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Buscas por fragmentos de corpos continuarão em Capitólio

Repro­dução: © Divulgação/CBMMG

Reunião discutirá segurança do turismo no Lago de Furnas


Pub­li­ca­do em 09/01/2022 — 17:28 Por Well­ton Máx­i­mo – Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

As bus­cas no Lago de Fur­nas, em Capitólio (MG), con­tin­uarão pelos próx­i­mos dias, anun­cia­ram hoje (9) a Defe­sa Civ­il e a Polí­cia Civ­il de Minas Gerais. Segun­do os órgãos, os tra­bal­hos prosseguirão porque, emb­o­ra todos os dez mor­tos ten­ham sido res­gata­dos, algu­mas víti­mas tiver­am somente pedaços de cor­pos encon­tra­dos. 

Além dis­so, a polí­cia aguar­da even­tu­ais comu­ni­cações de novos desa­parec­i­men­tos, no caso de even­tu­ais tur­is­tas que estavam soz­in­hos. “Pode ser que uma pes­soa ou um casal estivesse cam­in­han­do e ten­ha caí­do uma pedra. Até o momen­to, nen­hum dos órgãos rece­beu infor­mação de out­ros desa­pare­ci­dos. Nós esta­mos ini­cian­do e não temos pres­sa de ter­mi­nar os tra­bal­hos”, disse o del­e­ga­do Mar­cos Pimen­ta, da Polí­cia Civ­il mineira.

Segun­do Pimen­ta, até ago­ra foram iden­ti­fi­ca­dos ape­nas dois cor­pos, um for­mal­mente, com base nas impressões dig­i­tais, e out­ro com base em recon­hec­i­men­to precário de par­entes, que ain­da requer com­para­ção com mate­r­i­al genéti­co. O impacto da rocha, infor­mou o del­e­ga­do, está difi­cul­tan­do os tra­bal­hos de recon­hec­i­men­to.

Responsabilidades

O sar­gen­to da Defe­sa Civ­il de Minas Gerais Wan­der Sil­va infor­mou que a apu­ração sobre a fal­ta de fis­cal­iza­ção e de medi­das de segu­rança, que pode­ri­am ter pre­venido a tragé­dia, será dis­cu­ti­da na inves­ti­gação do inquéri­to aber­to pela Mar­in­ha.

“Este não é o momen­to [de dis­cu­tir isso]. Esta­mos con­cen­tra­dos nas bus­cas, e essas respon­s­abil­i­dades, no decor­rer do inquéri­to, serão apu­radas. Isso será ver­i­fi­ca­do pos­te­ri­or­mente”, argu­men­tou. Cer­ca de duas horas antes da tragé­dia, a Defe­sa Civ­il mineira emi­tiu um aler­ta de cabeça d´água (forte enx­ur­ra­da em rios provo­ca­da por chu­vas) para a região de Capitólio, mas os pas­seios turís­ti­cos con­tin­uaram nor­mal­mente.

Reunião

Os prefeitos de São José da Bar­ra, Paulo Ser­gio de Oliveira, e de Capitólio, Cris­tiano Sil­va, anun­cia­ram que medi­das para reforçar a segu­rança do tur­is­mo no Lago de Fur­nas serão dis­cu­ti­das aman­hã (10). O encon­tro reunirá prefeitos da região e rep­re­sen­tantes da Defe­sa Civ­il de Minas Gerais, da Polí­cia Mil­i­tar e da Mar­in­ha.

Segun­do o prefeito de Capitólio, uma lei munic­i­pal de 2019 dis­ci­plina o tur­is­mo no cânion, proibindo ban­hos na área de cir­cu­lação das lan­chas e lim­i­tan­do a 40 o número de embar­cações que podem per­manecer por até 30 min­u­tos na área do cânion. Além dis­so, nor­mas da Mar­in­ha esta­b­ele­cem o orde­na­men­to da orla do lago.

Ele admi­tiu, no entan­to, que, até ago­ra, não exis­tia uma nor­ma sobre a dis­tân­cia mín­i­ma entre as lan­chas e os paredões rochosos. Segun­do ele, um perímetro mín­i­mo de segu­rança só poderá ser definido após estu­do téc­ni­co. O prefeito ressaltou que o desprendi­men­to de um blo­co tão grande é inédi­to na região.

“Meu pai vive aqui há 76 anos e nun­ca viu um desliga­men­to de rocha dess­es. Acred­i­to que, daqui para a frente, a gente pre­cisa faz­er uma análise [geológ­i­ca]. Aque­las falésias estão ali há mil­hares de anos. Essa for­mação rochosa de quartz­i­to tem essas fendas e fis­sur­as. Já foram feitos vários estu­dos geológi­cos. Se tin­ha algum risco, tin­ha de ser emi­ti­do por um órgão supe­ri­or”, expli­cou.

O prefeito disse ain­da que uma foto de 2012, divul­ga­da ontem nas redes soci­ais, com paredão com fis­sura larga, não se ref­ere à rocha que desabou, mas a um que con­tin­ua intac­to no tre­cho cen­tral do cânion. De acor­do com ele, a fis­sura no blo­co que desmoro­nou era menor que a da pedra mostra­da na foto.

Visita cancelada

O gov­er­nador de Minas Gerais, Romeu Zema, que vis­i­taria o municí­pio de Capitólio neste domin­go, can­celou a ida à região. Segun­do o gov­er­no estad­ual, o mau tem­po impos­si­bil­i­tou a viagem.

“Por causa das fortes chu­vas que atingem o esta­do, as quais invi­a­bi­lizam as autor­iza­ções e condições para voo, o gov­er­nador não irá a Capitólio neste domin­go. Nova data para a viagem será anun­ci­a­da em breve”, infor­mou a Sec­re­taria de Gov­er­no do esta­do.

Edição: Graça Adju­to

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