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EBC exibe terça-feira cena recriada da primeira radionovela brasileira

O Museu do Rádio grava cenas da primeira radionovela do Brasil. "Em busca da felicidade", que está completando 80 anos.
Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Cena gravada faz parte do capítulo 20 de Em Busca da Felicidade


Pub­li­ca­do em 12/06/2021 — 13:00 Por Viní­cius Lis­boa — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

Uma cena de Em Bus­ca da Feli­ci­dade, a primeira radionov­ela brasileira, foi recri­a­da nes­ta sem­ana no Museu da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, em uma parce­ria entre a Rádio Nacional do Rio e a TV Brasil. A gravação, de cer­ca de 1 min­u­to, vai ao ar a par­tir de terça-feira (15) nas rádios da EBC, em suas redes soci­ais e na TV Brasil, para comem­o­rar 80 anos da obra pio­neira na dra­matur­gia brasileira.

A cena con­ta com parte do tex­to orig­i­nal que foi ao ar nos anos 1940, e a atriz Aman­da Tamarozzi inter­pre­ta Alice, uma jovem cri­a­da por um casal rico, que se desco­bre fil­ha da empre­ga­da da família. Ela con­tra­ce­na com Gabriel Bar­reto, que inter­pre­ta Car­los, fil­ho do patrão e par român­ti­co de Alice na tra­ma. Na ver­são orig­i­nal da nov­ela, os papéis foram de Isis de Oliveira e Luís Tito.

A atriz escal­a­da para dar nova vida ao tex­to con­ta que ficou emo­ciona­da por atu­ar em um estú­dio que fez parte da história da radionov­ela e disse que a exper­iên­cia teve desafios bem especí­fi­cos. “Tem que ter muito jogo de olhar. Por mais que seja só a voz apare­cen­do, se você não está de olho no seu cole­ga, você aca­ba per­den­do o tem­po. E o tem­po é pre­cioso.”

Sob direção de Walde­cir de Oliveira e Bruno Bar­ros, a cena tam­bém con­ta com o sono­plas­ta Bruno de Souza e o nar­rador Octavio Var­gas. O tra­bal­ho res­ga­ta recur­sos car­ac­terís­ti­cos da radionov­ela, como a intro­dução e o encer­ra­men­to com nar­ração e os efeitos sonoros que aju­dam o ouvinte a imag­i­nar o movi­men­to dos per­son­agens e o ambi­ente em que se pas­sa a nov­ela.

Walde­cir de Oliveira e Bruno Bar­ros expli­cam que a cena bus­ca explo­rar essas car­ac­terís­ti­cas da radionov­ela ao mes­mo tem­po em que exige que os atores con­tracenem diante de câmeras, com fig­uri­no e tex­to dec­o­ra­do. “É uma cena român­ti­ca, mas que tem a pre­sença desse sono­plas­ta e tem um lado cômi­co em que ele ten­ta faz­er, a todo tem­po, todos os sons pos­síveis e impos­síveis para ornar a cena”, diz Walde­cir de Oliveira.

Para Bruno Bar­ros, o grande desafio é trans­mi­tir ao públi­co a emoção de reviv­er um pedaço da história cul­tur­al do país. “Isso é o embrião da nov­ela, que é muito forte no país. E tudo começou com a radionov­ela e nesse estú­dio.”

A cena grava­da faz parte do capí­tu­lo 20 do primeiro ano de trans­mis­são de Em Bus­ca da Feli­ci­dade, já que seu suces­so fez com que a nar­ra­ti­va se esten­desse entre 1941 e 1943. Os reg­istros sonoros da ver­são orig­i­nal, grava­dos em acetatos à base de vidro, não resi­s­ti­ram ao tem­po, mas parte do roteiro con­tin­ua preser­va­da no Acer­vo da EBC e rece­beu o cer­ti­fi­ca­do do Pro­gra­ma Memória do Mun­do da Orga­ni­za­ção das Nações Unidas para a Edu­cação, a Ciên­cia e a Cul­tura (Unesco).

Os equipa­men­tos usa­dos para a gravação tam­bém fazem parte da história da dra­matur­gia no Brasil. O Estú­dio de Rádio-Teatro Vic­tor Cos­ta fica­va no Edifí­cio A Noite, onde a Rádio Nacional fun­cio­nou no perío­do de grande suces­so de suas radionov­e­las. Ger­ente de Rádio da EBC, Thi­a­go Regot­to con­ta que a cena foi a primeira a ser grava­da des­de que o estú­dio foi remon­ta­do no museu, que fica na sede da EBC no Rio de Janeiro. “A gente trouxe para cá e remon­tou exata­mente como ele era. A equipe de cenografia da EBC tra­bal­hou e restau­rou todos os itens. A gente mon­tou como museu, mas ago­ra está servin­do para ger­ar con­teú­do”, con­ta Regot­to.

A recri­ação comem­o­ra a importân­cia da radionov­ela para a história cul­tur­al brasileira, já que as nov­e­las con­quis­taram o gos­to pop­u­lar, pau­taram questões soci­ais e tiver­am papel de destaque tan­to no rádio quan­to na TV. “A gente quer mostrar e val­orizar que a EBC tem a memória do Brasil. São 80 anos de um even­to tão impor­tante que começou aqui, den­tro de uma empre­sa públi­ca.”

*Colaborou Fabi­ana Sam­paio, repórter do Radio­jor­nal­is­mo da EBC

Edição: Nádia Fran­co

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