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Enem começa domingo com prova de redação

Repro­dução: © Val­ter Campanato/Agência Brasil

Também serão aplicadas provas de linguagens e ciências humanas


Pub­li­ca­do em 08/11/2022 — 06:32 Por Mar­i­ana Tokar­nia — Repórter da Agên­cia Brasil  — Rio de Janeiro

Ouça a matéria:

 O Exame Nacional do Ensi­no Médio (Enem) 2022 começa a ser apli­ca­do no próx­i­mo domin­go (13). Além das provas de lin­gua­gens e ciên­cias humanas, os estu­dantes farão a úni­ca pro­va sub­je­ti­va do exame, a de redação. Os cer­ca de 3,4 mil­hões de estu­dantes terão cin­co horas e meia para respon­der a todas as questões. 

Ir bem na redação pode ser um difer­en­cial para o can­dida­to. As notas dessa pro­va vari­am de 0 a mil. Os can­didatos que zer­am a pro­va não podem par­tic­i­par de pro­gra­mas como o Sis­tema de Seleção Unifi­ca­da (Sisu), que ofer­ece vagas em insti­tu­ições públi­cas de ensi­no supe­ri­or, ou o Pro­gra­ma Uni­ver­si­dade para Todos (ProUni), que con­cede bol­sas de estu­do em insti­tu­ições pri­vadas de ensi­no supe­ri­or.

Na reta final de preparação, a dica é que os estu­dantes revisem as próprias redações escritas ao lon­go do ano e que vejam exem­p­los de redações que obtiver­am nota máx­i­ma. “Recomen­do que leiam o maior número de redações pos­sív­el porque ago­ra é muito ruim pres­sion­ar o estu­dante para que faça mara­tona [de escri­ta]. Ler as redações nota mil é um estu­do ati­vo e mais con­fortáv­el”, diz o pro­fes­sor de lín­gua por­tugue­sa e redação Viní­cius Oliveira, con­heci­do como Profin­ho.

Oliveira foi um dos 77 par­tic­i­pantes do Enem 2016 que tiraram a nota máx­i­ma na redação. Naque­le ano, mais de 6 mil­hões fiz­er­am a pro­va. A redação que escreveu apare­ceu na car­til­ha divul­ga­da anual­mente pelo Insti­tu­to Nacional de Estu­dos e Pesquisas Edu­ca­cionais Aní­sio Teix­eira (Inep) como exem­p­lo de tex­to nota mil, em 2017.

A car­til­ha do Enem 2022 está disponív­el na inter­net . Ela expli­ca os critérios de cor­reção e traz exem­p­los de redações que rece­ber­am a nota máx­i­ma para aju­dar os estu­dantes na preparação para o exame.

A pro­fes­so­ra de lín­gua por­tugue­sa e pro­dução tex­tu­al do Colé­gio Mopi, no Rio de Janeiro, Tatiana Nunes Cama­ra recomen­da que, nes­sa reta final, os estu­dantes releiam tam­bém os próprios tex­tos e reve­jam as ano­tações e as cor­reções feitas por pro­fes­sores. “O mais impor­tante de tudo é ter con­fi­ança do que sabe e ter capaci­dade de pro­duzir de for­ma autoral. Isso vai dar mais segu­rança para o aluno faz­er uma boa pro­va”, diz.

A pro­fes­so­ra sug­ere ain­da que, no dia do exame, os estu­dantes come­cem pela pro­va de redação. “Por ser a úni­ca pro­va dis­cur­si­va, ela exige mais clareza, uma cabeça limpa. Deixar essa pro­va por últi­mo pode prej­u­dicar o estu­dante”.

Já Oliveira recomen­da que os estu­dantes leiam a pro­va de redação e inter­calem a escri­ta com a res­olução de questões obje­ti­vas da pro­va de lin­gua­gens. “Isso é legal por dois motivos, primeiro porque refres­ca um pouco a mente para ter mais ideias e, segun­do, porque algum tex­to da pro­va pode colab­o­rar com a argu­men­tação do aluno. Não pode copi­ar o tex­to, mas pode abrir a mente para algu­ma ideia”.

Correção da redação

As redações do Enem são avali­adas em cin­co com­petên­cias, cada uma val­en­do 200 pon­tos: demon­strar domínio da modal­i­dade escri­ta for­mal da lín­gua por­tugue­sa; com­preen­der a pro­pos­ta de redação e aplicar con­ceitos das várias áreas de con­hec­i­men­to para desen­volver o tema, den­tro dos lim­ites estru­tu­rais do tex­to dis­ser­ta­ti­vo-argu­men­ta­ti­vo em prosa; sele­cionar, rela­cionar, orga­ni­zar e inter­pre­tar infor­mações, fatos, opiniões e argu­men­tos em defe­sa de um pon­to de vista; demon­strar con­hec­i­men­to dos mecan­is­mos lin­guís­ti­cos necessários para a con­strução da argu­men­tação; e elab­o­rar pro­pos­ta de inter­venção para o prob­le­ma abor­da­do, respei­tan­do os dire­itos humanos.

