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Litoral cearense tem 64 praias com manchas de óleo

Repro­dução: © SEMA/GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ

Origem do óleo ainda é desconhecida


Pub­li­ca­do em 12/02/2022 — 17:27 Por Cami­la Maciel — Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

Já são 64 pra­ias do litoral cearense com reg­istro de man­chas de óleo, segun­do lev­an­ta­men­to da Sec­re­taria do Meio Ambi­ente do Ceará (Semace), dessa sex­ta-feira (11). Novo lev­an­ta­men­to será divul­ga­do na segun­da-feira (14).

A Mar­in­ha do Brasil e o Insti­tu­to de Ciên­cias do Mar, da Uni­ver­si­dade Fed­er­al do Ceará (UFC), cole­taram amostras para anal­is­ar a origem do óleo. Já se sabe que não é o mes­mo mate­r­i­al encon­tra­do na faixa litorânea do Nordeste em 2019, segun­do estu­do da Uni­ver­si­dade Fed­er­al da Bahia (UFBA) com a Uni­ver­si­dade Estad­ual do Ceará (Uece).

Ontem (11), a Coor­de­nação Ger­al de Emergên­cias Ambi­en­tais do Insti­tu­to Brasileiro do Meio Ambi­ente e dos Recur­sos Nat­u­rais Ren­ováveis (Iba­ma) envi­ou uma aeron­ave, a Posei­don, ao esta­do para mon­i­torar a cos­ta cearense e iden­ti­ficar óleo na super­fí­cie do mar. Serão obser­vadas as platafor­mas da bacia Ceará-Potiguar e a região litorânea. O Posei­don é equipa­do com diver­sos sen­sores espe­cial­iza­dos para detecção de óleo no mar.

O gov­er­no do Ceará infor­mou que, até o momen­to, foram recol­hi­dos das prefeituras 4 mil litros de óleo cole­ta­dos nas pra­ias de Ara­cati (16 tam­bores de 200 litros), For­t­aleza (um tam­bor), Cau­ca­ia (dois tam­bores) e Trairi (um tam­bor). O mate­r­i­al é envi­a­do pela Semace a par­tir da con­fir­mação das man­chas nas pra­ias para que seja fei­ta a limpeza. Na segun­da-feira, deve ser reti­ra­do o óleo recol­hi­do em Aquiraz e For­tim.

A sec­re­taria aler­ta que a limpeza das pra­ias deve ser fei­ta o mais rap­i­da­mente pos­sív­el, pois esta é uma época de des­o­va de tar­taru­gas. O gov­er­no pede ain­da que, caso a pop­u­lação encon­tre tar­taru­gas vivas, mor­tas ou em nin­ho, que elas não sejam devolvi­das ao mar. A ori­en­tação é para con­tac­tar o Insti­tu­to Verdeluz. Em caso de tar­taru­gas oleadas, deve-se procu­rar a orga­ni­za­ção não gov­er­na­men­tal Aqua­sis.

Ape­sar de os reg­istros de óleo em For­t­aleza e no litoral leste estarem dimin­uin­do, o informe pede que os municí­pios da cos­ta oeste e extremo oeste mon­i­torem a ocor­rên­cia de man­chas neste fim de sem­ana, pois “pode haver mais resquí­cios de óleo sendo lev­a­do pelas cor­rentes em direção aos municí­pios litorâ­neos da região met­ro­pol­i­tana de For­t­aleza, da cos­ta oeste e cos­ta extremo oeste”.

Edição: Kel­ly Oliveira

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