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Femama alerta sobre mamografias após vacina contra covid-19

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Repro­dução: © Divulgação/Sociedade Brasileira de Mas­tolo­gia

Recomendação é que se espere de duas a quatro semanas


Pub­li­ca­do em 06/07/2021 — 06:30 Por Alana Gan­dra — Repórter da Agên­cia Brasil — Rio de Janeiro

A Fed­er­ação Brasileira de Insti­tu­ições Filantrópi­cas de Apoio à Saúde da Mama (Fema­ma) aler­ta as mul­heres para que não façam exam­es de mamo­grafia ime­di­ata­mente após terem toma­do vaci­na con­tra a covid-19. Em entre­vista à Agên­cia Brasil, a pres­i­dente vol­un­tária da Fema­ma, a mas­tol­o­gista Maira Calfel­li Cal­ef­fi, diz que a recomen­dação é de que elas voltem a faz­er seus exam­es de ras­trea­men­to de câncer de mama, mas relatem ao médi­co caso ten­ham toma­do vaci­na. 

Segun­do Maira, nas últi­mas seis sem­anas, foi reg­istra­do um aumen­to agu­do de descrições pelos radi­ol­o­gis­tas, nos lau­dos de mamo­grafias e ultra­ssono­grafias, da pre­sença de lin­fon­o­dos, tam­bém chama­dos gânglios ou ínguas, nas axi­las das pacientes, sug­erindo doenças que dev­e­ri­am ser inves­ti­gadas. “A paciente, quan­do ela não está aten­ta para isso, real­mente se apa­vo­ra”. A mas­tol­o­gista diz ter rece­bido tam­bém muitos casos para inves­ti­gar, com indi­cação de punções e cirur­gias. “Coisa que não é necessário, des­de que a gente con­state que ela teve vaci­na naque­le braço, ou até no braço con­tralat­er­al, nos últi­mos 15 ou 30 dias”.

Depois desse perío­do, a médi­ca expli­ca que os lin­fon­o­dos regri­dem, isto é, voltam ao nor­mal, na grande maio­r­ia das vezes. “Por isso, a Fema­ma está fazen­do um aler­ta para pre­venir con­tra essa pre­ocu­pação. A gente está pedin­do que elas não deix­em de faz­er os exam­es. Mas se  tomou a vaci­na de covid-19, aguarde de duas a qua­tro sem­anas, porque já tem chance de nem apare­cer nada”.

Vacina x câncer

A pres­i­dente da Fema­ma esclarece que a vaci­na con­tra a covid não provo­ca câncer. “Essa alter­ação nos gânglios é uma reação do cor­po ao imu­nizante e não tem nen­hu­ma relação com câncer, célu­la maligna de qual­quer natureza. É uma reação infla­matória, como se fos­se até uma febre”.

Ela lem­bra que se as mul­heres que tiverem que faz­er o exame de ras­trea­men­to, porque estão inves­ti­gan­do algum nódu­lo ou caroço sus­peito na mama, devem realizar a mamo­grafia, mas infor­mar o médi­co que tomaram vaci­na. “O médi­co já fica aler­ta. Essa parte é muito impor­tante”. Segun­do a Fema­ma, o aumen­to dos lin­fon­o­dos pode ser cau­sa­do por qual­quer injeção ou vaci­na, e não ape­nas pelos imu­nizantes con­tra a covid-19.

Segun­do a Fema­ma, a infor­mação é con­fir­ma­da pela Sociedade Brasileira de Mas­tolo­gia, pela Comis­são Nacional de Mamo­grafia do Colé­gio Brasileiro de Radi­olo­gia e Diag­nós­ti­co por Imagem (CBR) e pela Fed­er­ação Brasileira das Asso­ci­ações de Gine­colo­gia e Obstetrí­cia (Febras­go). Essas insti­tu­ições já divul­gar­am recomen­dações de con­du­ta frente à lin­fon­odopa­tia axi­lar em pacientes que rece­ber­am recen­te­mente a vaci­na con­tra a covid-19. “Por isso, nos­sa recomen­dação é que os agen­da­men­tos de exam­es de mamo­grafia em pacientes sejam real­iza­dos antes da primeira dose da vaci­na ou, então, de duas a qua­tro sem­anas depois da apli­cação da segun­da dose”, afir­ma Maira Cal­ef­fi. Caso a lin­fon­odopa­tia per­maneça, é recomen­da­da a inves­ti­gação, por bióp­sia, do lin­fon­o­do para excluir a malig­nidade mamária ou out­ra origem extra­mamária, recomen­da.

Edição: Graça Adju­to

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