...
quinta-feira ,15 janeiro 2026
Home / Cultura / Exposição sensorial sobre a Mata Atlântica permite sentir a floresta

Exposição sensorial sobre a Mata Atlântica permite sentir a floresta

Repro­dução: © Joca Duarte/Secretaria Cul­tura SP

Mostra está em cartaz no Museu das Culturas Indígenas, em São Paulo


Pub­li­ca­do em 08/06/2023 — 14:00 Por Elaine Patri­cia Cruz – Repórter da Agên­cia Brasil — São Paulo

ouvir:

Uma exposição para sen­tir a Mata Atlân­ti­ca. Essa é a pro­pos­ta da mostra Nhe’ẽ ry – Onde os Espíri­tos se Ban­ham, em car­taz no Museu das Cul­turas Indí­ge­nas, na cap­i­tal paulista. O museu da Sec­re­taria da Cul­tura e Econo­mia Cria­ti­va de São Paulo é geri­do de for­ma com­par­til­ha­da com diver­sos povos e comu­nidades indí­ge­nas.

A expressão Nhe’ẽ ry, que dá nome à mostra, é usa­da pelo povo guarani para denom­i­nar a Mata Atlân­ti­ca. “Nhe’ẽ ry pode ser traduzi­da como lugar onde os espíri­tos se ban­ham. É tam­bém uma denom­i­nação para a Mata Atlân­ti­ca, mata que é for­ma­da por muitos ria­chos e rios e é um lugar onde há mui­ta água”, expli­cou Marília Mar­ton, secretária de cul­tura e econo­mia cria­ti­va, em entre­vista à Agên­cia Brasil.

Nhe’ẽ ry é uma espé­cie de san­tuário, base de existên­cia e resistên­cia dos povos que nela habitam. “Cada ele­men­to da mata tem seu espíri­to e seu modo de vida, então quan­do nós indí­ge­nas falam­os dos espíri­tos da mata, esta­mos con­sideran­do toda a vida nela pre­sente: flo­res­ta, ani­mais, rios e nascentes. Onde há vida, há espíri­tos”, expli­ca Sonia Ara Mir­im, uma das curado­ras da exposição, por meio de nota.

São Paulo (SP) - Mata Atlântica é tema de exposição sensorial no Museu das Culturas Indígenas, em SP. - Foto: Joca Duarte/Secretaria Cultura SP
Repro­dução: Exposição sen­so­r­i­al está aber­ta ao públi­co de terça-feira a domin­go, das 9h às 18h — Joca Duarte/Secretaria Cul­tura SP

A pro­pos­ta da exposição é traz­er a visão dess­es espíri­tos que habitam a flo­res­ta e sen­si­bi­lizar o públi­co sobre a importân­cia da Mata Atlân­ti­ca para o plan­e­ta, bio­ma que se estende por 17 esta­dos brasileiros e é con­sid­er­a­do patrimônio nacional.

Para essa exper­iên­cia mais ampla, o vis­i­tante vai perce­ber a Mata Atlân­ti­ca explo­ran­do seus sen­ti­dos, em uma vivên­cia sen­so­r­i­al. “Essa é uma exposição que não é imer­si­va, mas tem uma parte para você ouvir e sen­tir os sons da nos­sa Mata Atlân­ti­ca. Quan­do você anda pelos espaços, eles [curadores e artis­tas] fiz­er­am questão de colo­car várias mudas de plan­tas da nos­sa Mata Atlân­ti­ca. E tem tam­bém vários pon­tos onde você pode colo­car o ouvi­do em uma cabaça para ouvir histórias. É uma exposição muito sen­so­r­i­al”, infor­mou a secretária.

Temas

A mostra foi divi­di­da em qua­tro eixos temáti­cos: Cav­er­na dos Son­hos, Pedra que Can­ta, Viveiro de Plan­tas e Car­tografias da Flo­res­ta. O primeiro deles é Cav­er­na dos Son­hos, onde o vis­i­tante vai enx­er­gar a mata a par­tir de pro­jeções, que tam­bém sim­u­lam os sons lá pro­duzi­dos.

Já no espaço Pedra que Can­ta, uma insta­lação mul­ti­mí­dia vai repro­duzir os depoi­men­tos e can­tos feitos pelos guardiões da flo­res­ta. Em Viveiro das Plan­tas, o vis­i­tante irá con­hecer mais de 60 espé­cies nati­vas. E em Car­tografias da Flo­res­ta, serão apre­sen­tadas infor­mações para o públi­co sobre os povos que habitam esse ter­ritório, o patrimônio de fau­na e flo­ra e a leg­is­lação de pro­teção desse bio­ma.

Out­ras atrações da mostra são um periscó­pio – pen­sa­do para repro­duzir a cidade com ima­gens da flo­res­ta sobre­postas por fil­tros –, e um calei­doscó­pio, que mul­ti­pli­ca e dis­torce a vista do Par­que Água Bran­ca, que fica ao lado do museu.

“As pes­soas que vis­itarem a exposição poderão tocar, sen­tir cheiros, olhar e ouvir. É uma exposição bem bacana, bem sen­so­r­i­al”, definiu Marília Mar­ton.

A mostra tem curado­ria de Sonia Ara Mir­im, Cris Takuá, Car­los Papá e San­dra Ben­ites. O Museu das Cul­turas Indí­ge­nas abre de terça a domin­go, das 9h às 18h, com horário esten­di­do até as 20h, nas quin­tas-feiras. Os ingres­sos cus­tam R$ 15 a inteira e R$ 7,50 a meia. Mais infor­mações podem ser obti­das no site do museu.

Edição: Denise Griesinger

LOGO AG BRASIL

Você pode Gostar de:

Toffoli envia material apreendido no caso Master para análise da PGR

Decisão ocorre após pedido do procurador-geral da República Pedro Rafael Vilela — Repórter da Agên­cia …

3b2c09210a068c0947d7d917357ae19d