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A poucos dias do Enem, a dica é desacelerar

Repro­dução: © Tomaz Silva/Agência Brasil

Professores entrevistados pela Agência Brasil dão sugestões


Pub­li­ca­do em 10/11/2022 — 06:09 Por Mar­i­ana Tokar­nia — Repórter da Agên­cia Brasil  — Rio de Janeiro

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A poucos dias para o iní­cio do Exame Nacional do Ensi­no Médio (Enem), o momen­to é de desacel­er­ar os estu­dos, de focar na revisão e de faz­er ativi­dades praze­rosas, para garan­tir maior tran­quil­i­dade no dia da pro­va. Essas são algu­mas das dicas de pro­fes­sores e espe­cial­is­tas entre­vis­ta­dos pela Agên­cia Brasil

Neste domin­go (13) e no próx­i­mo (20), cer­ca de 3,4 mil­hões de estu­dantes de todo o país irão par­tic­i­par do Enem 2022. No primeiro dia de pro­va, os par­tic­i­pantes farão as provas de lin­gua­gens, ciên­cias humanas e redação. No segun­do, de matemáti­ca e ciên­cias da natureza.

Para a pro­fes­so­ra de história do Descom­pli­ca, ambi­ente vir­tu­al que ofer­ece cur­sos preparatórios para o Enem, Natasha Piedras, é impor­tante revis­ar os tópi­cos que mais caem no exame. Para isso, a recomen­dação é que os can­didatos resolvam as questões de provas ante­ri­ores.

Segun­do Natasha, como os temas cobra­dos não cos­tu­mam se repe­tir no ano seguinte, a indi­cação é pular o Enem 2021 e focar nos qua­tro anos ante­ri­ores, de 2017 a 2020. No site do Insti­tu­to Nacional de Estu­dos e Pesquisas Edu­ca­cionais Aní­sio Teix­eira (Inep), estão disponíveis todos os cader­nos de pro­va e os respec­tivos gabar­i­tos.

Out­ra dica é faz­er as provas com o reló­gio do lado, con­trolan­do o tem­po. “O tem­po é o maior desafio. Os estu­dantes devem resolver as questões nes­sa reta final, jus­ta­mente para faz­er o plane­ja­men­to do tem­po. A gente diz que se tem, em média, três min­u­tos para cada questão. Tem que pegar o reló­gio e ver quan­to tem­po demo­ra. Questões mais sim­ples deman­dam menos tem­po que mais com­plexas. Esse plane­ja­men­to prévio é impor­tante”, diz a pro­fes­so­ra. No primeiro dia do exame, os estu­dantes têm 5 horas e 30 min­u­tos para resolver as questões e, no segun­do, 5 horas.

A dica de Natasha é para, na hora da pro­va, se a pes­soa não sou­ber uma questão, deixá-la assi­nal­a­da e seguir para a próx­i­ma. No final da pro­va, ela vol­ta e ded­i­ca o tem­po restante às questões mais difí­ceis.

Para evi­tar o ner­vo­sis­mo, Natasha tam­bém recomen­da que os estu­dantes sep­a­rem com ante­cedên­cia o que irão levar no dia do exame, e que façam o tra­je­to até o local de pro­va. Os locais estão disponíveis na Pági­na do Par­tic­i­pante. “O can­dida­to deve cal­cu­lar o tem­po que demo­ra para ir até o local de pro­va e sair com o dobro de ante­cedên­cia, para ir com mais cal­ma. Geral­mente, têm trân­si­to porque são muitas pes­soas queren­do chegar ao local”, aler­ta.

Reduzir o ritmo

Para o coor­de­nador do Ensi­no Médio e Vestibu­lar do Colé­gio e Cur­so Zero­Hum, André Bra­ga, o estu­dante deve focar na revisão dos con­teú­dos mais impor­tantes para o cur­so a que dese­ja con­cor­rer. Isso porque cada uni­ver­si­dade ou fac­ul­dade pode atribuir pesos difer­entes para as provas do Enem. Out­ra dica é reduzir o rit­mo dos estu­dos e, na véspera da pro­va, faz­er ape­nas ativi­dades de relax­am­en­to e entreten­i­men­to.

