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Bicentenário da Independência: como o grito do Ipiranga foi retratado

Repro­dução: © Agên­cia Brasil

Pintura foi feita 66 anos após o momento emblemático


Pub­li­ca­do em 31/08/2022 — 09:51 Por Car­los Moli­nari — Repórter da TV Brasil — Brasília

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Inde­pendên­cia ou Morte, tam­bém con­heci­do como O Gri­to do Ipi­ran­ga, é o quadro que retra­ta o momen­to úni­co da rup­tura entre Brasil e Por­tu­gal. Mas a pin­tu­ra de Pedro Améri­co foi fei­ta anos depois da Inde­pendên­cia e com mui­ta dose de imag­i­nação para recri­ar a história brasileira.

O paraibano Pedro Améri­co já era um pin­tor con­sagra­do aos 45 anos. Tin­ha estu­da­do arte na França e vivia na Itália, quan­do foi escol­hi­do pelo gov­er­no brasileiro para pin­tar o quadro do momen­to históri­co do Gri­to do Ipi­ran­ga. A obra de grandes pro­porções tem 4 met­ros de altura por 7 met­ros de largu­ra e está no Museu Paulista.

No entan­to, a pin­tu­ra foi fei­ta em 1888, 66 anos depois da Inde­pendên­cia do Brasil, quan­do ninguém mais esta­va vivo para con­tar como real­mente tin­ha sido o cenário às mar­gens do rio Ipi­ran­ga.

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Pedro Améri­co quis faz­er do momen­to históri­co de 1822 uma cena glo­riosa e solene para Dom Pedro I. E, clara­mente, bus­cou inspi­ração no quadro do pin­tor francês Jean Louis Ernest Meis­sonier, que retrata­va Napoleão Bona­parte na Batal­ha de Fried­land de 1807. A obra france­sa foi pin­ta­da em 1875; a do brasileiro, foi apre­sen­ta­da na Acad­e­mia Real de Belas Artes de Flo­rença, na Itália, 13 anos depois.

Há várias licenças poéti­cas na obra, inclu­sive o fato de sub­sti­tuir as mulas por cav­a­l­os de raça. Os guardas não estavam usan­do uma far­da tão pom­posa. Os Dragões da Inde­pendên­cia só ado­taram o uni­forme da pin­tu­ra mais de 100 anos depois.

Mes­mo assim, o retra­to ofi­cial da nos­sa Inde­pendên­cia pas­sou a ser este, como se tivesse sido cap­tura­do no momen­to exa­to, às mar­gens do Ipi­ran­ga, em 7 de setem­bro de 1822. E pelo tra­bal­ho, Pedro Améri­co gan­hou 30 con­tos de réis do Império brasileiro. Sinal de que sua ide­al­iza­ção agradou em cheio o Imper­ador Dom Pedro II.

Edição: Alessan­dra Esteves

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