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Covid-19: ministério viabiliza vacinação contínua para indígenas

indígenas, Manaus, pandemia de Covid-19
Repro­dução: © Alex Pazuel­lo / Prefeitu­ra de Man­aus

Pandemia trouxe chance de aprimoramento para saúde indígena no Brasil


Pub­li­ca­do em 17/06/2021 — 07:30 Por Pedro Ivo de Oliveira — Repórter da Agên­cia Brasil — Brasília

O Brasil poderá ter uma cam­pan­ha de vaci­nação per­ma­nente con­tra a covid-19 para povos indí­ge­nas. A afir­mação foi fei­ta pelo secretário espe­cial de Saúde Indí­ge­na do Min­istério da Saúde, Rob­son San­tos da Sil­va.

De acor­do com o secretário, o sis­tema de dis­tribuição e apli­cação de vaci­nas para pop­u­lações indí­ge­nas que vivem em aldeias é capaz de absorv­er uma futu­ra deman­da por vaci­nações con­stantes con­tra a covid-19, assim como já acon­tece com out­ras doenças.

“O Brasil tem um sis­tema muito sofisti­ca­do de vaci­nação. Não hou­ve nen­hum sobres­salto nis­so. Hou­ve apri­mora­men­tos. Uma crise como essa, por exem­p­lo, traz opor­tu­nidades de mel­ho­ria”, infor­mou.

Segun­do o secretário, a pan­demia foi uma opor­tu­nidade para ampli­ar os sub­sis­temas de saúde em áreas remo­tas. Entre as mel­ho­rias, estão o armazena­men­to e a logís­ti­ca de dis­tribuição de vaci­nas que pre­cisam ser res­fri­adas e guardadas em câmaras espe­ci­ais.

“Faze­mos uma bus­ca ati­va. Esta­mos sem­pre nos adap­tan­do. Se ela [a covid-19] ficar pare­ci­da com a influen­za, por exem­p­lo, a vaci­nação vai con­tin­uar. A vaci­nação con­tra a influen­za tem todo ano, é con­tínua. Se for necessário para o novo coro­n­avírus, seguire­mos o mes­mo cam­in­ho”, disse Rob­son San­tos Sil­va, que atribuiu o suces­so da imu­niza­ção ao apoio de lid­er­anças indí­ge­nas e às Forças Armadas.

Saúde indígena

Sobre a cober­tu­ra de saúde para out­ras doenças, Sil­va afir­mou que há refor­mu­lações e adap­tações con­stantes à cres­cente pop­u­lação de indí­ge­nas brasileiros. Segun­do dados do Min­istério da Saúde, a pop­u­lação indí­ge­na pas­sou de 650 mil para cer­ca de 755 mil indi­ví­du­os nos últi­mos cin­co anos.

Índices como a expec­ta­ti­va de vida dos indí­ge­nas tam­bém aumen­taram, infor­mou. Com isso, doenças que antes eram inco­muns pas­saram a ser mais obser­vadas nas comu­nidades.

“A pop­u­lação indí­ge­na está aumen­tan­do e envel­he­cen­do. Há doenças que não eram comuns, como dia­betes e prob­le­mas cardía­cos. Quan­do temos essas situ­ações de média e alta com­plex­i­dade, pre­cisamos de aju­da estad­ual e fed­er­al. Esta­mos nos rein­ven­tan­do para aten­der mel­hor essa pop­u­lação”, acres­cen­tou.

Edição: Graça Adju­to

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