...
quinta-feira ,15 janeiro 2026
Home / Economia / Aumento da Selic divide entidades do setor produtivo

Aumento da Selic divide entidades do setor produtivo

Repro­dução: © Mar­cel­lo Casal Jr / Agên­cia Brasil

CNI elogia redução no ritmo de alta, Firjan critica aperto monetário


Pub­li­ca­do em 16/03/2022 — 20:35 Por Well­ton Máx­i­mo – Repórter da Agên­cia Brasil* — Brasília

A ele­vação da taxa Sel­ic (juros bási­cos da econo­mia) em 1 pon­to per­centu­al divid­iu as enti­dades do setor pro­du­ti­vo. A Con­fed­er­ação Nacional da Indús­tria (CNI) elo­giou a redução no rit­mo de alta. A Fed­er­ação das Indús­trias do Esta­do do Rio de Janeiro (Fir­jan) criti­cou a ele­vação, infor­man­do que o aumen­to tor­na a recu­per­ação econômi­ca mais dis­tante.

Em nota, a CNI con­sider­ou “acer­ta­da” a ameniza­ção do rit­mo de aumen­to em relação às reuniões recentes do Comitê de Políti­ca Mon­etária (Copom) do Ban­co Cen­tral. Nos últi­mos três encon­tros, a Sel­ic tin­ha sido ele­va­da em 1,5 pon­to per­centu­al a cada vez.

“Um rit­mo menor no aper­to da políti­ca mon­etária com­pro­m­ete menos a recu­per­ação da econo­mia. O momen­to é de cautela. Além dis­so, a taxa de juros defini­da é sufi­ciente para dar con­tinuidade à tra­jetória esper­a­da de que­da da inflação até o final deste ano”, desta­cou o pres­i­dente da CNI, Rob­son Andrade, no comu­ni­ca­do.

Para a CNI, a ele­va­da incerteza no cenário inter­na­cional e o enfraque­c­i­men­to da ativi­dade econômi­ca pedem cautela e redução do rit­mo de ele­vação da taxa de juros, como fez o Ban­co Cen­tral. Além dis­so, a que­da do dólar neste ano e a recente redução do Impos­to sobre Pro­du­tos Indus­tri­al­iza­dos (IPI), na avali­ação da enti­dade, devem con­tribuir para segu­rar a inflação nos próx­i­mos meses.

Segun­do a Fir­jan, a ele­vação era esper­a­da pelos anal­is­tas finan­ceiros, diante da evolução do quadro infla­cionário atu­al e dos efeitos decor­rentes da guer­ra na Ucrâ­nia. A enti­dade ressaltou, entre­tan­to, que a ativi­dade econômi­ca brasileira con­tin­ua frag­iliza­da e que o aumen­to de juros “com­pro­m­ete as per­spec­ti­vas para uma recu­per­ação con­sis­tente em 2022”.

De acor­do com a enti­dade, o Brasil deve evi­tar medi­das com­pen­satórias que piorem o quadro fis­cal brasileiro, já abal­a­do.

*Colaborou Alana Gan­dra, do Rio de Janeiro

 

Edição: Nádia Fran­co

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Toffoli envia material apreendido no caso Master para análise da PGR

Decisão ocorre após pedido do procurador-geral da República Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d