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Filme O Agente Secreto chega aos cinemas em todo o país

Produção representa o Brasil na corrida pelo Oscar 2026

Anna Kari­na de Car­val­ho — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 06/11/2025 — 07:48
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro (RJ), 06/11/2025 – O cinema brasileiro volta a ocupar seu espaço nas telas com O Agente Secreto, novo longa do pernambucano Kleber Mendonça Filho, que chega nesta quinta-feira (6) a mais de 700 cinemas, em 370 cidades brasileiras, em uma estreia simultânea com Alemanha e Portugal. Foto: Victor Jucá/Divulgação
Repro­dução: © Vic­tor Jucá/Divulgação

O cin­e­ma brasileiro vol­ta a ocu­par seu espaço nas telas com o filme O Agente Secre­to, novo lon­ga do per­nam­bu­cano  Kle­ber Men­donça Fil­ho, que chega nes­ta quin­ta-feira (6) a mais de 700 cin­e­mas, em 370 cidades brasileiras, em uma estreia simultânea com a Ale­man­ha e Por­tu­gal.

O filme, que já per­cor­reu mais de 50 fes­ti­vais inter­na­cionais, con­qui­s­tan­do 20 prêmios: incluin­do Mel­hor Direção e Mel­hor Ator (Wag­n­er Moura) no Fes­ti­val de Cannes, é o rep­re­sen­tante do Brasil na cor­ri­da pelo Oscar 2026 na cat­e­go­ria Mel­hor Filme Inter­na­cional.

O lon­ga nos trans­porta para 1977, “um ano de mui­ta bir­ra”, como define a primeira frase do filme, uma provo­cação que abre cam­in­ho para um mer­gul­ho na alma de um país sob ten­são em perío­do de ditadu­ra.

A direção de arte e a tril­ha sono­ra con­stroem um retra­to sen­so­r­i­al da déca­da: o ruí­do do orel­hão, o ron­co do fus­ca, a poeira quente das ruas. A músi­ca, como em todos os filmes de Men­donça, é per­son­agem à parte.

Em entre­vista exclu­si­va à Agên­cia Brasil, Kléber Men­donça Fil­ho, fala sobre a escol­ha da tril­ha:

“‘Paêbirú’, de Zé Ramal­ho e Lula Côrtes, é uma obra-pri­ma da psi­codelia brasileira. Eu já escrevi o roteiro com duas músi­cas desse dis­co – ‘Harpa dos Áries’ e ‘Tril­ha de Sumé’. Elas são muito impac­tantes, quase como se o próprio vinil res­pi­rasse den­tro do filme.” Men­donça con­fes­sa que hoje vive algo que sem­pre son­hou: poder “dis­cote­car” seu filme, sem as lim­i­tações orça­men­tárias de antes. “É um praz­er muito grande poder usar as músi­cas que amo, com orça­men­to para isso.”

O dire­tor con­fir­mou que lançará um vinil dup­lo com a tril­ha sono­ra e um livro com o roteiro com­ple­to, pela edi­to­ra Record, sob o selo Ama­cor.

Men­donça recon­hece a respon­s­abil­i­dade de rep­re­sen­tar o país num momen­to de grande vis­i­bil­i­dade. “

É um perío­do muito inten­so de via­gens e tra­bal­ho.  No meio de tudo isso ten­ho rece­bido o recon­hec­i­men­to de dire­tores que me inspi­raram a faz­er cin­e­ma, como Spike Lee. Mas o que acho mais impor­tante é poder exibir ”O agente Secre­to” para todo o Brasil e além dis­so,  para todo o mun­do ”.

No elen­co, Wag­n­er Moura bril­ha como Marce­lo, um pro­fes­sor de tec­nolo­gia que ten­ta recomeçar a vida no Recife, fug­in­do de um pas­sa­do vio­len­to. O ator, que já venceu Cannes pelo papel, é um dos cota­dos ao Oscar de Mel­hor Ator 2026.

“Quan­do li o roteiro, sen­ti uma conexão ime­di­a­ta com o tex­to que eu mes­mo vin­ha escreven­do para o teatro. O Agente Secre­to fala de moral, ver­dade, poder e medo — tudo o que tam­bém me move na cena”, disse Moura em entre­vista na Mostra de Cin­e­ma de São Paulo. O dire­tor está em car­taz com o espetácu­lo teatral ‘’Um jul­ga­men­to: Depois do Inimi­go do povo’’ , peça inspi­ra­da na obra de Ibsen, cri­a­da por Wag­n­er Moura  e Chris­tiane Jatahy.

Sua par­ceira de cena, Tânia Maria, comove como Dona Sebas­tiana, a pro­pri­etária dos aparta­men­tos que acol­hem refu­gia­dos no Recife. O papel, de uma gen­erosi­dade pro­fun­da, human­iza o filme e colo­ca a atriz, cita­da em matérias de pub­li­cações amer­i­canas como a revista ‘’Vari­ety’’ e ‘’The Hol­ly­wood Reporter’’ que a incluíram em lis­tas de pos­síveis indi­cadas ao Oscar de Mel­hor Atriz Coad­ju­vante de 2026 .

Alice Car­val­ho, que tam­bém inte­gra o elen­co, desta­cou à Agên­cia Brasil a importân­cia da diver­si­dade no cin­e­ma nacional.

“O públi­co brasileiro desvela out­ros sen­ti­dos do filme. A gente sente o impacto de ver os nos­sos sotaques, ros­tos e histórias nas telas. Isso é o Brasil que existe e que quer se ver rep­re­sen­ta­do.”

O Agente Secre­to, que já faz parte de um dos maiores lança­men­tos nacionais,  terá exibição garan­ti­da em mais de 90 país­es, incluin­do Chi­na, Méx­i­co, Índia e Cor­eia do Sul.

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