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Instrumentos do samba se tornam manifestações da cultura nacional

Modo de fazer desses instrumentos também foi reconhecido

Joana Côrtes — Repórter da Rádio Nacional
Pub­li­ca­da em 30/09/2024 — 20:23
São Paulo
Brasília (DF - Caminhos da Reportagem. - Episódio
Repro­dução: © TV Brasil

Nove instru­men­tos musi­cais do sam­ba, entre eles o pan­deiro, o tam-tam, a cuí­ca e o tam­borim, foram recon­heci­dos como man­i­fes­tações da cul­tura nacional, em todo o ter­ritório brasileiro. A lei que ofi­cial­iza a decisão foi san­ciona­da pelo pres­i­dente Luiz Iná­cio Lula da Sil­va e pub­li­ca­da no Diário Ofi­cial da União nes­ta segun­da-feira (30).

Tam­bém estão recon­heci­das como práti­cas e tradições cul­tur­ais os mod­os de faz­er os instru­men­tos musi­cais.

Na lista dos nove instru­men­tos con­heci­dos das rodas e esco­las de sam­ba tam­bém estão o sur­do, o rebo­lo, a frigideira, a tim­ba e o repique de mão.

De acor­do com a lei, todos os instru­men­tos dev­erão ser denom­i­na­dos como man­i­fes­tações da cul­tura nacional quan­do seguirem as práti­cas e tradições cul­tur­ais a eles asso­ci­adas em seus respec­tivos mod­os de pro­dução. As for­mas e os mod­os de pro­dução dos instru­men­tos musi­cais serão detal­ha­dos em decre­to.

Mes­tra de per­cussão, a paulista Jack­ie Cun­ha, de 32 anos, sabe tocar ess­es instru­men­tos, com exceção da cuí­ca. Ela con­ta que começou apren­der sobre os instru­men­tos ain­da cri­ança, lev­a­da pela mãe nas rodas de sam­ba paulista. Aos sete anos, já toca­va o primeiro pan­deiro.

Para a per­cus­sion­ista, o recon­hec­i­men­to ofi­cial dos instru­men­tos do sam­ba deve ser cel­e­bra­do, mes­mo que tar­dio.

“A importân­cia é gigan­tesca. Você encon­tra sur­do, caixa, tam­borim e pan­deiro em diver­sos rit­mos, além do sam­ba, por traz­erem essa sonori­dade, essa riqueza de detal­h­es, essa riqueza sono­ra”, disse.

O per­cus­sion­ista Glauber Mar­ques é a ter­ceira ger­ação de cuiqueiros da família. Apren­deu com o avô batuqueiro a tocar o instru­men­to numa das mais tradi­cionais esco­las de sam­ba de São Paulo: a Nenê de Vila Matilde.

“A alma do sam­ba é o instru­men­to, o coração da batu­ca­da, a man­i­fes­tação está no batuque, no som. Sem instru­men­to não tem sam­ba. A cuí­ca, como dizia meu avô, é o instru­men­to mais malan­dro, ela cho­ra e dá risa­da ao mes­mo tem­po”, con­ta.

De instru­men­to de sam­ba, a mes­tra de bate­ria Rafa entende. Sob o coman­do dela, estão 172 rit­mis­tas da esco­la de sam­ba Imper­a­triz da Pauli­ceia. Em 2015, ela se tornou a primeira mul­her no coman­do de uma bate­ria de esco­la de sam­ba em São Paulo.

Para Rafa, mes­mo com afi­nações e anda­men­tos melódi­cos difer­entes, seja numa roda de sam­ba, seja numa bate­ria de esco­la durante o car­naval, os instru­men­tos musi­cais dão cor­po e alma ao sam­ba.

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