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OSB apresenta 1º concerto gravado no palco desde o início da pandemia

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Repro­dução: © Arquivo/Marcello Casal/Agência Brasil

Concerto foi gravado em teatro, ainda sem presença de público


Pub­li­ca­do em 26/05/2021 — 07:30 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

A Orques­tra Sin­fôni­ca Brasileira (OSB) apre­sen­ta ao públi­co a par­tir de hoje (26), às 20h, seu primeiro con­cer­to no pal­co da Sala Cecília Meire­les, des­de o iso­la­men­to social impos­to pela pan­demia de covid-19. A apre­sen­tação foi grava­da no últi­mo dia 20, ain­da sem a pre­sença de públi­co, e será exibi­da nas redes soci­ais da orques­tra.

“A gente está voltan­do aos pal­cos, porque a orques­tra, des­de o iní­cio da pan­demia, esta­va pro­duzin­do seus con­teú­dos artís­ti­cos 100% remo­ta­mente, com os músi­cos em iso­la­men­to social, de suas casas. Mas, ago­ra, com esse primeiro con­cer­to, a gente voltou a reunir os músi­cos no pal­co”, disse à Agên­cia Brasil o dire­tor exec­u­ti­vo da Fun­dação OSB, Gregório Tavares.

Ele con­tou que o encon­tro dos artis­tas, depois de tan­to tem­po iso­la­dos, foi emo­cio­nante. “A gente ficou à flor da pele. O primeiro ensaio desse pro­gra­ma foi real­mente um fluxo de emoções muito grande, os cole­gas se encon­tran­do, ten­do a opor­tu­nidade de faz­er músi­ca jun­tos, mes­mo que a gente ain­da este­ja sem a pre­sença do públi­co, porque sabe­mos que há uma tro­ca muito grande. Mas o fato de os músi­cos estarem reunidos na sala de ensaio, de a gente poder sen­tir o pal­co, poder ouvir o som do out­ro, essa tro­ca faz mui­ta difer­ença para os músi­cos da orques­tra”, afir­mou Tavares.

Retomada

Como a OSB fará uma retoma­da grad­ual nos primeiros pro­gra­mas que serão feitos nos meses de maio e jun­ho deste ano, a opção foi pela for­mação de câmara reduzi­da, com a pre­sença de até cin­co músi­cos. Gregório Tavares infor­mou que a par­tir de jun­ho, a ideia é dar um salto para um número maior de músi­cos no pal­co. “Mas, ness­es primeiros pro­gra­mas, são quin­te­tos. Cin­co músi­cos reunidos no pal­co”. Grada­ti­va­mente, o taman­ho da orques­tra será ampli­a­do. “Porque a gente sabe que a pan­demia ain­da está aí, está bas­tante ati­va, e as coisas pre­cisam ser feitas com muito cuida­do, para preser­var os músi­cos, a equipe”.

No total, a OSB tem 65 músi­cos. Até o final do ano, a expec­ta­ti­va é que sejam feitas entre 35 e 40 apre­sen­tações. O dire­tor infor­mou que a pre­visão ini­cial, para con­seguir rece­ber o públi­co pres­en­cial­mente, é a par­tir de agos­to ou setem­bro. Tudo, porém, vai depen­der de definições das autori­dades públi­cas, lem­brou. “Não existe uma certeza, mas existe um plane­ja­men­to para que, em agos­to ou setem­bro, a gente volte a rece­ber o públi­co, mes­mo que reduzi­do”.

Programa

Nesse primeiro con­cer­to hoje, os músi­cos apre­sen­tarão obras de Luiz Alvarez Pin­to e Wolf­gang Amadeus Mozart, abrindo a Série Clás­si­ca Brasileira. O grupo, for­ma­do por Clo­vis Pereira Fil­ho (vio­li­no), Daniel Pas­suni (vio­li­no), Samuel Pas­sos (vio­la), André Rodrigues (vio­la) e Emil­ia Val­o­va (vio­lon­ce­lo) inter­pre­ta o Quin­te­to para Cor­das nº4 K.516, que Mozart escreveu em 1787.

Como todos os quin­te­tos de cor­das do com­pos­i­tor aus­tría­co, é uma obra escri­ta para o que é con­heci­do como “quin­te­to com vio­la”, uma vez que a instru­men­tação con­siste num quar­te­to de cor­das mais uma vio­la adi­cional. Ou seja, dois vio­li­nos, duas vio­las e um vio­lon­ce­lo. Essa é con­sid­er­a­da uma das maiores obras de Mozart e, tam­bém, uma das mais tristes, pois tem caráter som­brio e melancóli­co, típi­co das com­posições mozar­cianas em Sol Menor, infor­mou a Fun­dação OSB.

Em segui­da, será apre­sen­ta­da a obra Te Deum Lau­damus (6 Peças Bar­ro­cas), do com­pos­i­tor brasileiro do sécu­lo 18, o per­nam­bu­cano Luiz Alvarez Pin­to. Ela será inter­pre­ta­da pelo quin­te­to for­ma­do por Clo­vis Pereira Fil­ho (vio­li­no), Daniel Pas­suni (vio­li­no), Samuel Pas­sos (vio­la), Emil­ia Val­o­va (vio­lon­ce­lo) e Rodri­go Fávaro (con­tra­baixo). A primeira exe­cução mod­er­na dessa obra ocor­reu em 1968, no IV Fes­ti­val de Músi­ca de Curiti­ba, sob a direção do Pe. Jaime Diniz.

OSB

A Orques­tra Sin­fôni­ca Brasileira foi fun­da­da em 1940 e é con­sid­er­a­da um dos con­jun­tos sin­fôni­cos mais impor­tantes do país. Em seus 80 anos de tra­jetória inin­ter­rup­ta, a OSB real­i­zou mais de 5 mil con­cer­tos. Foi a primeira orques­tra a realizar turnês pelo Brasil e o exte­ri­or, apre­sen­tações ao ar livre e pro­je­tos de for­mação de plateia. Em abril de 2021, a orques­tra foi reg­istra­da como patrimônio cul­tur­al ima­te­r­i­al da cidade do Rio de Janeiro.

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Edição: Graça Adju­to

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