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Ministério da Saúde premia boas práticas no combate à covid-19

O Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, durante o lançamento do Plano Nacional de Fortalecimento das Residências em Saúde.
Repro­dução: © Marce­lo Camargo/Agência Brasil

A iniciativa reuniu 1.471 experiências em todo o país


Pub­li­ca­do em 16/07/2021 — 13:17 Por Luciano Nasci­men­to — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

O Min­istério da Saúde real­i­zou hoje (16) uma cer­imô­nia para pre­mi­ar exper­iên­cias de boas práti­cas no com­bate à covid-19 na atenção primária à saúde no âmbito do Sis­tema Úni­co de Saúde (SUS). Bati­za­da de APS Forte no SUS – no com­bate à Covid-19, a ini­cia­ti­va reuniu 1.471 exper­iên­cias em todo o país, sendo que duas rece­ber­am menção hon­rosa e 19 foram con­sid­er­adas de excelên­cia.

A ini­cia­ti­va, pro­movi­da pela Orga­ni­za­ção Pan-Amer­i­cana da Saúde (Opas) no Brasil e pelo Min­istério da Saúde, quer dar vis­i­bil­i­dade às boas práti­cas desen­volvi­das pelos profis­sion­ais que atu­am no SUS. Foram pre­mi­adas ações como o telea­t­endi­men­to; ras­trea­men­to de pacientes con­t­a­m­i­na­dos pelo novo coro­n­avírus (covid-19); uso de rádios comu­nitárias para com­bat­er notí­cias fal­sas sobre a pan­demia; cri­ação de con­sultórios móveis para atendi­men­to à gru­pos vul­neráveis, a exem­p­lo de idosos, pop­u­lação de rua e gru­pos LGBTQIA+, entre out­ras ini­cia­ti­vas.

Iniciativas

Na cidade per­nam­bu­cana de Jaboatão dos Guarara­pes, o What­sApp foi a fer­ra­men­ta uti­liza­da para man­ter o diál­o­go e realizar o acom­pan­hamen­to de um grupo de trav­es­tis e tran­sex­u­ais pelos profis­sion­ais de saúde. A ini­cia­ti­va garan­tiu o aces­so à testagem, a equipa­men­tos de pro­teção indi­vid­ual como más­cara e álcool em gel, à ren­o­vação de receitas, à con­tinuidade dos trata­men­tos de saúde e, sobre­tu­do, a infor­mações sobre a doença e ori­en­tações de out­ros pro­gra­mas soci­ais, como o auxílio finan­ceiro emer­gen­cial.

Em Maceió, foi mon­ta­da uma estraté­gia que envolveu o uso de con­sultórios móveis para aten­der à pop­u­lação que vive nas ruas. A estraté­gia envolveu des­de o uso de gar­rafas pet com água para lavar as mãos dos usuários, até a bus­ca de doações de mate­r­i­al de higiene para as pes­soas em condições de vul­ner­a­bil­i­dade social. As equipes pas­saram a aten­der nos abri­gos tem­porários cri­a­dos para acol­her os moradores de rua.

No Acre, um pro­je­to de mon­i­tora­men­to e acom­pan­hamen­to de idosos e pes­soas por­ta­do­ras de doenças crôni­cas foi imple­men­ta­do em 11 municí­pios (Acrelân­dia, Bujari, Brasileia, Capix­a­ba, Fei­jó, Manoel Urbano, Por­to Acre, Plá­ci­do de Cas­tro, San­ta Rosa do Purus, Sena Madureira e Tarauacá). O obje­ti­vo foi reduzir a incidên­cia de trans­mis­são, inter­nações e óbitos pela covid-19.

As sec­re­tarias munic­i­pais de Saúde par­tic­i­pantes uti­lizaram um for­mulário Google como sis­tema de infor­mação online para reg­istro de dados necessários para a real­iza­ção de iden­ti­fi­cação de sin­tomas e mon­i­tora­men­to dos usuários per­ten­centes aos gru­pos pri­or­itários iden­ti­fi­ca­dos pelas equipes de Saúde da Família.

Como resul­ta­do, em média, três mil pacientes foram mon­i­tora­dos. Para não sobre­car­regar a equipe respon­sáv­el pelo mon­i­tora­men­to pres­en­cial e tele­fôni­co, foram desta­ca­dos out­ros servi­dores para inserção dos dados no sis­tema de infor­mação.

Em Cax­i­as, no Maran­hão, o What­sApp tam­bém foi usa­do para aux­il­iar na pre­venção e com­bate à covid-19. O municí­pio criou uma platafor­ma bati­za­da de Tele­con­sul­ta Covid-19, uti­liza­da para faz­er tele­triagem e telea­t­endi­men­to da pop­u­lação. O obje­ti­vo foi prestar um atendi­men­to ini­cial seguro para avaliar casos sus­peitos, mon­i­torar sin­toma­tolo­gia de sín­dromes gri­pais, ori­en­tar o diag­nós­ti­co e o trata­men­to do paciente, min­i­mizan­do o risco de trans­mis­são da doença com idas desnecessárias nas unidades de saúde. Além da pop­u­lação local, a ini­cia­ti­va aten­deu pacientes de out­ros esta­dos, como o Ceará, Paraí­ba, Piauí e Pará.

Em alguns casos, as ino­vações pas­saram pela reor­ga­ni­za­ção da gestão de Unidades Bási­cas de Saúde (UBS) para aten­der ao fluxo de pacientes com covid-19, como o real­iza­do na cidade de Ara­pira­ca, em Alagoas. O municí­pio real­i­zou um pro­je­to pilo­to com a read­e­quação do proces­so de tra­bal­ho da equipe mul­ti­profis­sion­al e tam­bém foi pro­movi­da uma reestru­tu­ração das medi­das de segu­rança ao usuário e ao profis­sion­al de saúde.

Os profis­sion­ais tam­bém rece­ber­am treina­men­to em oxigenoter­apia, acol­hi­men­to e real­iza­ção de testes rápi­dos. Foi implan­ta­do um fast-track com ali­men­tação dig­i­tal para a triagem dos pacientes o que per­mi­tiu o acom­pan­hamen­to da dinâmi­ca dos atendi­men­tos que ocor­ri­am nas UBS por meio  de pub­li­cação de boletins.

Resposta do SUS

De acor­do com o min­istro da Saúde, Marce­lo Queiroga, os resul­ta­dos mostram a respos­ta do SUS aos desafios impos­tos pela pan­demia à manutenção e con­tinuidade dos serviços de atenção primária à saúde.

“A pan­demia da covid-19 mostrou a força dos SUS e dos profis­sion­ais que atu­am na saúde do Brasil, dis­so todos nós sabe­mos. Mas o que pre­cisamos ter sem­pre em mente são os momen­tos espe­ci­ais em que ess­es profis­sion­ais bril­haram e foram muito além das expec­ta­ti­vas para garan­tir um atendi­men­to dig­no, seguro e de qual­i­dade na atenção primária”, afir­mou.

Para a rep­re­sen­tante da Opas no Brasil, Socor­ro Gross, além do recon­hec­i­men­to, as exper­iên­cias podem servir de inspi­ração para out­ros municí­pios que podem ado­tar as práti­cas para o atendi­men­to da pop­u­lação.

“Essas exper­iên­cias com­põem um mosaico de boas práti­cas de atenção primária à saúde da pop­u­lação brasileira. Elas con­tribuíram para pre­venir, pro­te­ger e cuidar das pes­soas nestes tem­pos tão difí­ceis e podem servir de refer­ên­cias para out­ros municí­pios. É um lab­o­ratório de ino­vação”, disse.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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