­za, o que deve ante­ci­par como será a tem­po­ra­da no Hem­is­fério Sul, no ano que vem.

“Começou mais cedo lá e em alguns país­es está chaman­do a atenção, mas o final da tem­po­ra­da é que vai nos rev­e­lar”, disse.

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