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Bicentenário da Independência: José Bonifácio

Repro­dução: © Agên­cia Brasil

Político aconselhou que D. Pedro permanecesse no Brasil


Pub­li­ca­do em 02/09/2022 — 09:52 Por Isabela Azeve­do — Repórter da Rádio Nacional — Brasília

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José Bonifá­cio nasceu em San­tos em 1763 e for­mou-se em dire­ito e filosofia nat­ur­al na Uni­ver­si­dade de Coim­bra, em Por­tu­gal. Em 1790, ele assum­iu uma mis­são em min­er­alo­gia patroci­na­da pelo gov­er­no por­tuguês, em que pre­cisa­va via­jar por vários país­es europeus.

Dez anos depois, quan­do retornou a Por­tu­gal, ele esper­a­va recon­hec­i­men­to e altos car­gos. Mas nada feito! Bonifá­cio só con­seguiria destaque mes­mo no Brasil. Em 1819 e já com 56 anos de idade, José Bonifá­cio voltou para São Paulo, onde começou a gan­har influên­cia e poder.

No ano seguinte, eclodiu uma rev­olução no Por­to, lá em Por­tu­gal. O gov­er­no abso­lutista por­tuguês ruiu e as cortes gerais pas­saram a man­dar no reino.

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Dom João VI, que esta­va des­de 1808 no Brasil, foi obri­ga­do pelas cortes a voltar para Lis­boa. Ao par­tir do Rio de Janeiro, deixou o fil­ho Dom Pedro como príncipe regente.

Mas as cortes não se der­am por sat­is­feitas: ten­taram lim­i­tar o poder de Dom Pedro e exi­gi­ram o retorno do herdeiro do trono para Lis­boa.

José Bonifá­cio, que a essa altura já havia vira­do um políti­co poderoso em São Paulo, chegan­do ao car­go de pres­i­dente da Jun­ta Gov­er­na­ti­va da Provín­cia, foi uma das pes­soas que acon­sel­hou Dom Pedro a ficar no Brasil e a declarar a sep­a­ração de Por­tu­gal, em 1822.

Ape­sar de ter con­segui­do emplacar o títu­lo pom­poso de “o Patri­ar­ca da Inde­pendên­cia”, o rompi­men­to com Por­tu­gal foi uma con­quista de vários con­sel­heiros, não um feito indi­vid­ual de Bonifá­cio.

Mais tarde, um grande revés. Diante de uma con­jun­tu­ra políti­co con­tur­ba­da, Dom Pedro virou às costas para seu grande ali­a­do, que par­tiu, então para o exílio na França.

Mas o mun­do deu mais algu­mas voltas e ele foi chama­do a regres­sar ao Brasil para assumir uma das mis­sões mais impor­tantes para o império brasileiro: ser o tutor do fil­ho de Dom Pedro, o futuro Dom Pedro II.

Edição: Alessan­dra Esteves

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