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CCBB RJ recebe estreia do musical Salvador, Anoiteceu e é Carnaval

Repro­dução: © Paula Kossatz/Divulgação

Temporada inicia no dia 2 de março e se estenderá até 2 de abril


Pub­li­ca­do em 26/02/2023 — 14:30 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

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O Teatro II do Cen­tro Cul­tur­al Ban­co do Brasil Rio de Janeiro (CCBB RJ) recebe na noite do próx­i­mo dia 2 de março a estreia nacional do espetácu­lo musi­cal Sal­vador, Anoite­ceu e é Car­naval, ten­do como pro­tag­o­nista o ator Paulo Ver­lings e direção de Vil­ma Melo. A tem­po­ra­da se esten­derá até 2 de abril e tem patrocínio do Ban­co do Brasil. Priv­i­le­gian­do a aces­si­bil­i­dade do públi­co, além dos lugares para cadeirantes, haverá uma sessão com intér­prete de Libras. Os ingres­sos têm preços pop­u­lares de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia entra­da) e podem ser adquiri­dos na bil­hete­ria do CCBB ou ante­ci­pada­mente pelo site. Estu­dantes, maiores de 65 anos e clientes Ouro­card pagam meia entra­da.

Con­ce­bi­da pela dra­matur­ga Mar­céli Torqua­to, a peça tem duas ver­sões, sendo uma de quar­ta à sex­ta-feira, às 19h30, para o públi­co a par­tir de 14 anos de idade; e aos sába­dos e domin­gos, às 16h, com clas­si­fi­cação livre. “É um espetácu­lo para a família”, desta­cou Mar­céli, em entre­vista hoje (23) à Agên­cia Brasil.

As músi­cas do espetácu­lo têm base no aché music, “são famosas e con­heci­das”, disse Mar­céli Torqua­to. Emb­o­ra a tril­ha musi­cal não faça parte do repertório das cri­anças, em par­tic­u­lar, “elas fazem muito parte da vida dos pais e das mães. Acho que vai ser gos­toso”, comen­tou. A tril­ha sono­ra é com­pos­ta de músi­cas baianas de todas as épocas, desta­can­do Cae­tano Veloso, Ivete San­ga­lo, Mar­gareth Menezes, Chi­clete com Banana, Ara Keto, Luiz Cal­das, Gerôn­i­mo, Tim­bal­a­da, Armand­in­ho, Dodô e Osmar, entre out­ros nomes.

O elen­co mul­ti­r­ra­cial é com­pos­to por oito atores e atrizes (Paulo Ver­lings, Aline Car­ro­ci­no, Car­oli­na Pis­mel, Ester Dias, Jorge Florên­cio, Nan­do Brandão, Patri­cia Elizar­do e Udylê Procó­pio) e qua­tro músi­cos: Guil­herme de Menezes (gui­tar­rista e vio­lonista), João Mar­cos Fre­itas (bater­ista), Lean­dro Vasques (baix­ista) e Raoní da Sil­va (per­cus­sion­ista).

Fábula

O tex­to foi encomen­da­do à Mar­céli Torqua­to por Paulo Ver­lings, ide­al­izador do pro­je­to, que lev­ou a ideia que o espetácu­lo se pas­sasse no car­naval baiano, cujo pro­tag­o­nista se chamasse Sal­vador, e fos­se uma história de amor. “Não é uma peça que fale his­tori­ca­mente sobre car­naval, com dados e fatos. É uma fábu­la, um uni­ver­so inven­ta­do den­tro de uma cidade chama­da Ermo, que abriu as por­tas para a pres­sa, onde ninguém tem tem­po e não há um bem cul­tur­al. O bem cul­tur­al de Ermo é o tra­bal­ho”, rev­el­ou a auto­ra do espetácu­lo.

Rio de Janeiro (RJ) - Espetáculo
Repro­dução:  Sal­vador, Anoite­ceu e é Car­naval, por Paula Kossatz/Divulgação

O pro­tag­o­nista chega nes­sa cidade em bus­ca da namora­da que sum­iu no dia do casa­men­to. “Aí, começa uma jor­na­da, tan­to para encon­trar esse amor, como para ten­tar res­gatar a cidade da pres­sa, da fal­ta da poe­sia, de músi­ca. Nes­sa cidade não tem músi­ca, ninguém can­ta, ninguém dorme, ninguém morre, ninguém nasce. É uma cidade para­da no tem­po”. Mar­céli con­tou que a tirana que lev­ou a cidade de Ermo a essa situ­ação acha que a cidade avança. Mas, aos olhos de Sal­vador, a cidade está para­da, con­ge­la­da. A peça faz um para­le­lo com a vida da maio­r­ia das pes­soas, cujos dias pare­cem iguais, com repetição do acor­da, tra­bal­ha, come, dorme, de modo inces­sante. Mar­céli con­sider­ou que, talvez, “den­tro dessa per­spec­ti­va, a gente este­ja de algu­ma for­ma con­ge­la­dos, sem mis­tério, sem sur­pre­sa, sem aca­so”. Ou seja, os dias se repetem iguais para as pes­soas que afir­mam não ter tem­po.

Out­ro detal­he da peça é que os corações dos cidadãos de Ermo não fazem tun­dum, aludin­do ao som do tam­bor e ao car­naval, mas tic­tac, da con­tagem do tem­po. Em algum momen­to do espetácu­lo, Sal­vador con­segue desco­brir o mis­tério que cer­ca aqui­lo e os corações dos moradores começam a bater nor­mal­mente. “Quan­do os corações dos moradores de Ermo voltam a faz­er tun­dum, a cidade acor­da e eles con­seguem vencer a tirana e seu aju­dante”. A tirana não tem nome e é con­heci­da por CEO. O par­ceiro dela na peça se chama ger­ente. “Os dois vilões são a CEO e o ger­ente, fazen­do pia­da com o mun­do cor­po­ra­ti­vo”, rev­el­ou Mar­céli.

Paulo Ver­lings esclare­ceu que o espetácu­lo “surge do meu dese­jo de traz­er à tona questões como: aonde nós esta­mos colo­can­do o nos­so tem­po, o nos­so tra­bal­ho, os nos­sos son­hos? Que qual­i­dade de vida esta­mos ten­do? Até que pon­to a gente perde essa mão? A ideia é traz­er essa dis­cussão através dessa fábu­la, que tem como con­trapon­to pop­u­lar as músi­cas do car­naval de Sal­vador”, disse o ator.

Após a tem­po­ra­da no CCBB RJ, o espetácu­lo poderá ser vis­to nos CCBBs Brasília, São Paulo e Belo Hor­i­zonte.

Edição: Valéria Aguiar

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