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Exposição no Senado homenageia mulheres na redemocratização do país

Entre elas está a jornalista e comunicadora Mara Régia, da EBC

Luiz Clau­dio Fer­reira — Repórter da Agên­cia Brasil
Pub­li­ca­do em 26/11/2025 — 07:49
Brasília
Brasília (DF) 01/09/2025 A apresentadora Mara Régia na comemoração dos 48 anos da Rádio Nacional da Amazônia. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Repro­dução: © Fabio Rodrigues-Pozze­bom/ Agên­cia Brasil

Mul­heres na Rede­moc­ra­ti­za­ção é o nome da exposição, no Sena­do Fed­er­al, que dá iní­cio a uma série de ativi­dades para hom­e­nagear 36 profis­sion­ais e tam­bém seis rep­re­sen­tantes no Con­gres­so Nacional que atu­aram há 40 anos pela liber­dade após o fim do regime mil­i­tar. A mostra foi aber­ta nes­sa terça-feira (25).

Segun­do as orga­ni­zado­ras do even­to, mul­heres invis­i­bi­lizadas tam­bém foram fun­da­men­tais para a for­mu­lação da Con­sti­tu­ição de 1988. Entre essas hom­e­nageadas, está a jor­nal­ista Mara Régia di Per­na, da Empre­sa Brasil de Comu­ni­cação (EBC).

A exposição pode ser vista na gale­ria Ivan­dro Cun­ha Lima, no Sena­do, e tam­bém ser vis­i­ta­da vir­tual­mente em na pági­na do Sena­do na inter­net.

A profis­sion­al da EBC é uma das comu­ni­cado­ras mais pre­mi­adas do Brasil e tem mais de 40 anos de car­reira no rádio. Ela é a respon­sáv­el pelo pro­gra­ma Viva Maria, da Rádio Nacional de Brasília, des­de o iní­cio dos anos 1980 e, com suas pau­tas cidadãs, con­seguiu mobi­lizar os ouvintes naque­le perío­do de rede­moc­ra­ti­za­ção .

“Mobilizamos as pessoas”

Em dis­cur­so na inau­gu­ração da mostra, Mara Régia recor­dou da importân­cia da car­ta entregue pela sufrag­ista Car­men Por­til­ho ao então pres­i­dente da Câmara, Ulysses Guimarães.

“Mobi­lizamos as pes­soas nos momen­tos de votação que acon­te­ci­am aqui”, afir­mou.

A comu­ni­cado­ra expli­cou que, a duras penas, foi pos­sív­el inserir na Con­sti­tu­ição que home­ns e mul­heres eram iguais em dire­itos.

“A palavra é o que fica, a nos­sa ação, a trans­for­mação e a vida em comum”, disse a jor­nal­ista da EBC. A ini­cia­ti­va do even­to é da Rede Equidade e do Comitê Per­ma­nente de Gênero e Raça do Sena­do Fed­er­al.

“Elas fizeram a diferença”

Segun­do a coor­de­nado­ra da Rede Equidade, Maria Terez­in­ha Nunes, a ideia da exposição e rev­e­lar o pro­tag­o­nis­mo fem­i­ni­no em um perío­do de pro­fun­das trans­for­mações. Ela diz que essas mul­heres deixaram um lega­do de cor­agem e resistên­cia.

“Essas mul­heres que lutaram muito nesse perío­do tiver­am uma con­tribuição muito sig­ni­fica­ti­va, que fez toda a difer­ença”, disse.

Além da exposição, está pre­vista a pro­dução de um doc­u­men­tário e tam­bém a real­iza­ção de um sem­i­nário no dia 9 de dezem­bro, das 8h30 às 18h, no auditório Anto­nio Car­los Mag­a­l­hães. O even­to inte­gra a pro­gra­mação dos 21 dias de ativis­mo pelo fim da vio­lên­cia con­tra as mul­heres e reunirá pio­neiras dos movi­men­tos de resistên­cia.

Segun­do os orga­ni­zadores, a pro­gra­mação con­tará com três painéis. Um deles fará alusão aos movi­men­tos de mul­heres durante a ditadu­ra. O segun­do será sobre lutas e resistên­cias no cam­po e nas flo­restas e o últi­mo trará exper­iên­cias insti­tu­cionais voltadas ao for­t­alec­i­men­to da democ­ra­cia com equidade de gênero e raça.

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