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Fernando de Noronha: pesquisadores fazem expedição em águas profundas

Fernando de Noronha (PE)
Fer­nan­do de Noron­ha (PE) © Arquivo/Agência Brasil (Rerpro­dução)

Eles encontraram quatro possíveis novas espécies de peixes


Publicado em 22/12/2020 — 06:33 Por Camila Boehm — Repórter da Agência Brasil — São Paulo

Em expe­dição real­iza­da nas águas pro­fun­das do arquipéla­go de Fer­nan­do de Noron­ha, na Região Nordeste, pesquisadores encon­traram qua­tro pos­síveis novas espé­cies de peix­es ain­da não descritas pela ciên­cia, além de mais 15 espé­cies inédi­tas para a região. A pre­sença de saco­las plás­ti­cas e detri­tos de pesca rev­el­ou que o impacto humano chega até os locais de maior pro­fun­di­dade.

O estu­do envolveu pesquisadores da Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Espíri­to San­to (Ufes), da Acad­e­mia de Ciên­cias da Cal­ifór­nia, da Uni­ver­si­dade de São Paulo (USP) e das uni­ver­si­dades fed­erais do Rio de Janeiro (UFRJ), do Rio Grande do Norte (UFRN), do Pará (UFPA), em parce­ria com a orga­ni­za­ção não gov­er­na­men­tal (ONG) Voz da Natureza. O arti­go que descreve a inves­ti­gação foi pub­li­ca­do na revista Neotrop­i­cal Ichthy­ol­o­gy, na sem­ana pas­sa­da.

A final­i­dade da inves­ti­gação era con­hecer a bio­di­ver­si­dade das áreas mais pro­fun­das e con­tribuir com a sua con­ser­vação. Os resul­ta­dos mostram que as áreas pro­fun­das tam­bém sofrem os impactos da ação humana e pre­cisam tan­to de pro­teção quan­to as áreas rasas de vida mar­in­ha.

Nas áreas mais pro­fun­das explo­radas na expe­dição, os cien­tis­tas con­stataram a pre­sença de poluição, como plás­ti­cos e detri­tos de pesca que colo­cam em risco a vida dos ani­mais mar­in­hos. O arti­go ressalta que, ape­sar da proibição de plás­ti­cos de uso úni­co em toda a ilha e da pre­sença de um pro­gra­ma para elim­i­nar as sacol­in­has plás­ti­cas no local, grande parte dos pro­du­tos que podem ser obti­dos nas lojas vem embal­a­da em plás­ti­co.

Os pesquisadores ressaltam a neces­si­dade de pro­teção dos ecos­sis­temas das águas pro­fun­das, con­cil­ian­do as ativi­dades de pesca e tur­is­mo com a preser­vação da bio­di­ver­si­dade local, que definem como “úni­ca”. Avanços sig­ni­fica­tivos na con­ser­vação dess­es ecos­sis­temas pode­ri­am ser alcança­dos, segun­do o arti­go, com a expan­são da zona de exclusão de ativi­dades do Par­que Nacional Mar­in­ho de Fer­nan­do de Noron­ha ou com a cri­ação de algu­mas zonas de exclusão de pesca den­tro das áreas mar­in­has pro­te­gi­das de uso sus­ten­táv­el.

Edição: Graça Adju­to

Agên­cia Brasil / EBC


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