Cada pro­va pas­sa por dois cor­re­tores. Caso haja difer­ença de mais de 100 pon­tos em relação à nota total da pro­va ou de mais de 80 pon­tos em relação a algu­ma das com­petên­cias, o tex­to pas­sa, então, por um ter­ceiro cor­re­tor. Se a difer­ença per­si­s­tir, a pro­va é avali­a­da por uma ban­ca com­pos­ta por três pro­fes­sores, que atribuirá a nota final do par­tic­i­pante.

Cuidado com a nota zero

Segun­do o edi­tal do Enem, são motivos para zer­ar a redação:

• fuga total ao tema;

• não obe­diên­cia ao tipo dis­ser­ta­ti­vo-argu­men­ta­ti­vo;

• tex­to com até sete lin­has man­u­scritas, qual­quer que seja o con­teú­do, ou exten­são de até dez lin­has escritas no sis­tema Braille;

• cópia de texto(s) da pro­va de redação e/ou do Cader­no de Questões sem que haja pelo menos oito lin­has de pro­dução própria do par­tic­i­pante;

• impropérios, desen­hos e out­ras for­mas proposi­tais de anu­lação, em qual­quer parte da fol­ha de redação;

• números ou sinais grá­fi­cos sem função clara em qual­quer parte do tex­to ou da fol­ha de redação;

• parte delib­er­ada­mente desconec­ta­da do tema pro­pos­to;

• assi­natu­ra, nome, ini­ci­ais, apeli­do, codi­nome ou rubri­ca fora do local dev­i­da­mente des­ig­na­do para a assi­natu­ra do par­tic­i­pante;

• tex­to pre­dom­i­nante ou inte­gral­mente escrito em lín­gua estrangeira;

• fol­ha de redação em bran­co, mes­mo que haja tex­to escrito na fol­ha de ras­cun­ho; e

• tex­to ilegív­el, que impos­si­bilite sua leitu­ra por dois avali­adores inde­pen­dentes.

 

Veja os temas das redações de anos ante­ri­ores:

Enem 2009: O indi­ví­duo frente à éti­ca nacional

Enem 2010: O tra­bal­ho na con­strução da dig­nidade humana

Enem 2011:  Viv­er em rede no sécu­lo XXI: os lim­ites entre o públi­co e o pri­va­do

Enem 2012: O movi­men­to imi­gratório para o Brasil no sécu­lo XXI

Enem 2013:  Efeitos da implan­tação da Lei Seca no Brasil

Enem 2014: Pub­li­ci­dade infan­til em questão no Brasil

Enem 2015: A per­sistên­cia da vio­lên­cia con­tra a mul­her na sociedade brasileira

Enem 2016: Cam­in­hos para com­bat­er a intol­erân­cia reli­giosa no Brasil e Cam­in­hos para com­bat­er o racis­mo no Brasil — Neste ano hou­ve duas apli­cações reg­u­lares do exame.

Enem 2017: Desafios para for­mação edu­ca­cional de sur­dos no Brasil.

Enem 2018: Manip­u­lação do com­por­ta­men­to do usuário pelo con­t­role de dados na inter­net

Enem 2019: Democ­ra­ti­za­ção do aces­so ao cin­e­ma no Brasil

Enem 2020: O Estig­ma Asso­ci­a­do às Doenças Men­tais na Sociedade Brasileira (Enem impres­so), O desafio de reduzir as desigual­dades entre as regiões do Brasil (Enem dig­i­tal) e A fal­ta de empa­tia nas relações soci­ais no Brasil (Enem PPL e reapli­cação)

Enem 2021: Invis­i­bil­i­dade e Reg­istro Civ­il: garan­tia de aces­so à cidada­nia no Brasil

Enem 2022

O Enem será apli­ca­do nos dias 13 e 20 de novem­bro para cer­ca de 3,4 mil­hões de estu­dantes em todo o país. No primeiro dia de pro­va, os par­tic­i­pantes farão as provas de lin­gua­gens, ciên­cias humanas e redação. No segun­do, matemáti­ca e ciên­cias da natureza. Os locais de pro­va estão disponíveis no Cartão de Con­fir­mação de Inscrição, na Pági­na do Par­tic­i­pante.

Quem está se preparan­do para o Enem pode aces­sar todas as provas e os gabar­i­tos de edições ante­ri­ores no site do Inep, para se preparar para as provas. Para tes­tar os con­hec­i­men­tos, os estu­dantes podem aces­sar gra­tuita­mente o Questões Enem, um ban­co prepara­do pela Empre­sa Brasil de Comu­ni­cação (EBC), que reúne questões de provas de anos ante­ri­ores. No sis­tema, é pos­sív­el escol­her quais áreas do con­hec­i­men­to se quer estu­dar. O ban­co sele­ciona as questões de maneira aleatória.

Edição: Graça Adju­to

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