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Paz depende dos acontecimentos na Ucrânia, diz embaixador da Turquia

Repro­dução: © Antônio Cruz/Agência Brasil

Vários países já fizeram propostas de intermediação do conflito


Pub­li­ca­do em 14/07/2023 — 18:01 Por Daniel­la Almei­da — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

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Como a pro­pos­ta do gov­er­no brasileiro para inter­me­di­ar a paz e colo­car fim na guer­ra entre a Rús­sia e a Ucrâ­nia, exis­tem várias out­ras ten­ta­ti­vas de inter­me­di­ação do con­fli­to, disse nes­ta sex­ta-feira (14) o embaix­ador da Turquia no Brasil, Halil Ibrahim Akça, na solenidade do aniver­sário da ten­ta­ti­va fra­cas­sa­da de golpe ao Esta­do na Turquia, em 15 de jul­ho de 2016.

“Exis­tem as ten­ta­ti­vas da Chi­na, de país­es africanos, da própria Ucrâ­nia e, tam­bém, a ofer­ta tur­ca, entre out­ras”, disse o embaix­ador em entre­vista cole­ti­va na solenidade.

O embaix­ador entende que a chance de algu­ma das medi­ações de paz ser exi­tosa depen­derá do que ocorre no ter­ritório ucra­ni­ano, em cada momen­to do con­fron­to. “O suces­so das ten­ta­ti­vas é influ­en­ci­a­do pelo anda­men­to do que acon­tece no cam­po [de batal­ha, entre Rús­sia e Ucrâ­nia] e, ain­da, se [as ten­ta­ti­vas] ocor­rem na hora cer­ta, em um deter­mi­na­do momen­to [cer­to]. Acho que tudo cam­in­ha jun­to com o que está ocor­ren­do lá, no ter­reno do con­fli­to mes­mo”.

Halil Ibrahim Akça externou, em entre­vista cole­ti­va, em Brasília, que a própria Turquia ten­tou cri­ar pontes para solu­cionar a questão. “Logo nos primeiros dias [da guer­ra], a Turquia ten­tou ser medi­ado­ra, mas com o cam­in­har da situ­ação, o cenário mudou. Por isso, não pos­so comen­tar o tim­ing da ten­ta­ti­va brasileira”.

Sobre a pos­si­bil­i­dade do envio de uma mis­são de paz ou cri­ação de um grupo de nações neu­tras para ten­tar facil­i­tar as nego­ci­ações para pôr fim ao con­fli­to entre Ucrâ­nia e Rús­sia, con­forme pro­pos­ta do pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula Sil­va, o embaix­ador não quis se posi­cionar, por não con­hecer o desen­ro­lar de out­ros fatos per­ti­nentes à guer­ra. “Eu não sei, porque depois da ofer­ta brasileira, hou­ver­am out­ros anda­men­tos e não pos­so diz­er como andam os diál­o­gos”.

Otan

Halil Ibrahim Akça avaliou que a recente mudança de decisão do pres­i­dente da Turquia, Recep Tayyip Erdo­gan, de aceitar a Sué­cia na Orga­ni­za­ção do Trata­do do Atlân­ti­co Norte (Otan) se deve a mudanças pro­movi­das na leg­is­lação sue­ca para não abri­gar ter­ror­is­tas em seu país.

“A con­ver­sa gira­va em torno de mudar as leis da Sué­cia, que inclu­sive foram mudadas ago­ra, em parte da Con­sti­tu­ição deles. Ape­sar de não ser sufi­ciente, a Sué­cia tomou algu­mas ações que aju­dam na luta con­tra o ter­ror­is­mo. O pres­i­dente Erdo­gan enviará ao par­la­men­to tur­co os doc­u­men­tos para rat­i­ficar a adesão da Sué­cia à Otan”, infor­mou o embaix­ador.

“Ago­ra, essa pro­pos­ta ain­da tem que ser aprova­da pelo par­la­men­to tur­co. E essa aprovação deve demor­ar alguns meses”.

Golpe

A con­ver­sa com jor­nal­is­tas e uma exposição de fotografias mar­cam o séti­mo aniver­sário da ten­ta­ti­va fra­cas­sa­da de golpe ao Esta­do na Turquia, em 15 de jul­ho de 2016. Naque­la noite, facções das Forças Armadas do país ten­taram der­rubar o pres­i­dente Recep Tayyip Erdo­gan e o gov­er­no do primeiro-min­istro Binali Yıldırım.

À época, pré­dios do gov­er­no da Turquia, como a Assem­bleia Nacional e o Com­plexo Pres­i­den­cial, foram bom­bardea­d­os e os mil­itares con­seguiram con­tro­lar locais estratégi­cos, mas, de acor­do com embaix­ador, o golpe fal­hou porque teria havi­do forte rejeição dos cidadãos à ten­ta­ti­va de golpe.

No con­fli­to, 251 pes­soas mor­reram e 2 mil ficaram feri­das. Atual­mente, o 15 de jul­ho é cel­e­bra­do o Dia da Democ­ra­cia e da Unidade Nacional da Turquia.

Edição: Fer­nan­do Fra­ga

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