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Portugueses publicam genoma do vírus da varíola dos macacos

Repro­dução: © CDC/BRIAN W.J. MAHY

Estudo indica que vírus pertence à região da África Ocidental


Publicado em 23/05/2022 — 20:10 Por Heloisa Cristaldo – Repórter da Agência Brasil — Brasília

Uma equipe de pesquisadores por­tugue­ses divul­gou o primeiro ras­cun­ho da sequên­cia do geno­ma do vírus Mon­key­pox, con­heci­do como “varío­la dos maca­cos”. A sequên­cia genômi­ca do Mon­key­pox foi elab­o­ra­da por um grupo de pesquisadores do Insti­tu­to Nacional de Saúde Doutor Ricar­do Jorge (INSA), de Lis­boa. O arti­go foi pub­li­ca­do no site Viro­log­i­cal.

Os pesquisadores, lid­er­a­dos por João Paulo Gomes, relataram que o resul­ta­do foi obti­do pelo méto­do swab cole­ta­do em 4 de maio em lesões cutâneas de um paciente do sexo mas­culi­no. Segun­do o estu­do, a primeira análise do esboço do geno­ma indi­ca que o vírus de 2022 per­tence à região da África Oci­den­tal e está mais rela­ciona­do ao vírus da varío­la dos maca­cos, expor­ta­do da Nigéria, em 2018 e 2019, para país­es como Reino Unido, Israel e Cin­ga­pu­ra.

De acor­do com a pub­li­cação, os dados pre­lim­inares serão atu­al­iza­dos com a divul­gação de novos dados do geno­ma, “que serão impor­tantes para elu­ci­dar a origem e dis­sem­i­nação inter­na­cional do vírus atual­mente cir­cu­lante”.

No Twit­ter, o dire­tor do Cen­tro de Pesquisa em Epi­demias Sul-Africano, o brasileiro Túlio de Oliveira, afir­mou que “é um novo nív­el de com­par­til­hamen­to de dados cien­tí­fi­cos”, ou seja, são divul­ga­dos à medi­da em que são pro­duzi­dos.

“Isso é incrív­el, ‘As sequên­cias do geno­ma serão ain­da mais apu­radas (para refi­nar regiões de baixa cober­tu­ra, indels e tratos homopoliméri­cos) assim que os dados de alta pro­fun­di­dade da Illu­mi­na estiverem disponíveis (sequen­ci­a­men­to em anda­men­to).’ ”, afir­mou.

Monkeypox

Em maio deste ano, foram reg­istra­dos casos de varío­la dos maca­cos em vários país­es, como Por­tu­gal, Reino Unido, Espan­ha, Sué­cia, Bél­gi­ca e Esta­dos Unidos. Cien­tis­tas anal­isam a intro­dução e a ráp­i­da dis­sem­i­nação da doença ness­es país­es.

Para os pesquisadores, a deter­mi­nação da sequên­cia genômi­ca do vírus cau­sador dessas infecções deve con­tribuir para o mel­hor entendi­men­to da epi­demi­olo­gia, fontes de infecção e padrões de trans­mis­são.

CâmaraPox

Segun­do o Min­istério da Ciên­cia, Tec­nolo­gia e Ino­vações (MCTI), até o momen­to, não há reg­istro de casos varío­la dos maca­cos no Brasil. Na sem­ana pas­sa­da, a pas­ta con­sti­tu­iu, em caráter con­sul­ti­vo, uma câmara téc­ni­ca tem­porária de pesquisa denom­i­na­da Câmara­Pox MCTI, para acom­pan­har os des­do­bra­men­tos cien­tí­fi­cos sobre o vírus.

A medi­da segue a mes­ma ideia da for­mação da Rede­Vírus MCTI, comitê de espe­cial­is­tas insti­tuí­do em fevereiro de 2020, antes mes­mo de a Orga­ni­za­ção Mundi­al da Saúde (OMS) declarar a pan­demia de covid-19. O comitê de espe­cial­is­tas pres­ta asses­so­ra­men­to téc­ni­co-cien­tí­fi­co à pas­ta sobre as estraté­gias e neces­si­dades na área de ciên­cia, tec­nolo­gia e ino­vação necessárias na área de saúde.

Edição: Nádia Fran­co

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