“Eu vou na con­tramão de todos, eu nun­ca dese­jo tran­quil­i­dade para alunos porque sei que não vão ficar tran­qui­los”, diz Bra­ga. “O ner­vo­sis­mo é iner­ente ao ser humano que é colo­ca­do em situ­ação de teste, o que se con­segue faz­er é amenizar. Ori­en­to que não fiquem estu­dan­do muito, é o momen­to de baixar a bola e, no dia ante­ri­or, não faz­er nada”, acres­cen­ta. A indi­cação é que façam ativi­dades de relax­am­en­to, como yoga, que vejam filmes e que dur­mam bem.

Na hora da pro­va, o pro­fes­sor recomen­da que os alunos leiam todo o cader­no com as questões e iden­ti­fiquem as mais fáceis. Pelo méto­do de cor­reção do Enem, é impor­tante que os alunos ten­ham uma pro­va coer­ente, ou seja, que acertem as questões mais fáceis e acertem algu­mas difí­ceis. Se um can­dida­to acer­ta as difí­ceis e erra as fáceis, o sis­tema entende que ele chutou e a nota aca­ba sendo menor.

“Quan­do se lê a pro­va inteira antes, o estu­dante vai desaceleran­do e nor­mal­izan­do o bati­men­to cardía­co, vai fican­do mais cal­mo. A leitu­ra mira em duas coisas: primeiro, iden­ti­ficar por onde vai começar, quais são as questões mais fáceis e, segun­do, reduzir o ner­vo­sis­mo”, afir­ma.

Conversar sobre o nervosismo

Segun­do a CEO do Insti­tu­to Neu­roSaber Luciana Brites, uma recomen­dação para aju­dar a reduzir a ansiedade é focar em questões práti­cas, como o que levar para o dia do exame, con­hecer o local de pro­va e o tra­je­to até lá. “Isso vai traz­er racional­i­dade, vai con­stru­ir um cenário real e, com isso, dar mais pre­vis­i­bil­i­dade para todos os envolvi­dos”.

Ela recomen­da ain­da uma boa qual­i­dade de sono e que os can­didatos cui­dem da ali­men­tação, evi­tan­do açú­car, car­boidratos e comi­das pesadas, o que aju­da no fluxo san­guí­neo e em mel­hor raciocínio.

“Aci­ma de tudo, é impor­tante con­ver­sar sobre o ner­vo­sis­mo e a ansiedade. para que as pes­soas que estão per­to aju­dem a tran­quil­izar. Falar sobre isso traz racional­i­dade. O aluno estu­dou, fez o mel­hor até ago­ra e quan­to mais é fal­a­do e isso é vis­to de for­ma pos­i­ti­va, asserti­va e racional, maior a pos­si­bil­i­dade de mel­ho­rar o desem­pen­ho na hora da pro­va”, diz Luciana.

Enem 2022

O Enem sele­ciona estu­dantes para vagas do ensi­no supe­ri­or públi­cas, pelo Sis­tema de Seleção Unifi­ca­da (Sisu), para bol­sas em insti­tu­ições pri­vadas, pelo Pro­gra­ma Uni­ver­si­dade para Todos (ProUni), e serve de parâmetro para o Fun­do de Finan­cia­men­to Estu­dan­til (Fies). Os resul­ta­dos tam­bém podem ser usa­dos para ingres­sar em insti­tu­ições de ensi­no por­tugue­sas que têm con­vênio com o Inep.

Para tes­tar os con­hec­i­men­tos, os estu­dantes podem aces­sar gra­tuita­mente o Questões Enem, um ban­co prepara­do pela Empre­sa Brasil de Comu­ni­cação (EBC), que reúne questões de provas de anos ante­ri­ores. No sis­tema, é pos­sív­el escol­her as áreas do con­hec­i­men­to se quer estu­dar. O ban­co sele­ciona as questões de maneira aleatória.

Edição: Graça Adju­to

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